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31 de dez de 2015

Os melhores livros de 2015 - Minhas escolhas

Hey folks! 

Hoje trago pra vocês a lista dos dez livros que eu mais gostei de ler em 2015, os que se sobressaíram de alguma forma, seja pela trama ou pelos personagens, ou pela escrita do autor. Apesar de ter mais tempo livre, eu acabei lendo menos do que nos anos anteriores, mas consegui criar o Canal do Youtube, o Arabesqueando e espero ler mais nesse próximo ano e parar de sabotar minhas To Be Read.

(Se eu ler menos fanfiction também consigo aumentar a lista de livros lidos.) cof cof 

Ao contrário do ano passado, não vou classificar eles por quanto gostei e sim, só lista-los, porque acho que eu amei todos da mesma forma haha

Cruel Beauty- Rosamund Hodge AI COMO EU AMEI ESSE LIVRO. Foi uma das minhas primeiras leituras de 2015 e fiquei apaixonada. Baseado em A Bela e a Fera, Cruel Beauty conta a história da Nyx, uma garota que é criada para, aos 17 anos, se casar com um príncipe dos demônios que atormenta a terra dela, Arcadia. Óbvio que nem tudo é preto no branco e Nyx vai descobrir que o lord da escuridão esconde muitos segredos. Uma aventura por dentro de um castelo gigantesco, magia, rosas e demônios que amam. 



Sangue na Neve- Lisa Gardner. WOWWW esse livro tem um dos melhores plot twist que eu já vi. Sabe quando a história está indo numa direção e de repente ela EXPLODE NA SUA CARA E MUDA TUDO? Então, é bem isso que acontece em Sangue na Neve. A policial Tessa Leoni mata o marido em legítima defesa e sua filha está desaparecida.  Pelo menos é essa a história que ela conta quando a polícia chega na sua casa. Logo depois, questões surgem e nublam totalmente o testemunho de Tessa, fazendo com que a detetive DD Warren não saiba mais no que acreditar. E quando tudo aponta para Tessa, as evidências mudam outra vez! Muito tenso!

O Historiador - Elizabeth Kostova. Esse livro passou anos na minha estante e agora eu me arrependo de ter demorado tanto pra ler. Contado através de cartas e relatos, ele traz a história de uma pesquisadora que quando jovem seguiu os passos de seu pai atrás da verdadeira história de Vlad, o Empalador, o nosso futuro Drácula. Se eu tivesse que resumir esse livro em uma palavra seria FANTÁSTICO! A autora fez uma extensa pesquisa histórica para o livro e a cada página você se sente junto com os protagonistas seguindo cada pista que leva a Vlad. 


Os Homens que não Amavam as Mulheres- Stieg Larsson. Tudo que falaram sobre a escrita de Stieg é verdade. Depois de ler sua trilogia, fica impossível não reconhecer sua genialidade. No romance policial Os Homens que Não Amavam as Mulheres, temos um thriller envolvendo uma hacker toda tatuada e anti-social e um jornalista, que juntos, tentam resolver um crime com mais de quarenta anos. A trilogia toda é fenomenal, na verdade. LEIAM.



O Diário de Mr. Darcy- Amanda Grange. Esse livro já está resenhado aqui no blog e tudo que vocês precisam saber é que É A HISTORIA DE ORGULHO E PRECONCEITO CONTADA PELO MR. DARCY. Pronto. Só isso. Podem ir ler. Vocês já imaginam o quanto esse livro é perfeito!







A História Secreta- Donna Tartt. Um grupo de jovens em uma universidade, estudando a história e filosofia grega, adeptos a cultos dionísicos matam uma pessoa. E o que levou esses jovens à isso  é a trama de The Secret History, um dos melhores (se não o melhor) livros que eu li esse ano. Intrigante, viciante e assustador esse livro me deixou sem palavras. É uma verdadeira obra prima da literatura mundial e me fez ajoelhar e venenar Donna Tartt.   





 Lírio Azul, azul lírio - Maggie Stiefvater. 
ESSE.LIVRO.EU.NEM.SEI.O.QUE.DIZER.SÓ.SENTIR. Terceiro volume da série dos garotos Corvos (resenhada aqui), Azul Lírio, Lírio Azul conta mais uma parte da aventura dos garotos corvos e da maravilhosa Blue Sargent, atrás de um antigo rei mágico, que estaria enterrado na cidadezinha de Henrietta, onde eles vivem. Morri de amores por essa história e meu coração de shipper quase teve um treco!



A Irmandade Perdida - Anne Fortier. Na mesma linha de O Historiador, esse livro conta a aventura da Diana, uma professora universitária fascinada pela lenda das amazonas que descobre ser descendente dessas guerreiras mitológicas! Cheio de ação e história, foi um dos livros que mais me deu prazer em ler esse ano porque me ensinou coisas (amo quando um livro além de me distrair, me traz informações novas pra vida). QUERO SER AMAZONA NOW.


Carry On- Rainbow Rowell. Esse livro conta a história do Baz e do Simon, personagens que aparecem em Fangirl, outro livro da autora. Sobre o que é? Bem, imagine Draco Malfoy e Harry Potter se apaixonando. Imaginou? É isso. HAAAA curiosos hein? Em breve faço resenha pra vocês. Mas posso dizer que sim, É MARAVILHOSO, FANTÁSTICO, FOFO, ARCO-ÍRIS. 






