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15 de out de 2013

Pandemônio- Lauren Oliver

Sabe quando você lê um livro tão bom que qualquer coisa que você fale dele para as outras pessoas parece não fazer a justiça merecida? Estou vivendo isso enquanto escrevo a resenha de Pandemônio para vocês.


Este livro me pegou pelo pé. Eu havia adorado o primeiro volume da série (Delírio), mas quando comecei a ler Pandemônio  não criei grandes expectativas, pois já me acostumei com o fato de que, geralmente, as continuações perdem um pouco o ritmo.  E não é que o danado me surpreendeu e acabou sendo melhor que o início?

Pandemônio, no dicionário, significa confusão, tumulto, baderna. E é num estado de total tumulto que Lena, nossa protagonista, se encontra neste volume da série. O livro começa onde o anterior terminou (e por isso é bem importante ter lido Delírio para entender Pandemônio): Lena confusa e ferida, perdida dentro da Selva, correndo e tentando se salvar dos Reguladores. Depois de escapar de uma emboscada que quase lhe tirou a vida e a fez deixar Alex para trás (vivo ou morto, ela não sabe), Lena acaba, finalmente, tendo contato com os habitantes da Selva, os Inválidos, que na sua vida antiga ela tanto temeu – e que agora são a sua salvação. Vivendo do outro lado da cerca, ela precisa lutar por comida, por água e por abrigo, junto com pessoas estranhas que acabarão se tornando uma espécie de família para ela.
Ao mesmo tempo em que temos contato com a Lena vivendo na Selva, também temos contato com a Lena na cidade, pois o livro é dividido em capítulos intitulados “antes” e “agora”. Nos capítulos de “antes”, a autora nos faz vivenciar o dia-a-dia de Lena com os Inválidos e nos capítulos do “agora”, Lena já está de volta à cidade, em um tipo de missão coordenada pelos Inválidos, onde ela é uma das peças principais. Parece confuso, mas os capítulos se completam totalmente, a ponto de que você querer ler o mais rápido possível para saber como a Lena da Selva acabou numa missão dentro do território regulado. E é dentro desta missão que ela vai conhecer Julian, um membro do partido que defende a cura dos jovens da doença “amor deliria nervosa”, que vai acabar se tornando – por força das circunstâncias – alguém muito importante para ela… estou shippando tanto eles dois que até dói 

O livro é maravilhoso, para não dizer mais. Pandemônio é muito bem escrito, e o enredo é mais ágil e bem desenvolvido do que o de Delírio. A história é incrível e a protagonista amadureceu muito, deixando para traz todas aquelas características chatinhas da maioria das adolescentes de livros. Lena é uma lutadora. Uma menina que, de repente, perdeu tudo que sempre teve e precisa lutar para se manter viva dentro de um sistema opressor e injusto, onde as pessoas fora das cidades controladas são caçadas como animais doentes e abatidas sem piedade.
Pandemônio possui 301 páginas, mas bem que podia tem mais 100 que eu nem notaria já que a leitura foi super rápida. A capa é outro trabalho per-fei-to da Intrínseca (gente, muito amor por essa editora e o trabalho maravilhoso dela na edição dos livros). Em resumo, livro recomendadíssimo. Agora é só aguardar, roendo as unhas, pela continuação.
Boa leitura!


Capa no Brasil e na gringa 

*essa resenha foi originalmente escrita e postada no Foforks, site do qual também sou resenhista =) *

2 comentários:

  1. O problema dessa resenha é: agora tenho uma necessidade incurável de devorar esse livro. Pensando bem, não acredito que seja um problema.
    Amei a resenha Brér, e só me deu mais vontade de continuar a série.
    Um adendo: AAAAAAAAALEEEEEEEEEX, to sofrendo.

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    Respostas
    1. hahahah leiaaaaaaa, que é maravilhosa a continuação.
      e Alex...bem, pode ser que ele apareça nesse livro xD

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