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2 de dez de 2013

Estilhaça-me- Tahereh Mafi


Eu jurei que não ia mais ler livros em séries.
Jurei que não ia mais ler Young Adult  por uns meses.
Jurei que não ia cair nessa onda de livro-distopia.
Jurei que não ia me apaixonar por mais nenhum personagem.
Jurei, jurei, jurei... 
Quebrei todas as juras. 
Cometi o erro acerto de ler Estilhaça-me da Tahereh Mafi e agora estou aqui, olhando pra capa do livro e pensando: OHHH S#@#
Porque acabei de me apaixonar de novo por um livro. EM SÉRIE. MEREÇO? MEREÇO? Acho que sim. 


Estilhaça-me era pra ser mais um YA na minha cabeça. Peguei sem pretensão porque duas amigas do twitter me obrigaram me indicaram a leitura e eu resolvi tentar. Abri o livro, li a sinopse, passei pra primeira página e, duas horas depois, já estava tendo um ataque fangirl, subindo pelas paredes e gritando WARNER SOU SUA, ME AME, ME QUEIRA, JULIETTE DOESN'T WANT YOU BUT I DO e por aí vai. O livro é gostosamente bom, delicioso de se ler e os personagens são incríveis!!!! 

Mas qual a história de Estilhaça-me, Bréir???? Pois é, deixa eu explicar. 

Juliette é uma louca. Juliette está presa num manicômio. Juliette é uma assassina. 
Essa é Juliette, nossa protagonista. Juliette está presa numa instituição mental pois ninguém pode tocá-la. Ela é uma ameaça para a segurança pública, uma aberração e está condenada a nunca mais sair das quatro paredes de sua sala e nem ter contato com nenhum outro ser vivo. 

Mas o que Juliette fez?

Juliette matou uma pessoa apenas com o toque das suas mãos e foi internada para nunca mais ser libertada. 

Mas tudo muda quando Adam, um garoto que lhe parece muito familiar, é colocado na mesma cela que Juliette e tenta conhecê-la melhor. Ela se esquiva pois simplesmente não sabe como lidar com o garoto e com o próprio coração que ameaça sair pela boca sempre que ele fala com ela. Mas a convivência com Adam não dura muito, pois pouco tempo depois, ela é violentamente arrancada da sua prisão e levada até Warner, que é alguém que tem planos para Juliette e seu estranho "poder". 

E é aí que a história entra num ritmo mais enlouquecido. 

A Terra que conhecemos não existe mais. A fome, a guerra, as doenças e a morte destruíram quase tudo e o pouco que restou está sob poder do Restabelecimento. Tudo é controlado: comida, água, o que você faz, o que você não faz. E na área onde Juliette está presa, quem comanda é Warner, um jovem poderoso que vê em Juliette uma arma e fará de tudo para usá-la. Nesse meio tempo, a garota descobre que Adam não é nenhum louco e que ele tem muito mais segredos do que ela imagina...

A trama é maravilhosa e a escrita da Tahereh é muito diferente de tudo que já lí. Ela tem um jeito meio louco de pôr as palavras no papel, e muitas vezes, reconheci reações que eu tenho na vida real em relação a algumas coisas. Ela é uma fangirl e sabe exatamente como colocar isso no papel. Uma deusa, uma louca uma feiticeira, ela é demais. 

Agora, você tem um minuto pra ouvir a palavra de Warner? Porque eu preciso falar de Warner. 

Warner é o cara mau. Warner é cara que quer usar Juliette, É o cara que atira na cabeça das pessoas, Que chuta criancinhas, Que faz dancinha com o capeta. Warner é o próprio capiroto de tão ruim. Mas Warner é daquele tipo de malvado que a gente se apaixona e fica pensando "ah vai, não é tão ruim assim... ele só matou uma pessoa, que mal tem isso né gente, pfvr..." Porque ele é praticamente um filho de Hitler mas ama Juliette de um jeito passional, possessivo e louco que você termina as cenas dele e fica assim:  


E ainda tem Adam... Adam é um doce de batata-doce, um amor, um gostoso. Supostamente é o cara bom  em todos os sentidos que pode ajudar Juliette a escapar do Restabelecimento e tem um passado misterioso e tals e eu adorei o Adam, mas meu coração ficou pulando igual cavalo de rodeio pelo Warner... a maldade dele é tudo de bom, sem piadinha. 

Estilhaça-me foi publicado aqui no Brasil pela Novo Conceito, e já tem continuação: Liberta-me. E pra vocês verem como Warner tem o borogodó, a Tahereh publicou um conto, já  disponível na net, chamado Destrua-me, apresentado pelo ponto de vista dele, DELE, DELE DELEEEE porque até ela é apaixonada pelo seu vilão *insira aqui todos os corações possíveis* 

Então o meu veredicto sobre a série é: CORRE LER, VAI VAI VAI, APAIXONE-SE PELO WARNER E PELO ADAM E VENHA AQUI ME CONTAR!!!

agora dá licença que tô indo alí ler o conto do Warner... 