Legend- Marie Lu. Distopia que se passa em uma Los Angeles devastada no ano de 2130, traz a história de June, a garota prodígio da República, e Day, o jovem mais procurado por essa república. Após a morte do irmão, que é creditada a Day, ela sai atrás dele, mas depois que o captura, descobre que a República esconde muito mais do que ela imagina. É um livro super rapidinho, mas muito bem escrito e com a tensão certa pra me fazer desejar ler os próximos (e olha que eu tava meio cansada de distopias). 



Então, galere, esses são os dez livrinhos mais bacanas que li esse ano.
Deixo aqui meus votos pra que 2016 seja maravilhoso e CHEIOOOOO DE LIVROS LINDOS PARA TODOS!
Que nossas metas de leitura dobrem e que consigamos alcança-las! haha



6 de nov de 2015

The Raven Cycle Série - Maggie Stiefvater

Heyyyyy vocês! Como estão?

Hoje essa que vos escreve, vem trazer a resenha da Série The Raven Cycle, ou The Raven Boys (Os Garotos Corvos) da maravilhosa e má, Maggie Stiefvater (sim, má, muito má, porém, incrível!).
A série explora a magia das Linhas Ley e o relacionamento de cinco jovens que estão em busca de um rei lendário chamado Glendower, que estaria enterrado em algum ponto desta linha mágica. A série está sendo publicada aqui no Brasil pela Verus Editora e o último livro, The Raven King, será publicado em 2016.

É uma das minhas séries favoritas e até vale a minha cara feia num vídeo pra tentar convencer vocês a lerem hahahaha




Beijos e até a próxima!

19 de out de 2015

Primeiro vídeo e TBR de Outubro!

Hey folks!

Eu sempre amei canais de livros no youtube e há algum tempo vinha matutando a ideia de fazer um para o Arabesqueando. A timidez me impediu de inicio, mas este mês botei a cara no sol video e gravei!
O resultado é esse que segue abaixo. Minha cara gordinha, ainda meio atrapalhada e falando baixinho hahaha
Espero que gostem, sigam, curtam e em breve postarei mais!


(ah, em relação a Maratona Literária de Inverno, li 4 livros que estavam estipulados e mais alguns que foram surgindo no caminho! hehe Realmente, metas literárias não são meu forte *suspiro*)

Beijos!

20 de set de 2015

O Diário de Mr. Darcy (Amanda Grange)

Antes de você ler esta resenha, eu já aviso:

Cuidado! Esta resenha contém um Darcy. Se você é fraca do coração e passa mal ao ler sobre caras maravilhosos, tome seu remedinho e depois volte pra cá. 
Desde que a BBC lançou, em 1995, a famosa cena do Mr. Darcy de camisa branca molhada, o mundo passou a ver Pride and Prejudice pelos olhos dele. Apesar de o cara aparecer, de certa forma, pouco no livro, ele tem se tornado a razão mais significativa de muita gente amar a história acima de tudo. Inclusive, essa semana assisti uma apresentação de Mestrado que focava exatamente nisso: em como nós estamos criando um Darcy cheio de qualidades, que simplesmente não existe no romance de Jane Austen publicado em 1813, (ela, provavelmente, iria rir da nossa cara ao idealizarmos tanto um personagem). Mas, invenção ou não, é inegável que Darcy alimenta um fascínio em nossas mentes românticas que adoram um herói que se redime de seus preconceitos ao se apaixonar pela heroína. Tanto é que releituras de Orgulho e Preconceito pipocam a toda hora (principalmente depois de 95) nas livrarias.

E nessa onda de, "nós amamos Darcy", surgiu O Diário de Mr. Darcy (Mr. Darcy's Diary), da Amanda Granger, publicado aqui no Brasil pela maravilhosa Perdrazul Editora, livro este, que busca nos trazer a versão dele de como as coisas aconteceram lá em Netherfield. O livro nos conta a história de Darcy através de seu diário, desde  o momento em que inicia sua rivalidade com Wickman, passando por seu primeiro encontro com Elizabeth e indo até o felizes para sempre, que Amanda tomou a liberdade (oba!) de estender um pouquinho. 

sei que sou lindo e sei que você me quer
Não preciso dizer que, como fã inveterada do personagem, eu devorei esse livro em horas. Primeiro porque Amanda é talentosa demais e sua escrita é fluída e adorável de se ler e depois, porque ela conseguiu, como poucos, interpretar Darcy e entender (ou inventar de forma surpreendente), suas nuances para transportar para o papel. Ele não ficou exagerado nem caricato, muito pelo contrário, durante boa parte do livro, Darcy é carregado de preconceito, superioridade e ar esnobe, extremamente característicos de seu personagem. 
"Eu não fiz nada para tornar a noite mais agradável. Por sorte, não precisei me misturar com as pessoas locais; apesar de estarmos em pequeno grupo." (sobre o baile de Meryton)
"Ela mal tem um traço bom em seu rosto. (...) Ela é pouco notável em todos os sentidos." (sobre Elizabeth) 
Mas, como bem sabemos, a partir do momento em que Darcy e Elizabeth começam a se envolver em diálogos afiados, ele se sente cada vez mais intrigado por ela e aos poucos, sua opinião sobre a moça muda. Não a opinião sobre sua condição e sua família, pois ele ainda a considera inferior em relação a condição social e caracteriza sua família como extremamente vulgar. Mas, cresce nele uma atração por suas opiniões, seu temperamento e seus olhos (sim, ele se apaixona pelos olhos dela *suspiros*).
"Ela me encanta. Mas, ainda assim, seria desatino me ver apaixonado por ela. Pretendo me casar com um tipo muito diferente de mulher, alguém cuja fortuna e linhagem combinem com as minhas condições. Não darei mais atenção a Elizabeth."

