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17 de dez de 2010

Maratona de Banca: Dezembro- Título com Sedução

A Sedução de Ellen- Nan Ryan
Classicos Históricos 130- (The Seduction of Ellen)

A Inocente
Ellen Cornelius sabia exatamente o que o sr. Corey era: um inescrupuloso vigarista…. um homem sem moral que pretendia se apoderar da fortuna de sua velha tia, enganando-a com promessas de conseguir a eterna juventude. Apesar disso, durante a viagem de Nova York para os desfiladeiros do Etah, em busca da fonte de Águas Mágicas, que o sr. Corey exercia sobre ela. e, para seu desespero, suas defesas iam sendo derrubadas uma a uma……

O  Sedutor
Steve Corey dizia à frágil Ellen coisas que nenhum cavalheiro ousaria dizera uma dama. Gostava de enfurecê-la e de deixá-la escandalizada. Tornou-se o sedutor dos sonhos dela, provocando uma tempestade de excitação nessa mulher inexperiente que fora magoada muitas vezes na vida. Porém ele não suspeitava que, durante a sedução de Ellen, também seu próprio coração penetrava em território desconhecido.

Esse livro é sexy. Muito sexy.
Na verdade, se soubesse teria escolhido ele para o mês do Romance Hot, de algum tempo atrás,ao invés do livro xoxo que lí na época. A Sedução de Ellen  faz muito jus à palavra HOT  =p
Ellen é uma mulher madura, com uma vida monótona, que passa seus dias cuidando da tia idosa, rica e excêntrica. Mãe de um filho já adulto, todos os seus dias são dedicados à outra pessoa, seus anseios estão enterrados sob o peso das obrigações e seus desejos de mulher há muito foram esquecidos ou negados.
Então, quando sua tia em mais um arroubo de egoísmo resolve sair em busca de uma Fonte da Juventude, ela se vê obrigada a conviver com o aventureiro e desconhecido Steve Corey, o guia da mal fadada excursão.
A trama me lembrou muito as histórias da Janet Dailey: mocinho rude, sem muito nha nha nha, mocinha que solta fogo pelas ventas e uma paixão explosiva e super sexy! Não há 'eu te amo', nem momentos fofinhos e melosos. A coisa é rápida e quente *abana* E o Sr Corey sabe muito bem como despertar a mulher adormecida na Srta Cornelius... Ôh se sabe =p
Óbvio que, no final, as coisas amolecem um pouquinho e temos um happy ending bem merecido para os dois. \o
Super recomendo =)

14 de dez de 2010

Ganhei por esses dias... "O Coração de Devin MacKade"- Nora Roberts




Participar da Maratona de Banca já é bom. Ganhar um livrinho dela é melhor ainda!
Fui contemplada pelo sorteio de Junho com um livro de banca, e recebi das meninas "O Coração de Devin MacKade", da minha autora top top, Nora Roberts.
Comecei a ler logo que tirei do pacote, tão ansiosa que estava por algo da Nora (tava na seca de livros dela há algumas semanas, é dose). Bom, o que falar? É ótimo. Como quase tudo que ela escreve.
Devin é um dos quatro fabulosos, (lindos, perfeitos, gostosos, super-bons) irmãos MacKade que vivem na pequena e histórica cidade de Antietman.  O moço bonito, desde a adolescência, sempre nutriu uma paixonite pela doce Cassie Connor. Mas, antes que ele tomasse coragem de corteja-la, Cassie já está de casamento marcado com outro homem.
Anos depois, MacKade já é xerife da cidade e Cassie, está saindo arrasada de um casamento que de bom, só lhe deu os dois filhos que protege com todo coração. Ferida e assustada, ela vê em Devin o amigo leal que nunca irá feri-la.  o que ela não percebe, o-hoo surpresa, é que o xerife todo lindo a ama desde sempre e se tivesse uma chance carregaria ela e as crianças para casa. 
Devin é talvez o mais tranquilo dos quatro MacKade, mas não é bobo. Ele sabe muito bem como proceder com Cassie e vencer seus medos e inseguranças para, aos poucos, conquistar seu coração machucado, (se ele quisesse conquistar o meu também, tranquilo). Cassie é lerdinha às vezes, mas quando pega no tranco e entende o sentimento de Devin, as coisas vão melhorando, melhorando... até que o ex-marido, agora presidiário barra pesada,  da moça dá as caras e as coisas se complicam.
O livro é lindo, Devin é um senhor bom pedaço de bom caminho e os filhos de Cassie são uns fofos. Não é novidade um livro da Nora ser bom, a gente sempre termina feliz e querendo mais. E o melhor sobre  os MacKade é que são quatro moços, quatro livros!
Súper recomendo.

