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17 de abr de 2010

"Things die but don't always stay dead."


"Ela não sabia como era viver a vida amorosa perfeita de outra pessoa quando a sua não existe. Ela não entendia como era ser preenchida por um amor tão forte que fazia seu peito doer – um amor que você só podia sentir não expressar. Manter o amor enterrado era como manter a raiva enclausurada, eu aprendi. Te corrói por dentro até você querer gritar e chutar algo."

Então, você já viu, ouviu e leu tanta coisa sobre vampiros nos últimos tempos que, se topar com um na sua frente agorinha, é capaz de olhar pro cara com enfado e mandar sair do seu caminho. Eu não duvido. A mídia foi tão bombardeada por histórias de amor e guerra entre mortais e imortais que não há sangue jorrado que prenda a atenção quando a história é repetitiva.
Mas esse post é sobre vampiros. É sobre um livro de vampiros. Um livro com humanos e vampiros. E antes que você suspire entediada (o), eu digo que, de Twilight, não tem nada. Ok, só um pouquinho, mas nem é na história e sim nos relacionamentos, nas ligações emocionais que, independente da trama, costumam permear todos os livros. Encontrei Vampire Academy escondidinho num das estantes imensas da Biblioteca da Universidade. Ele estava lá, sem pretensão de ser encontrado, quase perdido entre outros desconhecidos.
O Beijo das Sombras é o nome brazuca do primeiro volume da série VA, de Richelle Mead. A história se passa no oeste do estado de Montana e se desenrola dentro e fora dos portões da escola Saint Vladimir para vampiros.
Mas não são quaisquer vampiros. São Morois e Dhampirs.
Deixa eu explicar antes que você fuja: Morois são vampiros ‘puros’ pois nascem nesta condição e pertencem a uma nobreza de sangue. Alimentam-se de doadores humanos sem jamais machucá-los ou matá-los, utilizam magia elementar e mantém-se discretos- porém não escondidos- do mundo mortal. São os que chamaríamos de vampiros do bem. Do outro lado temos os Strigois, vampiros ‘maus’ que são transformados contra ou a sua vontade em criaturas sem sentimentos, cruéis e assassinas. Strigois cobiçam o sangue Moroi desde sempre e, para proteger a nobreza, temos a terceira categoria de vampiros: os Dhampirs.
Dhampirs possuem sangue humano e Moroi, o que os torna ágeis, adaptáveis, e extremamente prontos para uma luta. Desde o início suas vidas são dedicadas a proteger seu Moroi da ameaça Strigoi dedicando-lhes toda e qualquer atenção.
VA tem como foco Lissa Drogomir, a última de sua família real, e sua dhampir protetora , a explosiva Rose Hathaway. As duas são melhores amigas desde a infância e possuem outras ligações psíquicas que tornam sua relação muito mais intrigante. Desde o início é Rose que leva a história. Ela é impulsiva, esquentada, apaixonada. Não pensa duas vezes antes de socar a cara de alguém e quebrar regras é sua especialidade. Sua única meta na vida é proteger Lissa de tudo e de todos, sufocando qualquer desejo próprio para isso. E isso é tão evidente, que o leitor se compadece totalmente por ela.
O trunfo de Vampire Academy é, com certeza, Rose.
E Dimitri.
Dimitri é o dhampir instrutor de Rose na Academia. Sete anos mais velho é o tipo de cara que desperta nosso amor imediato e, claro, o de Rose. Cheio de princípios, personalidade e um charme que está em seu jeito quieto, Dimitri sabe que amar Rose- sua Roza- é uma inconseqüência. Ela é sua aluna, muito mais nova e um dia, a vida dos dois será dedicada a um Moroi.
Seus destinos não pertencem a eles.
Não há exageros, não há cenas de amor piegas ou declaraçõezinhas melosas. VA é forte, intenso e muitas vezes triste... Muito triste. Vidas que se cruzam, dores que são guardadas. Rose está presa a seu destino dhampir e sempre que ela precisa renunciar a um desejo seu em prol de Lissa nosso coração aperta.
Vampire Academy me faz chorar. Dimitri me faz chorar.
E se eu choro, eu sei que vai durar por muito tempo...
O livro é tão incrível que eu li os dois volumes seguintes- Frostbite, Shadow Kiss- em e-book (e todo mundo sabe que não sou fã disso =p) e agora estou lendo o quarto, Blood Promise. O Segundo livro já está por aqui, sob o título de Aura Negra.

"Eu tinha um acordo permanente com Deus : Eu acreditaria nele se ele me deixasse dormir aos domingos ."

"Você não pode forçar o amor, eu me dei conta. Está lá ou não. Se não está lá, você tem que ser capaz de admitir. Se está, você tem que fazer o que você puder para proteger quem você ama."

5 comentários:

  1. Eu amoooo VA. Amoooo Dimitri. Ele é muito perfeito, tipo de homem que vc quer pra vida toda. Rose e ele são perfeitos um pro outro.

    Realmente, a série possui partes muito tristes e que te faz chorar. Odeio quando Rose abre mão de si mesma por Lissa. Mas no quarto livro, ela modifica um pouco essa condição.

    Ótima resenha.

    Bjjjs.

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  2. Eu tbm amooo VA...O Dimitri....eu me apaixonei por ele desde o primeiro momento...ainda estou na metade do segundo livro..mas pretendo ler todos dentro de um mês...Aff..eu odeio qdo a Rose renuncia a sua felicidade e seu amor pela Lissa...mas td bem..vou continuar lendo porq parece q não vai ser sempre asim neh???rssrs

    Adorei a resenha...vc tem um dom e tanto para a escrita..PARABÉNS!!!

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  3. Ficou realmente lindo! Eu tinha visto esse layout, e quase escolhi ele. Muito lindo teu blog!!!!
    beijos!
    até semana que vem...

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  4. Tb adoro VA!!!
    O Dimitri é realmente apaixonante...
    bjo

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  5. Melhor livro de vampiros que foi lançado recentemente... Já me cansei de todos os outros, mas VA é completamente viciante e apaixonante, com personagens incríveis. *-*

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