o que que tá aconte se no
O livro recria todas as cenas que envolvem Darcy no livro original e ainda nos dá uma percepção interna de sua amizade com Bingley e Caroline, além de desenvolver também, aos olhos do leitor, seu relacionamento com a irmã, Georgiana. Fascinante também é a versão de Darcy do pedido de casamento que faz a Elizabeth, pois ali percebemos o tamanho de seus preconceitos e sua arrogância perante a condição social dela. Apesar de amá-la, ele não se despiu de seus julgamentos e, sem perceber, machuca profundamente Elizabeth. Ele age como se estivesse fazendo um grande favor ao pedir ela em casamento e fica IN-DIG-NA-DO quando ela o recusa, (é aquele momento em que você quer entrar no livro e bater  a cabeça dele contra uma parede, sério). 
"Seria esse o fim de todo o meu esforço? Ser rejeitado? E de tal maneira! Eu?! Um Darcy! Receber uma resposta como se eu fosse um caça-dotes ou um pretendente indesejado."
Adorável. SQN.
basicamente
Apesar da grosseria, nós sabemos que passado este momento mais vergonhoso de toda a história dos pedidos de casamento, desde o início da humanidade, Darcy e Elizabeth vão se entender mais adiante. E em O Diário de Mr. Darcy ainda temos uma vislumbre de como ele teria lidado com a situação da Lydia, que no livro original fica obscura, sendo mencionada apenas em carta e que é a redenção do herói e prova de seu amor por Elizabeth. 

tô bem pouco feliz, vocês podem ver
Eu concordo com a ideia de que reinventamos Darcy nos últimos anos e que se Jane Austen visse o que fizemos com seu personagem, ela provavelmente nos puxaria a orelha pois, seus livros vão muito além do romance que almeja um casamento, e sua heroínas não podem ser diminuídas a ponto de serem apenas garotas tolas buscando um "felizes para sempre". No entanto, é inegável que os pontos escuros e escondidos de Darcy dão asas a nossa imaginação e é impossível não tentarmos preencher as lacunas que Jane deixou. Mas essa é, para mim, a  delicia da ficção: a possibilidade de reinventar e de criar novas possibilidades. 

Então, meu veredicto sobre O Diário de Mr. Darcy é: leiam, leiam, leiam. Ele  fará com que vocês se apaixonem ainda mais por Darcy e Elizabeth, o que eu acredito ser mais um tributo à criação de Jane Austen. 

20 de jul de 2015

Maratona Literária de Inverno - Versão Dos Esquecidos

Eu sei que tá todo mundo fazendo a Maratona Literária de Inverno.
Sei porque eu também deveria estar fazendo, porém, eu esqueci. Como tudo mais nessa vida, né migos. O detalhe da minha cabeça estar grudada no pescoço é muito útil nessas horas, se não... Sabe-se lá onde ela estaria.

Mas, pra não ficar sozinha no frio da solidão, fora dos papos literários (né Fermina *beija*), resolvi fazer minha própria lista e minha própria maratona e meu próprio desafio. Então, catei na minha estante alguns livros que eu PRECISO LER neste inverno  pois, como decidido no inicio do ano, só estou lendo livros que tenho em casa. Nada de livro novo. Nada de pegar emprestado,*jesus me ajuda* e a lista saiu assim:



1- Romance: O Orgulho de Hannah, da Jannet Dailey
2- Romance de Época: A Abadia de Northanger, da Jane Austen
3- Romance contemporâneo: Will & Will, do John Green e David Levithan
4- Uma distopia: Réquiem, da Lauren Oliver
5- Romance Policial: A Clínica, do Jonathan Kellerman
6- Romance que envolva História: O Historiador, da Elizabeth Kostova
7- Livro de Resenha - O retorno de Izabel, da J. A. Redmerski


Daí vocês perguntam: mas só sete livros, Bréir? Que pouca vergonha é essa? Então, assim, eu escolhi apenas sete porque sei que até o final do inverno pelo menos uns três vão acabar chegando (das resenhas),  e com esses sete já dou um caldo. 

Sobre as minhas escolhas devo dizer que  Clínica e Orgulho de Hannah, por exemplo, são livros que estão na minha estante há um tempão e eu nunca dou chance. Réquiem eu comprei num frenesi assim que saiu, mas quando chegou bateu uma bad (peguei um spoiler na internet) e deixei de lado. A Abadia de Northanger assisti o filme e deixei para ler o livro depois mas não aconteceu... Então, são escolhas pertinentes de certa forma. Vou começar por O Orgulho de Hannah que é de época e faz um tempinho que não leio nada do gênero. 

Assim que avançar nas leituras eu venho aqui contar para vocês como me saí. 
E, claro, quem estiver participando de alguma Maratona deixa aqui nos comentários quais foram suas escolhas. Vou adorar saber!! 

7 de jul de 2015

Visitando Londres - A Realização de Um Sonho!

Um dos sonhos da minha vida sempre foi conhecer Londres, primeiramente por causa do meu amor por História (que é minha formação) e também por causa de livros e autores que viveram ou usaram a cidade de pano de fundo  (oi Jane Austen e J.K. Rowling! ). Depois de um tempão economizando e planejando, finalmente realizei essa vontade e pude conhecer essa cidade que sempre me fascinou! 