Título: Estilhaça-me (Shatter me)
Autor(a) : Tahereh Mafi
Editora: Novo Conceito
Páginas: 302


Este post é dedicado a duas fangirls que me colocaram nessa
enrascada:   e  



OK ATUALIZAÇÃO DA RESENHA. Fui ler Destroy Me, e descobri que Warner não era essa malvadeza toda não. Warner tem um passado, Warner pode amar. Warner é coração, alma e sentimentos. Warner fez meu coração sangrar. Me fez chorar. Acho que estou amando. 

21 de out de 2013

Laços de Sangue, Série Bloodlines - Richelle Mead

Você não aguenta mais livros de vampiro?
Não aguenta mais série de vampiro?
Não aguenta mais filme de vampiro?
Vampiro no café, na janta, no almoço, na casa da sua vó no final de semana, na TV, na faculdade... Pra qualquer lado que você olhe, eles ainda estão lá?
Ah e  você nem vai ler essa resenha até o final porque ela fala de vampiros?
Então vamos fazer um trato: você lê a resenha até o final, encontra o livro, lê ele também e se for ruim, vem aqui e me enche de tapa.
Pode ser?


Agora que chegamos a um entendimento vamos para a resenha????
OK.
Então, vamos falar de uma história de vampiros. Não uma história qualquer, mas sim de uma ÓTIMA, MARAVILHOSA, PERFEITA E LINDA história de vampiros. Uma história tão boa que você quase esquece que fala de vampiros (não que eles sejam ruins...).
Vamos falar, amigues e amigos, de Laços de Sangue, primeiro livro da série Bloodlines da americana gatíssima e ruiva, Richelle Mead que foi publicado há pouco tempo aqui no Brasil pela Cia de Letras, através da Seguinte. 
Sydney Sage é uma garota aparentemente normal. Ela tem alguns problemas com o pai, uma irmã adolescente, um cabelo que costuma armar na umidade e uma tendência a não ser compreendida pelas pessoas ao seu redor por ser muito certinha. 
Ah, e ela também é uma Alquimista.


Ela é o quê???? Isso mesmo que eu disse. Sydney Sage é uma Alquimista e sua missão é manter os humanos a salvo e sem ter conhecimento dos mundo dos vampiros. Desde novinha, Sage foi treinada para andar entre humanos, vampiros e Alquimistas eliminando ameaças e mantendo as pessoas seguras de serem drenadas de seu sangue até a morte por alguma espécie de chupador de sangue. 

É, mas os vampiros não são todos malvados tipo Bram Stoker nem todos brilhantes tipo Twilight. No mundo de Sydney existem três tipos bem definidos e diferentes de vampiros: Os Morois, vampiros da realeza, que bebem sangue humano apenas com o 'conscentimento' das pessoas, os dhampirs, meio-humanos/meio-vampiros, que nascem para ser a guarda dos Morois, e os Strigois, esses sim, vampiros estilo vou-arrancar-sua-cabeça, despidos de consciência e sedentos por sangue de qualquer espécie. Alquimistas possuem relações de "trabalho" com Morois e dhampirs, mas os Strigois, eles matam sem pestanejar.

Mas então, qual a história de Laços de Sangue? Antes que você diga: "eu já imagino qual seja", deixa eu te contar que Sydney não vai se apaixonar por um vampiro ( não agora HA HA HA) e nem vai se meter entre vampiros e lobisomens, ou alguma guerra mortal entre eles, nem vai ficar grávida de um monstrinho, ou algo do gênero... Nããão. Nesse livro, Sydney recebe como missão proteger uma princesa Moroi, Jill Mastrano, que está sendo ameaçada na corte dos vampiros por ser a única parente viva da rainha Lissa Dragomir. Para protegê-la, Alquimistas, Morois e dhampirs arquitetam um plano em que Jill é enviada para uma escola normal de humanos, acompanhada de Sydney e um dhampir guardião, pois dessa forma, ela dificilmente será encontrada. Sydney precisa se passar por irmã de Jill, algo que não lhe agrada totalmente, já que para ela, vampiros são criaturas antinaturais, mas Sage sabe que precisa fazer o seu trabalho sem reclamar. A missão, a princípio, parece simples, mas algumas mortes começam acontecer e a vida de Jill pode estar em perigo. 

Qual o trunfo de Laços de Sangue?
TODOS OS POSSÍVEIS. Eu tenho tantos feels por essa série que dá até vontade de deitar aqui no chão agora, me enrolar como uma bola e chorar de amor. 