30 de nov de 2010

Maratona de Banca:Novembro- Cowboy



Uma garota e um Caubói- Debrah Morris
Sabrina- 1266 (A Girl, a Boy and a Lullaby)

Descalça, grávida… e desamparada!
Com os pés inchados e a gravidez em estágio avançado, Ryanne Rieger dificilmente chamaria a atenção do caubói mais bonitão da redondeza. Mas Tom Hunnicutt não parecia incomodado pelo fato de Ryanne ter voltado só por causa do parto iminente! E não saía de perto dela!
Tom não conseguia tirar Ryanne da cabeça! Havia algo incrivelmente irritante – e inexplicavelmente atarente – naquela tagarela teimosa que parecia não temer nada. Com sua hitsória de gloria nos rodeios e futuro incerto, só lhe faltava se apaixonar por Ryanne... e pela criança que iria nascer!


Eu peguei esse livrinho e não larguei até não terminar. E olha que é um Sabrina, e Sabrinas costumam me decepcionar bastante! Mas nada de decepção com Uma garota e um Caubói da Debrah Morris. O livro é engraçadíssimo e extremamente fofo.
Ryanne Rieger volta pra sua cidade de infância em uma situação bastante complicada:  sua carreira de cantora não decolou, o marido pediu divórcio e ela está maior do que uma melancia de tão grávida. Para piorar o que não parece ser piorável, ela não tem dinheiro, perdeu as sandálias e o bebê- carinhosamente apelidada de sapateadora- não para de chutar.
Tom Hunnicutt é um ex-caoubói lesionado que após uma decepção amorosa passa seus dias na loja do pai,tentando achar um sentido pra sua vida estagnada. Nem de longe ele esperava se deparar com uma coisinha irritante e encantadora como Ryanne que surge do nada, 10 anos depois de ter deixado a cidade, apenas com algumas bagagem e uma barriga gigante. Os dois se estranham, mas se entendem desde o início e logo se inicía um relacionamento amigável e apaixonante entre os dois. Feridos e magoados com o passado, Ray e Tom se apóiam e selam o compromisso de ajudarem um ao outro a superarem os momentos difíceis pelos quais passaram.
Obviamente, da amizade surgem sentimentos mais fortes e os dois vão precisar superar bem mais do que o passado para construírem uma vida juntos.Ou não.
Súper recomendo!
Gostei: tudinho!
Não gostei: nadinha =D

18 de out de 2010

Maratona de Banca: Outubro- Amigos que Se Apaixonam

Duelo de Amantes- Charlene Sands
Clássicos Históricos 261 ( The Law and Kate Malone )


Norte da Califórnia, século XIX. 
Cole Bradshaw sabia que Kate Malone era passional, orgulhosa, inteligente, além de ser a mulher que ele amava. Mas se ela não se convencesse de que lugar de mulher era em casa, então não teriam a menor chance de chegar a um final feliz!


Cole e Kate foram amigos durante toda a infância. Agora, ela era dona de um bar, e ele era o xerife Bradshaw, severo, inflexível... e determinado a fechar o estabelecimento de Kate a qualquer custo! No entanto apesar das enormes diferenças, kate não conseguia deixar de sentir seu coração pulsar ferozmente cada vez que seus olhares cruzavam!