Posso dizer que cheguei em Londres emocionada e sai mais ainda, por tudo que vi e aprendi nos dias que fiquei por lá. Existe história em cada cantinho e atrações o tempo todo e, por mais que você passeie, sempre surge uma novidade de encher os olhos para quem ama a história da Europa. 

O post de hoje é uma forma de eu dividir  a experiência de marinheira de primeira viagem em Londres com todos que já estiveram ou estão planejando ir para lá!


Tower Bridge
O que visitar? Bom, Londres é uma cidade que tem praticamente uma atração em casa esquina, por causa de sua história então, lugar pra ir não falta. O legal é pegar um mapa e montar um roteiro prévio das coisas que você quer conhecer, pois no meio do caminho, eu garanto que vai surgir mais coisa. Dessa forma, você se programa com o metrô e já tem uma noção de quanto vai gastar com as atrações pagas (o valor das entradas você encontra nos sites, geralmente)  o que torna mais fácil o passeio. Fiz a viagem com o namorado, que já havia visitado a cidade, então fui mais tranquila, principalmente porque eu não me oriento e provavelmente ia me perder na primeira linha de metrô que pusesse os pés! - true story- Mas mesmo ele tendo um conhecimento prévio, pra facilitar, montamos um roteiro com todos os locais que planejávamos ver, dividido pelos dias de viagem e com os horários de abertura dos locais e preços, o que foi bem prático! 

British Museum
Existem muitas atrações gratuitas MARAVILHOSAS como o British Museum, a National Gallery, o Natural History Museum, a Royal Courts of Justice, o Tate Modern e Tate Britain, que você não pode perder. Se você for um amante de história e arte, prepare-se porque olhar eles inteiros vai consumir pelo menos uma tarde em cada um (fiquei 7 horas dentro do British Museum e não terminei de ver tudo pois o lugar é gigantesco! Chorei de emoção lá dentro.) mas vale a pena totalmente. No British Museum você vai encontrar a famosa Pedra de Rosetta na galeria egípcia, e muitas outras maravilhas nas galerias destinadas à Mesopotâmia e à Grécia, por exemplo, e na National Gallery obras famosas de artistas como Michelangelo, Da Vinci, Rubens e Van Gogh.


Estação King's Cross St Pancras
As atrações pagas variam bastante de valor dependendo do local. Para visitar a Torre de Londres, pagamos 24 libras, e percorremos a Torre externa, a White Tower e vimos as jóias da coroa. Foi um dos passeios mais legais exatamente porque o lugar tem muita, muita história (foi lá que Anna Bolena, dentre outras figuras famosas, ficou presa e foi executada). Você também paga para visitar lugares como a St. Paul's Cathedral, a Abadia de Westminster, o Sherlock Holmes Museum o Monumento ao Grande Incendio ( 4 libras bem válidas porque você pode subir os 311 degraus até o topo e ter uma vista maravilhosa da cidade!). 

Também existem muitas, muitas, muitas igrejas espalhadas por cada cantinho e ruela de Londres e  a maioria tem uma historia interessante de algum personagem ou momento histórico famoso que fez parte. Elas geralmente não cobram ingresso, mas é solicitada uma doação que varia de 1 a 4 libras, se você puder contribuir. Entramos em quase todas que apareceram pela frente e mesmo assim, sempre descobríamos uma nova, atravessando a rua!

Fora isso, você com certeza vai amar, como eu amei,  passar pelo Big Ben, pela London Eye, pelo Palácio de Buckingham e pelos parques, como o Hyde Park e o St. Jame's Park que são lindos (eu queria trazer um dos esquilinhos da rainha para casa, mas ia dar problema com a imigração hahaha).

Hambúrguer do Portobello Market
Onde comer? Se não falta lugar para visitar, tambem não falta lugar para comer *saudades, saudades imensas da comida*. Como queríamos usar cada minuto do dia para passear, optamos por comidas rápidas que é o que mais tem em Londres. Existem diversos cafés em quase todas as ruas e também muuuuitos locais que vendem comida rápida e saudável, tudo com preço bem acessível. Ao contrário do Brasil, em que estamos acostumados a um almoço mais pesado - geralmente o buffet - os londrinos comem de forma mais leve ao meio-dia,  saladas, sopas e sanduíches, que eles optam por comer na rua mesmo, sentados nas escadarias e praças.  
Experimentamos os lanches do Pret a Manger, do Costa e do Eat. (o melhor café pra mim, foi do Costa *amei* ). Há também bastante Starbuck, KFC, Burguer King e MAC espalhados, então comer não é uma das dificuldades. 
Mas a melhor comida do MUNDO TODO, está nos mercados de rua e nas barraquinhas (food street stalls) como no Portobello Market, o Borough Market e em Camden Town. Nunca na minha vida tinha comido hambúrgueres tão maravilhosos quanto os feitos nesses lugares. A comida de rua deles tem sabores e cheiros inexplicáveis, uma delícia! Foi uma das experiencias mais legais que tivemos, (só de lembrar dá água na boca)


Como se locomover? Metrô. O chamado Underground é a forma, mais barata, mais prática e mais rápida de andar por toda Londres. Assim que chegamos adquirimos no guichê um Oyster Card pro tempo que iriamos ficar na cidade e assim pudemos nos locomover todos os dias pra todos os lugares. Eu sou uma desorientada  confessa *sério, se deixar me perco dentro do shopping* então levei um tempão pra começar a entender as linhas e afins, mas mesmo pra uma distraída como eu, o metrô é cheio de mapas e placas e nas estações sempre tem gente para ajudar caso você precise (e o pessoal é muito educado e prestativo, principalmente porque a cidade fervilha de turista perdido). 