Primeiro: a escrita da Richelle é viciante. Envolvente e engraçada do tipo que te pega pelo pé e não larga mais. Richelle é sem dúvida  uma das melhores autoras da nova geração e tudo, ABSOLUTAMENTE TUDO que essa mulher escreve acaba com o meu coração e arranca a minha alma do corpo! 
Segundo: os personagens são incríveis. É impossível não gostar da Sage logo de início. Ela é dona de um temperamento extremamente apaixonado mas que sempre foi reprimido pelos alquimistas e pelo pai. Sydney é correta, linear e extremamente justa com todos, o que nem sempre é bom, pois ela nunca se coloca em primeiro lugar em relação a própria vida e a felicidade. 
E temos Adrian Ivashkov...
ADRIAN. 
SENTA AÍ E VAMOS FALAR DE ADRIAN.



"Ser encantador é meu passatempo." Ivashkov, Adrian. 

ISSO MESMO IRMÃOS, É ASSIM QUE A GENTE FICA AO FALAR DE IVASHKOV.
Adrian é um Moroi que vai passar a conviver com Sydney, por causa de Jill. Ele é o tipo de garoto que já se meteu em tanta encrenca que a sua má fama tem mais de um quilômetro. Considerado arrogante por uns, bêbado por outros, impossível de se conviver  por mais alguns, Adrian não se intimida com nada e toda vez que ele aparece no livro, daquele jeito meio manso, meio sensual de "vou te causar problemas" a nossa calça cai e a gente se apaixona!!!!!!!!!!!!!!!!! (sim são necessárias todas essas exclamações!!!!!!!!!!!). E Sydney,  a despeito de sua antipatia por vampiros, é a única pessoa que consegue compreendê-lo. E pasmem! Ele também a compreende como ninguém mais. No fim das contas, os dois vão se tornar amigos e é Adrian que vai acabar ajudando Sage em sua missão. 

Laços de Sangue é o primeiro livro da série, que contará com seis volumes. A Seguinte já liberou a capa dos próximos dois, O Lírio Dourado e O Feitiço Azul e eles devem ser lançados aqui em breve. Essa série é tão boa, mas tão boa, que foi a primeira e única vez que eu não aguentei esperar a publicação no Brasil e acabei comprando em inglês mesmo. Depois veio a Seguinte e, para minha felicidade, publicou de forma divônica a série!!!!



Um detalhe importante: Bloodlines surgiu como um spinoff de outra série da Richelle, Vampire Academy, que em 2014 estará nas telas do cinema. Já adianto que não há problema em ler essa série sem ter lido a outra, pois Richelle criou uma trama bem centrada e especial pra Sydney, usando apenas o mundo dos Morois, dhampirs e strigois e alguns personagens de Vampire Academy sem comprometer a leitura com muitas menções à série anterior. Então, se não quiser ler Vampire Academy (o que eu recomendo muito por motivo de: é maravilhosa) não tenha receio de começar por Bloodlines e VÁ SER FELIZ, AMIGUE!!!! ADRIAN TE AGUARDA!!!!



Capa original e a capa do Brasil


Título: Laços de sangue (Bloodlines,1)
Autora: Richelle Mead
Tradução: Ana Ban
Número de páginas: 440
Editora: Seguinte
Nota: 5/5 arabesques

15 de out de 2013

Pandemônio- Lauren Oliver

Sabe quando você lê um livro tão bom que qualquer coisa que você fale dele para as outras pessoas parece não fazer a justiça merecida? Estou vivendo isso enquanto escrevo a resenha de Pandemônio para vocês.


Este livro me pegou pelo pé. Eu havia adorado o primeiro volume da série (Delírio), mas quando comecei a ler Pandemônio  não criei grandes expectativas, pois já me acostumei com o fato de que, geralmente, as continuações perdem um pouco o ritmo.  E não é que o danado me surpreendeu e acabou sendo melhor que o início?

Pandemônio, no dicionário, significa confusão, tumulto, baderna. E é num estado de total tumulto que Lena, nossa protagonista, se encontra neste volume da série. O livro começa onde o anterior terminou (e por isso é bem importante ter lido Delírio para entender Pandemônio): Lena confusa e ferida, perdida dentro da Selva, correndo e tentando se salvar dos Reguladores. Depois de escapar de uma emboscada que quase lhe tirou a vida e a fez deixar Alex para trás (vivo ou morto, ela não sabe), Lena acaba, finalmente, tendo contato com os habitantes da Selva, os Inválidos, que na sua vida antiga ela tanto temeu – e que agora são a sua salvação. Vivendo do outro lado da cerca, ela precisa lutar por comida, por água e por abrigo, junto com pessoas estranhas que acabarão se tornando uma espécie de família para ela.
Ao mesmo tempo em que temos contato com a Lena vivendo na Selva, também temos contato com a Lena na cidade, pois o livro é dividido em capítulos intitulados “antes” e “agora”. Nos capítulos de “antes”, a autora nos faz vivenciar o dia-a-dia de Lena com os Inválidos e nos capítulos do “agora”, Lena já está de volta à cidade, em um tipo de missão coordenada pelos Inválidos, onde ela é uma das peças principais. Parece confuso, mas os capítulos se completam totalmente, a ponto de que você querer ler o mais rápido possível para saber como a Lena da Selva acabou numa missão dentro do território regulado. E é dentro desta missão que ela vai conhecer Julian, um membro do partido que defende a cura dos jovens da doença “amor deliria nervosa”, que vai acabar se tornando – por força das circunstâncias – alguém muito importante para ela… estou shippando tanto eles dois que até dói 