Eu estava ansiosa por esse tema da Maratona. Não só porque me parecia divertido, mas também porque meu escolhido era um Clássico Histórico e eu tava morrendo de saudades de ler um. Depois da decepção do mês de Setembro, só um Clássico pra salvar a situação.
E salvou. Duelo de Amantes é uma fofura só.
Cole e Kate são amigos de infância que se apaixonam ao chegarem a adolescência. Tudo muito lindo se não fosse o fato de que Cole ambiciona se tornar Xerife um dia e Kate, filha da dona do bar, não é o par aceitável, por sua condição e também por seu temperamento: Kate é rebelde, arredia e dona do próprio nariz. Muito bem, obrigada. Cole, apesar de adorá-la, acha que o lugar de mulher direita é em casa. Os dois não tem tempo de descobrir se daria certo ou não, pois em virtude de uma fatalidade, Kate a mãe saem da cidade deixando Cole e o bar para trás. 
Seis anos depois, Kate volta para a cidadezinha disposta a reabrir o estabelecimento, contrariando o conselho da cidade e... o Xerife Cole Bradshaw. 
Não vou contar o desfecho, mas é um livro divertido, rapidinho de ler e bem escrito. Os dois se amam, querem ficar juntos, mas são um mais cabeça-dura que o outro, sempre perdendo a oportunidade de deixar tudo nos eixos e serem felizes para sempre. Mas é a velha história da água mole em pedra dura. Em algum momento, alguém precisa ceder =p
Recomendo sim!

Gostei: o temperamento de Kate
Não Gostei: Mulher na cozinha e cuidando de filho é bem uó, né não?

8 de out de 2010

Dicas de Sexta

Porque Sexta-Feira é um dia bom, nada melhor do que começar ele com um livro, um filme ou uma música. Vou compartilhar com vocês os escolhidos da semana.
E vocês? o que indicam para o final de semana? =)


Livro: Orgulho e Preconceito (Pride and Prejudice), Jane Austen.Na verdade eu vou resenhar o livro por esses dias, 
mas a vontade de gritar aos quatro ventos o quão maravilhoso ele é, fica coçando a garganta =D. Da Jane, eu havia lido Sense and Sensibility há um tempo e assistido as mais recentes adaptações (inclusive fiz uma resenha de S&S aqui no blog que, relendo agora, percebo ter sido injusta na minha opinião ou no mínimo não ter entendido direito). Em relação a P&P, depois de lido eu entendo o porque de haver uma adoração tão profunda em relação a Mr Darcy. É imposível não desejar ardentemente ter um em sua vida =p. Elizabeth Bennet e Darcy são as faces vivas do orgulho e do preconceito lutando contra  razão e a sensibilidade (sem trocadilhos), sendo vítimas do começo ao fim  de suas próprias opiniões e, às vezes, da omissão das mesmas. Um luxo de livro!
(E sim, Matthew MacFadyen é o meu Mr. Darcy =p )


Filme: Rei Arthur (2004). Sou apaixonada por esse filme e não me importo de assistir sempre que possível. Primeiro porque tem no elenco a miss inglesa Keira  Knightley, que nem semi-nua e verde consegue ficar feia e Clive Owen... quem..oum..oum... Bem, ele nem precisa de muita explicação. O que eu mais gosto nessa adaptação- e é  o motivo de desgostos para muitos- é a visão nova sobre os personagens. Guinevere- Keira- não é a noiva prometida, casta e católica, Arthur não é um bretão convicto e Lancelot é leal até o fim. Eles são mais reais e menos lendários e a trama segue como um fato e não um conto.  Pra que curte a cena arthuriana, vale muito a pena assistir.

Música: Learning To Breathe- Switchfoot. A banda é conhecida pelas baladinhas que volta e meia estão presentes em trilhas sonoras (se você assistir Walk To remember vai lembrar de 'You'), e merece atenção visto a qualidade das músicas. Nada surpreendente, mas Switchfoot é um daqueles achados raros em que, um CD inteiro, pode ser ouvido, ouvido, ouvido por horas... Learning to Breathe vemd e um disco com o mesmo nome e é uma delícia de se escutar a qualquer hora do dia. 