Passeios para fora de Londres? Você pode sair de Londres e visitar em poucas horas cidades super bonitas ao redor. Nós escolhemos um roteiro que ia a Stonehenge e depois a Bath, (eu queria muito ver a cidade da Jane Austen!), com uma empresa chamada Premium Tour. Escolhemos através de um folhetinho que recebemos no hotel e compramos as passagens na estação de ônibus mesmo. Foi uma das experiências mais legais que tivemos pois o passeio foi muito bom e a guia era super atenciosa. Bath é uma cidade lindaaaaaa demais e mais linda ainda porque foi lá que a Jane morou durante 9 anos da sua vida. Se você, assim como eu, for fã dela, vale a pena ir até o Jane Austen Centre (8 libras) e se vestir de Jane - sério, dá pra fazer isso! Você também pode desfrutar de um chá ao estilo regência e flertar com o Mr. Darcy (mentira, infelizmente, a única coisa que não tinha lá era um Darcy por isso eu não fiquei pro chá ¬¬ ). 

Enfim, resumindo, o que não dá pra resumir, Londres é fervilhante, apressada e educada. Amei os contrastes de etnias, os sotaques diferentes, os cheiros e os sabores. Se você  parar pra observar, vai ver coisas maravilhosas, pessoas diferentes e outros jeitos de viver que vão fazer você querer ficar lá para sempre. Apesar de ter ido em muitos lugares, terminei a viagem com a sensação - a certeza, na verdade - de que não vi nem um terço de tudo que existe lá e já estou morrendo de vontade de voltar e fazer todo um roteiro novo. Acho que nem morando lá você consegue ver tudo que a cidade oferece.

Ah, claro que, sendo uma fã hardcore de Harry Potter eu não pude deixar de ir no The Making Of Harry Potter né...mas essa experiência fica pro próximo post! 

18 de mai de 2015

A Morte de Sarai - J. A. Redmerski


Livro: A Morte de Sarai
Autor (a): J. A. Redmerski
Editora: Suma de Letras
Páginas: 255
Primeira frase: "Já faz nove anos desde que vi um americano aqui pela última vez."

Sabe o que eu mais gosto em relação à literatura? Quando uma trama surpreende e supera minhas expectativas inicias. Aquele momento em que você pega um livro na mão e pensa que ele é razoável, mas o bendito acaba se revelando muito bom é a melhor coisa! Foi o que aconteceu com A Morte de Sarai, livro que faz parte da série Na Companhia de Assassinos, da americana J. A. Redmerski (autora também de Entre o Agora e o Nunca e Entre o Agora e o Sempre). Enquanto lia, me senti na história, fugindo pelos desertos mexicanos, sendo perseguida por traficantes de drogas, uma coisa meio série policial americana com poeira, carros e tiros pra todo lado. Bem emocionante! 

No livro, Sarai é uma adolescente americana que, aos quatorze anos, foi levada para o México pela mãe e acabou em cativeiro, controlada por um poderoso traficante de drogas que desenvolveu uma obsessão pela garota e a manteve presa a ele e a seus caprichos. Depois de nove anos sofrendo abusos físicos e emocionais, Sarai consegue fugir no carro de um americano chamado Victor, um assassino de aluguel que está lá para negociar um trabalho com Javier, o captor dela.

A princípio, a primeira ideia de Victor é se livrar de Sarai e usá-la em seu negócio, mas ele reconhece nela uma vítima destruída por dentro que não merece voltar para Javier e ajuda a jovem. A partir daí, a história dos dois se desenvolve em meio à fuga, assassinatos e perseguições. Victor tem um trabalho e é pago para fazê-lo, mas se vê cada vez mais envolvido pela história de Sarai e os dois acabam desenvolvendo uma ligação. Ambos vieram de realidades cheias de morte e violência, e Victor percebe que, depois de tudo que Sarai presenciou, ela nunca conseguirá viver uma vida simples, mas tampouco quer que ela se envolva no tipo de vida que ele leva.
"Sou disciplina. Sarai é raiva."
Sarai é uma personagem bastante complexa e de quem eu gostei bastante. Ela sofreu traumas e abusos durante toda a adolescência e isso moldou a sua personalidade. Depois de tudo que viu no cativeiro, Sarai não sente empatia e dor da mesma forma que as outras pessoas. É como se ela estivesse anestesiada para tudo e isso faz com que ela crie uma ligação com Victor, que é um assassino, ou seja, alguém de quem ela deveria ter medo, mas não tem. 
"Fico surpresa toda vez que o desafio, por pouco que seja. Porque, por dentro, estou completamente apavorada com o que ele pode fazer comigo."
A Sarai de quatorze anos não existe mais aos vinte e três. Ela foi destruída ao longo dos anos e isso dá sentido ao título A Morte de Sarai. Não a morte física (gente, tava doida de medo que a autora fosse literalmente matar a Sarai!), mas a morte do que ela foi um dia e o nascimento de uma nova personalidade, Izabel, codinome que Victor lhe dá durante a fuga.