O livro é maravilhoso, para não dizer mais. Pandemônio é muito bem escrito, e o enredo é mais ágil e bem desenvolvido do que o de Delírio. A história é incrível e a protagonista amadureceu muito, deixando para traz todas aquelas características chatinhas da maioria das adolescentes de livros. Lena é uma lutadora. Uma menina que, de repente, perdeu tudo que sempre teve e precisa lutar para se manter viva dentro de um sistema opressor e injusto, onde as pessoas fora das cidades controladas são caçadas como animais doentes e abatidas sem piedade.
Pandemônio possui 301 páginas, mas bem que podia tem mais 100 que eu nem notaria já que a leitura foi super rápida. A capa é outro trabalho per-fei-to da Intrínseca (gente, muito amor por essa editora e o trabalho maravilhoso dela na edição dos livros). Em resumo, livro recomendadíssimo. Agora é só aguardar, roendo as unhas, pela continuação.
Boa leitura!


Capa no Brasil e na gringa 

*essa resenha foi originalmente escrita e postada no Foforks, site do qual também sou resenhista =) *

12 de fev de 2013

Resenha- Branca de Neve Tem que morrer



Olá pessoas! Como estão as leituras? Aproveitando as férias da faculdade consegui me atualizar com muita coisa e trago a resenha de um dos melhores livros que lí nos últimos meses. 
Quando falo em livros, um dos meus gêneros favoritos é o romance policial, sem dúvida alguma. Adoro tramas com detetives, crimes misteriosos, FBI, serial killer e afins, então, sempre que tenho oportunidade de ler um romance deste tipo fico toda empolgada. E foi com esse entusiasmo que comecei a ler Branca de Neve tem que morrer, da escritora alemã Nele Neuhaus. Não conhecia a autora, nem o livro, mas quando peguei ele na mão, li a sinopse e vi aquela capa linda, tive a impressão que não iria me arrepender da leitura. *faz dancinha*


Branca de Neve tem que morrer nos conta a história de um crime, um acusado e um vilarejo marcado por este crime. Onze anos antes, o jovem Tobias Sartorius, morador de Altenhain, fora acusado de matar a namorada e a ex-namorada em um acesso de fúria e sumir com seus corpos. O problema é que, apesar de todas as evidências apontarem para ele, Tobias, simplesmente não se lembrava de ter cometido tal ato! De qualquer forma, ele passou dez anos na prisão pela morte de Laura e Stephanie – esta mais conhecida na época de sua morte como “Branca de neve” – e passado este tempo, voltou para a cidade para tentar reconstruir sua vida.
O problema é que ninguém na cidade o aceita de volta e ele é totalmente crucificado pelos membros do vilarejo. A única pessoa que acredita em sua inocência é a jovem Amelie, uma garçonete, muito parecida com a antiga Branca de Neve. E é neste ponto que a história começa a prender o leitor: as pessoas agem de maneira estranha, uma ossada é encontrada e o passado começa a voltar com pistas que sugerem que Tobias, talvez, não tenha mesmo matado as garotas.
Mas se não foi ele, então quem foi?


Essa pergunta deixa o leitor louco! Fazia muito tempo que eu não lia um livro com a urgência de descobrir a verdade. A vontade que eu tinha era de entrar na história e acompanhar os detetives na investigação para provar que Tobias era inocente (será?) e que outra pessoa (ou pessoas) havia matado as garotas.
Em relação à aparência, o livro é lindo, com detalhes de gotas de sangue em todas as suas 470 páginas e uma capa sombria com um corvo devorando uma maçã apodrecida. O título do livro é extremamente chamativo, pois nos faz questionar quem é a Branca de Neve e porque ela tem que morrer. Por ser um livro traduzido do alemão, talvez o leitor encontre dificuldade com os nomes dos locais e das pessoas, mas depois de alguns capítulos nos acostumamos e entendemos as relações de parentesco e amizade e inimizade entre os personagens.
O livro faz parte de uma série de seis, mas apenas Branca de Neve tem que morrer foi publicado no Brasil, pela Editora Jangada.
Recomendo muito!!!


p.S. Essa resenha foi postada originalmente no Foforks!