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14 de mai de 2016

Eu li: A rebelde do deserto, Alwyn Hamilton

Sabe quando você termina de ler um livro e fica um tempão olhando pra capa dele e pensando: “Eu gostei disso. Eu realmente gostei disso. EU GOSTEI MUITO DISSO!!!!”? Foi exatamente assim que eu fiquei quando terminei de ler A Rebelde do Deserto da Alwyn Hamilton!
Vamos lá que eu conto porque. 
A Rebelde do Deserto é uma fantasia ambientada em um Oriente fictício, onde humanos e magia dividem espaço com a areia e o sol. A protagonista é uma jovem de dezesseis anos chamada Amani Al’Hiza que vive com os tios e primos no deserto de Miraji. Órfã, ela depende da caridade da família que a trata com desprezo, tanto por ela ser mulher – portanto vale o mesmo que nada – quanto por ela ter um temperamento arredio e independente. Quando ela descobre que poderá se tornar uma das novas esposas do tio, Amani percebe que é hora de escapar da vila onde a mãe foi enforcada anos antes por desafiar seu destino.
Somos apresentados a Amani no momento em que ela, vestida como garoto, participa de uma prova de tiro clandestina, em busca de um prêmio em dinheiro que servirá de passagem para fugir da Vila da Poeira. E nessa a cena já começamos a compreender a garota esperta e geniosa que ela é. Amani atira melhor que qualquer homem, tem a língua mais afiada que uma faca e acredita e busca a liberdade que lhe é negada por ser mulher. E é na prova de tiro – onde fica conhecida como Bandido dos Olhos Azuis – que Amani conhece Jin, um forasteiro que poderá ser uma ponte para sua fuga.
Mas, se você está cansado do plot “garoto misterioso que salva mocinha”, não precisa se preocupar, pois a autora passou bem longe disso e a nossa garota anda em pé de igualdade com o mocinho desde o início. Aliás, a autora fugiu de diversos clichês comuns às histórias YA. Amani não é uma donzela em perigo e não está disposta a se sacrificar por uma causa maior ou alguém. Nossa protagonista deseja viver em liberdade acima de tudo e é extremamente consciente do seu valor como ser humano – e isso é incrível!
Faz dancinha da felicidade! 
Outra coisa maravilhosa nessa história: a magia. Seres mágicos existem e foram quase dizimados pelo homem, mas no curso do livro, percebemos que eles estão voltando para reivindicar seu lugar de direito no mundo. Isso sem falar nos lendários Djinnis, seres míticos que volta e meia têm filhos com humanas e estes nascem com habilidades incríveis. O retorno destes seres mágicos está intimamente ligado ao surgimento de um grupo rebelde, liderado por um Príncipe contra o Sultão e nossa Amani, a melhor atiradora do deserto, acaba no meio de tudo isso.
É um livro que tem gostinho de As Mil e Uma Noites misturado com Alladin, recheado de príncipes, caravanas, tesouros, magia e romance. É impossível não mergulhar nesse mundo de sol escaldante e não se identificar com a Amani (eu, pelo menos, me senti muito ligada aos desejos dela). A Rebelde do Deserto está sendo publicado aqui no Brasil pela Editora Seguinte, em uma capa linda de morrer, contando com 312 páginas. O livro faz parte de uma trilogia então ainda tem história pela frente (ainda bem!).
Boa leitura!


*essa resenha foi escrita para o Foforks, site para o qual eu também faço resenhas*

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