Em relação a ele, Victor tem mais de trinta anos e eu gostei disso também pois deu outra dimensão para o personagem. Ele é mais velho, mais experiente e mais controlado que Sarai e, mesmo assim, acaba totalmente envolvido por ela, física e emocionalmente. E sim, há cenas super hots entre eles e eu preciso MUITO DO PRÓXIMO LIVRO! *pula* Estou shippando, gente. Ou seja, né? 
"Ele é alinhado, embora tenha uma sombra de barba desenhada no rosto. Tem maçãs do rosto salientes e olhos verde-azulados penetrantes que parecem conter tudo sem revelar nada. E é bem alto, magro e assustador. Acho notável como ele me apavora mais do que Javier jamais me apavorou, mesmo sem precisar dizer uma palavra."

A Morte de Sarai foi publicado aqui pela Suma de Letras e “Surviving Izabel”, próximo da lista, deve chegar às livrarias em julho deste ano. Vou aguardar ansiosa! Gostei da escrita da autora e de ela situar a história fora do eixo "adolescência" (eu estava numa maré adolescência e acabei enjoadinha. Esse livro deu uma sacudida nas coisas! ). Os capítulos são intercalados pelo POV da Sarai e do Victor então não cansa e a trama é mais ágil. E os POVs dele são: ai senhor. hahahaha

Recomendado ao infinito e além ;)

(Essa resenha foi escrita por mim e publicada também no Foforks ;) )

2 de fev de 2015

Meta de leitura de 2015: OS ESQUECIDOS

Deixa eu perguntar : como vocês escolhem as leituras do ano?

Bom, eu nunca estipulei grandes metas de leitura ou listas que deveria seguir durante um ano. Geralmente vou lendo o que mais me agrada, que são quase sempre indicações, lançamentos de autores que eu amo ou obras que chegam para resenha. Sempre pratiquei uma leitura livre, leve e solta, sabem como é? Então, ia tudo muito bem obrigada, até que, no finalzinho do ano passado, quando fui organizar minha estante, reparei que eu tinha alguns livros não lidos por lá... Alguns. De curiosidade, fui separando os bonitos para contá-los e...
separei, 
separei, 
separei 
e cheguei a um total de mais de OITENTA E QUATRO LIVROS NÃO LIDOS. 


Descaso! Ultraje! Cortem minha cabeça!!!!

É muito livro não lido, minha gente. Muito mesmo! E com  as festas de final de ano e os presentes (que ganhei e me dei xD) esse número aumentou mais um pouquinho. O problema é que eu tenho essa doença que se chama comprar-muito-livro-de-promoção-na-internet, que não tem cura e geralmente se manifesta, errrr... todo o mês. Isso, aliado ao fato de eu ganhar livros de presente e para resenhas aumenta ainda mais a conta. Se eu compro dez livros de promoção QUE EU PRECISO DESESPERADAMENTE OLHA SÓ PRA ELES QUE BARATINHOS,  leio dois, coloco os outros oito na estante e no mês seguinte compro mais cinco, leio um  e... eles vão acumulando e eu vou lendo os do topo, geralmente. 

Ao ajeitá-los  e perceber que havia livros ali que estavam há 10 mil anos  mais de 4 anos sem ver o céu, resolvi tomar uma atitude e estipular uma meta de leitura que é PASSAR 2015 LENDO SÓ COISAS DA MINHA ESTANTE. O que é muito difícil porque eu adoro futricar estante alheia e retirar livros de bibliotecas também, mas precisa ser feito! Minha meta é ler pelo menos metade dessa quota e dar preferência aos bebês que estão há anos esperando uma chance mas, é óbvio que abrirei exceções para livros novos que estão chegando e que são parte de sagas que eu amo, porque afinal, ninguém é de ferro *pisca* (mas serão exceções bem pequenas, eu juro).

No mês de janeiro, li O Bobo da Rainha, romance histórico da Phillippa Gregory que eu havia ganhado em 2010 (ai) e para Fevereiro, escolhi primeiro A Mansão dos Segredos da Candace Camp, que tá parado na minha estante desde 2011!!! Vou tentar ler os mais antigos e deixar por último os adquiridos recentemente nas promoções loucas e lindas de final de ano.

Me desejem força, foco e que o Submarino não entre em promoção amanhã!!!

E vocês, estipularam alguma meta de leitura pra esse ano?





29 de jan de 2015

Cruel Beauty- Rosamund Hodge

"I was raised to marry a monster."
Assim começa Cruel Beauty, novela da Rosamund Hodge que me encantou e pisou no meu coração essa semana! Pisou, chutou e deu uma sambadinha, na verdade. Baseado no conto clássico da Bela e a Fera  (suspiros), o livro nos traz  a história de uma garota que foi criada para matar uma fera, mas acabou se apaixonando por ela. Óbvio que só essa premissa já indica que a leitura vai ser destruidora e acreditem em mim: é sim! 






Her missiom was to kill him.
Her destiny was to love him.
Desde que nasceu, em virtude de uma barganha que seu pai fez para evitar a morte de sua mãe, Nyx está prometida ao senhor dos demônios que aterroriza sua terra. Sem escolha além de acolher esse destino horrível, ela é treinada nas artes da magia hermética e é tida como a única chance que  seu povo tem de se livrar das garras da criatura. Ao completar 17 anos, Nyx é finalmente enviada para a casa dele e tem de deixar a família e a vida que levava até então para  enfrentar algo que provavelmente vai leva-la a morte. Seu plano consiste em seduzir  a criatura, destruir sua moradia e quebrar a maldição que há 900 anos paira sobre Arcadia. 