30 de set de 2010

Maratona de Banca: Setembro- Autor Brasileiro








Vencidos pelo Desejo- Gladys Posmik
(Julia- 1341)


Amanda tem tudo que uma mulher pode desejar. Até mesmo uma pessoa especial existe em sua vida!Um homem com quem ela conversa todos os dias, mas de quem ela só conhece a voz! Secretamente apaixonada pelo homem com quem passou a falar diariamente pelo telefone após uma acidental linha cruzada, Amanda sabe que não existe futuro para aquele romance. Nem mesmo o nome verdadeiro um do outro eles sabem, tratando-se por pseudônimos. Não é um relacionamento de verdade, como o que ela pode ter com Richard Logan por exemplo, que comprou uma de suas esculturas na exposição e se interessou por ela no mesmo instante! Mas por que, então, Amanda não consegue se livrar do anseio de conhecer pessoalmente o homem misterioso cuja voz preenche seus fins de tarde e aquece seu coração?!?

Eu raramente leio Julia porque de todas as vezes que faço isso saio extremamente decepcionada. Não comecei esse livro muito empolgada, confesso.
E terminei menos empolgada ainda.
A história é HORRÍVEL. Bem assim, com letras maiúsculas. Não leiam, não cheguem perto. Descartem. Tirem de suas listas. São 122 páginas pra nada. 
A protagonista é linda, inteligente, rica, bem humorada, bem relacionada, bem tudo. O mocinho é lindo, inteligente, rico, bem humorado bem tudo também. Eles são tão incríveis, passeando em seus iates, comendo caviar e vivendo na alta sociedade que depois de umas 10 páginas você começa a se perguntar o que está fazendo aí. 
Os dois, que se acharam através de uma linha cruzada, conversam toda a noite descrevendo a magia de ser alguém com muitas reuniões e golfe no final de semana. Amanda, toda vez que fala, parece uma vendedora da Polishop enumerando as vantagens da comida natural ou dos exercícios físicos. Richard é um tipo de Rircardo Mansur que ops! achou um amor verdadeiro e lindo depois de pegar metade das mulheres do planeta. 
Aff.
Não vale a pena. Mesmo. 

Gostei: err...
Não Gostei: Tudo

21 de set de 2010

Arabesqueando pelo Mundo: Irlanda


"As pessoas familiarizadas com os meus livros sabem que a Irlanda é um dos meus lugares prediletos para visitar, na vida real e na ficção. É uma terra de gigantescos penhascos e planícies serenas. Uma terra de mito, magia e lenda. Em Diamantes do Sol, pedi emprestados alguns desses mitos e criei a minha própria lenda.
E tudo poderia ter acontecido."

(Nora Roberts no prefácio de Diamantes do Sol )

Há alguns anos, fuçando entre as estantes da Biblioteca Pública, encontrei um livro com uma capa bonita chamado Diamantes do Sol. Era o primeiro de muitos Nora que leria a partir daquele dia.
O livro, o primeiro da Trilogia do Coração, me trouxe duas coisas: um amor incondicional pela escrita da autora e uma paixão sem limites pela Irlanda descrita pela protagonista, Jude Murray.
A história se passa em Ardmore, uma antiga vila de pescadores, localizada no Condado de Waterford. Jude é uma americana que, após passar maus bocados na vida pessoal e profissional, resolve deixar tudo para trás e buscar um pouco de sí mesma o mais longe possível. Destino: Irlanda.
O pedaço do país descrito pela autora me pareceu sonho, quase perfeito demais para ser verdadeiro: colinas, fadas e calor humano. Fiquei apaixonada, mas duvidei que realmente fosse assim... o que seria uma pena visto que toda vez que Jude respirava aquele ar, eu o sentia dentro de mim.