No local ela encontra o noivo, Ignifex, um demônio sedutor de aparência de anjo e olhos vermelhos que acha que Nyx não vai durar um dia ali. Ignifex ordena que a nova esposa nunca tente sair da casa, não abra determinadas portas  e lhe dá a chance de, a cada noite,  adivinhar seu nome verdadeiro. Se ela acertar, será libertada. Se errar, ela morre.  Nyx, ao ser questionada ao final de cada jantar, prefere então não adivinhar o verdadeiro nome de Ignifex para ter mais um dia para buscar uma forma de mata-lo.

Os dois têm um relacionamento conturbado e cheio de farpas desde o início. O que é bastante óbvio já que ele é a razão pela qual o povo de Nyx, e ela própria, sofrem há centenas de anos. Ignifex não esconde sua natureza e as barganhas que ele continua fazendo com as pessoas a enfurecem. Nyx, por sua vez,  aos poucos vai revelado  ter uma personalidade muito mais forte do que sua familia supunha. Criada para se resignar com seu destino ela na verdade tem muita raiva e ressentimento pela vida que o pai impôs à ela. Nyx tem uma ânsia enorme de viver mas isso foi lhe foi tirado desde o nascimento.  E é esse coração machucado que Ignifex reconhece. Ao contrário de toda a família de Nyx, ele acaba sendo o único a compreendê-la de verdade. E amá-la. 

"I love you more than any other creature, because you are cruel and kind and alive."



Enquanto eu  lia, fui me afogando em feels e mais feels tanto pela história maravilhosamente escrita, quanto pela mitologia em que Rosamund situou seus personagens (grega) e mais ainda pelo relacionamento quase destrutivo entre Nyx e Ignifex. EU NÃO TENHO MAIS CORAÇÃO PRA ESSAS COISAS! Cruel Beauty  é uma revisão mais dark do conto em que tanto a bela quanto a fera possuem trevas e luz dentro de si.

Devo dizer que no inicio Nyx me irritou um pouco por nunca  decidir se ela estava bem com o destino que cabia à ela ou se na verdade odiava o pai e o resto da família. Até que chega um momento em que a garota aceita a escuridão, a amargura e a dor que existem em si desde o nascimento e decide fazer o próprio destino. É um crescimento de personagem bastante visível na história e permanece inalterado, até quase o final, quando ela dá uma escorregada básica de protagonista e faz com que o leitor queira mata-la. Mas ok, há redenção.

Já o Ignifex, que representa aqui a nossa fera, é bastante complexo. E nada burro. Ele sabe exatamente o que Nyx pretende e garante que ela não terá sucesso algum em mata-lo, mas ao mesmo tempo, admira a coragem e a perseverança da esposa. Fica bem implícito em alguns momentos que ele também é de certa forma, vitima da maldição e resta saber como Nyx vai lidar com isso e se ela vai salvá-lo ao invés de destrui-lo ou destruir a si mesma. Seu dever com seu povo é maior do que o amor que ela sente pelo demônio que é a personificação de todas as desgraças que acometem Arcadia?

"You will hate and hurt each other and become your own monsters."

Anyway, o livro é fantástico! Não tive grandes dificuldades com o inglês, apenas capenguei para entender algumas palavras, mas nada que um tradutor não ajudasse. Infelizmente, Cruel Beauty ainda não foi publicado aqui no Brasil (ALOU EDITORAS) e a minha edição foi adquirida no Bookdepository. Demorou um pouquinho para chegar mas a espera valeu a pena! 

Existem diversas releituras de A Bela e a Fera e essa é, com certeza, uma das minhas favoritas. O clima dark  e sensual do livro me lembrou a última adaptação cinematográfica do clássico, La belle et la bête, de 2014, protagonizado pelo Vincent Cassel e a Léa Seydoux. Principalmente a personalidade da Nyx que não se intimida e as cenas em que ela sai para explorar a residência de Ignifex e encontra coisas maravilhosas atrás das portas, exatamente como a Belle do filme. Eu amo esse filme de paixão e já perdi a conta de quantas vezes assisti.

Eu espero sinceramente que em breve alguma editora traduza esse livro maravilhoso porque nós merecemos muito ter ele por aqui. A escrita da Rosamund me surpreendeu bastante e eu estou morrendo de ansiedade para ler os próximos lançamentos dela, baseados nos contos da Cinderela e Chapeuzinho Vermelho.

Alguma duvida de que serão tão incríveis quanto Cruel Beauty?


ATUALIZAÇÃO URGENTE: acabei de ver no twitter que a editora Novo Século vai publicar Cruel Beauty este ano!!! Já podemos comemorar pois em breve teremos uma tradução linda em mãos!

9 de jan de 2015

Meus 10 livros favoritos de 2014- Parte 2

Hello folks!

Hoje trago pra vocês a segunda parte dos meus livros favoritos de 2014, que eu deveria ter postado até o final do ano but, esqueci. Sério, esqueci mesmo. Como eu esqueço de quase tudo. Eu sofro de esquicidisse (oi) crônica, na verdade. 

Então,  *rufem os tambores* trago os meus CINCO CAMPEÕES DE 2014!

5. Cidade do Fogo Celestial- Cassandra Clare 

2014 foi um ano maravilhoso que nos trouxe a conclusão da série Os Instrumentos Mortais, da diaba (porque me faz sofrer) da Cassie Clare. Eu estava muito, mas MUITO, ansiosa por esse livro porque esperava o desfecho do meu ship, malec *vomita arco-íris* e de toda aquela bagunça Clary- Jace- Sebastian. E Cassandra, rainha dos condenados, não decepcionou. Devorei esse livro e terminei com cílios nas minhas lágrimas, apertando ele contra o peito, triste de dar tchau pra toda aquela gente. Apesar da prenuncia catastrófica (Cassie havia dito que mataria 7 pessoas), eu não achei o livro sofrido de dor, sabe? Ninguém que eu amava morreu, então foi um alívio e ela foi bastante justa com todos os personagens, de certa forma. Cassie também foi MÁGICA em relação aos ships, dando cenas lindas pra todos eles, mesmo que doloridas ;) Então, senhoras e senhores e robôs, é óbvio que Cidade do Fogo Celestial não poderia estar fora dessa lista!


4. Outlander- Diana Gabaldon

Outlander é azarão. Chegou quase no final de 2014 e galgou o quarto lugar dos meus favoritos abanando e mandando beijos do alto tipo Miss. O livro conta a história de Claire, uma ex-enfermeira da Segunda Guerra Mundial que, numa viagem à Escócia, acaba entrando em um circulo de pedras misterioso e é transportada para o ano de 1743. A historia gira em torno da vida dela nesse novo tempo e seu coração que se divide entre passado e futuro. É um livrão de 800 páginas maravilhoso que me conquistou totalmente e me fez me arrepender de não telo lido antes. *amor, amor*


E QUEM SERÃO OS TRÊS VENCEDORES???
(e eu quero dizer que foi muito difícil entre esses três, tá?)


3. Princesa Mecânica- Cassandra Clare.

Cassandra Clare é tão diaba que levou DOIS LUGARES NO MEU TOP 10. *macumba* 
MEU DEUS PRINCESA MECÂNICA. O que eu sofri com esse livro não existe. Conclusão da série As peças Infernais, esse livro arrancou meu coração, pisou e deu pro cachorro comer. Teve Will sofrendo, teve Tessa sofrendo, teve Jem sofrendo, teve a batalha final, teve sacrifício, teve adeus, teve reencontro, teve DOR ESPALHADA PELO CHÃO TODO. Na minha opinião, um dos melhores livros que a Cassie ja escreveu. Princesa Mecânica traz o desfecho da luta dos Caçadores de Sombras e seus aliados contra as peças infernais, luta esta que pode destruir tudo que eles sempre protegeram. Na busca pela vitória do bem, muitos sacrifícios precisarão ser feitos e corações partidos. E acreditem em mim quando eu digo que Cassandra sabe escrever sofrimento como ninguém. Levou medalha de Bronze! 


2. A Esperança- Suzanne Collins

Eu demorei bastante tempo pra ler Jogos Vorazes, mas quando li ele me marcou profundamente. Muito. Eu achei que a história era só uma distopia como tantas outras mas Hunger Games é muito mais. É uma grande metáfora de situações reais, da luta contra a opressão de governos, do abuso de poder e alienação da sociedade. É o tipo de livro que, se lido com cuidado, pode te ensinar muito. E em especial A Esperança, o último volume da Trilogia. Eu amei os dois primeiros também, mas A Esperança possui uma carga psicológica muito maior, e acho que é o melhor livro para compreendermos o que a guerra e o horror podem fazer com as pessoas. Não é um conto de fadas em que todos superam a dor e seguem em frente, mas a história de uma heroína que pega o horror e se entrega até quase a insanidade em busca de liberdade. Quando terminei, eu entrei em uma depressão pós-livro terrível, incapaz de ler qualquer coisa, porque eu estava muito impactada por todo aquele final. Incrível!


E NO PÓDIO DO ARABESQUE 2014 TEMOS....



1- Incendeia-me- Tahereh Mafi 

Esse é o livro número um de 2014.  Livro que eu li em um dia - em inglês, e-book pirata, contrabandeado pelas gringas na estréia- e quando terminei eu ENTREI EM PÂNICO PORQUE EU PRECISAVA DE MAIS PELO AMOR DE DEUS EU PRECISO DE MAIS. O livro que me trouxe um dos personagens masculinos mas perfeitos de todos os tempos, o livro que me arrepia até hoje SÓ DE EU LER TRECHOS. 
O LIVRO QUE ACABOU COMIGO EM FEVEREIRO E AINDA ME MATA SEMPRE QUE EU RELEIO. BEST.BOOK.EVER.
*só de lembrar agora tô tendo chilique de novo*
Incendeia-me termina a série Estilhaça-me, e traz a luta final de Juliette contra o Reestabelecimento, numa trama distópica. Portadora de poderes extraordinários, ela precisa juntar forças com os antigos amigos e com o chefe do Setor 45, Aaron Warner para tentar mudar a realidade de terror em que a população vive. Na verdade é um pouco confuso explicar a trama principal sem as resenhas dos anteriores, mas o livro é fantástico. CONFIEM EM MIM.
E esse livro é fantástico também por motivo de: WARNER. Nunca um personagem masculino me deixou tão... tão... perdida e louca. Tahereh criou um homem cheio de cicatrizes emocionais, fortíssimo, poderoso e... apaixonante. (aliás, tem resenha do conto dele, Destrua-me aqui no Arabesque).


Eu já rasguei seda por essa série da Tahereh em todas as redes sociais e vou continuar, até que eu tenha convencido meio mundo a ler. YAYH!

Bom, esses foram 10 livros que me fizeram surtar em 2014. E os de vocês? Concordam com os vencedores?

Beijos da Blair!


adendo: eu li bem no finalzinho de Dezembro A Corrida de Escorpião da Maggie Stiefvater e ele seria tipo, o livro 11... mas como escolhi só 10, fica assim. Mas leiam o da Maggie também que é MARAVILHOSO!