"Os campos eram verdes - de um verde indescritível -, cortados por sebes ou pontilhados por fileiras de árvores raquíticas. Vacas malhadas e ovelhas peludas pastavam aqui e ali, enquanto tratores se arrastavam de um lado para o outro. Algumas casas brancas e creme surgiam na paisagem, roupas a esvoaçar nos varais, flores multicoloridas a desabrochar nos quintais.
E, de repente, de uma forma surpreendente e maravilhosa, Jude deparava-se com as paredes antigas de uma abadia em ruínas, ainda orgulhosa, contra os campos e o Sol ofuscante, como se aguardasse pelo momento de voltar à vida. (...) Da grandeza em ruínas à simplicidade encantadora, a terra estendia-se em beleza, oferecia-se ao viajante. Telhados de colmo, cruzes de pedra, castelos, depois aldeias com ruas estreitas, placas escritas em gaélico."

Eu lembro que fiquei tão desolada quando terminei a Trilogia, tão apaixonada, que me lancei numa pesquisa desenfreada à 'verdadeira Irlanda' buscando um pouco de realidade que me fosse possível alcançar algum dia, já que estava decidida a ir pra lá de qualquer maneira em algum ponto da minha vida (de preferência, logo). E a surpresa: a Irlanda que fui encontrar era...a Irlanda da Nora!
Ok. Quase igual. Vamos dar alguns descontos. Exceptuando os problemas pelos quais o país já passou (política, a divisão pesada entre as Irlandas e os conflitos religiosos que permanecem na memória, por exemplo), o crédito do lugar é grande, vindo da opinião de quem vive lá desde sempre ou de quem já passou por alguma pontinha do país.
É um dos destinos preferidos de mochileiros, escritores, estudantes de intercâmbios, poetas e sonhadores. A economia é estável, o povo é verdadeiramente lendário, a beleza descrita não chega nem perto de mostrar o que realmente é. É a terra da Guinness, dos penhascos, dos castelos, dos povos pagãos, de escritores como James Joyce, Oscar Wilde, Bram Stoker,
da magia que até hoje vive dentro de muitos.
Depois de algum tempo de pesquisa eu não estava mais apaixonada. Estava caindinha de amor.
Amor esse que só aumentou a cada livro, cada informação que angariei durante esses anos. Um amor que me puxa pra lá e, ultimamente, vem reclamando atenção e exigindo uma atitude: ver com meus próprios olhos.
Que é o que eu estou planejando fazer =)
Perfeita ou não a Irlanda é um daqueles lugares que nos chamam a atenção e quase exigem que reparemos neles com olhos sonhadores. É o destino pra quem, como eu, possui mais tino pra imaginação do que pra realidade, que deseja encontrar em um lugar físico o que às vezes parece ser só imaginação.
É a terra da magia viva.

27 de ago de 2010

Dica arabesca


Encontrei um lugar muito bacana pra quem tem, como eu, um penhasco por Jane Austen: http://janeausten.com.br/
Achei o site esta semana, enquanto passeava pelos resultados de 'Jane Austen' no Google e estou feliz da vida. Ainda não olhei todos os post, mas estou caminhando pra este objetivo =D

Fica a dica pra quem sempre gostou e adoraria compreender um pouco mais sobre o universo dessa escritora eterna.

18 de ago de 2010

Maratona de Banca: Agosto- Viagem no Tempo



As Duas Vidas de Adrienne- Nina Beaumont

(Across Time- Clássicos Históricos, 1)

Ao ser levada para o leito nupcial, Adrienne não tinha como fugir: dentro de instantes teria de entregar sua pureza a um estranho!

O duque Alessandro di Montefiore, precisava consumar aquele casamento arranjado. Mas não confiava em sua esposa: Isabella era famosa em Siena tanto por sua beleza quanto por sua maldade! Contudo, na noite de núpcias, quando ela o fitou com um misto de vergonha e desejo em seus olhos ardentes, Alessandro decidiu arriscar a própria vida pela promessa de alucinantes momentos de paixão...

O destino levara Adrienne de Beaufort em uma viagem através do tempo e a fizera encarnar no corpo de sua ancestral Isabella Pulcinelli - mulher marcada pela perfídia e pela traição. Sua alma, porém, não se alterara, e só Adrienne poderia evitar a tragédia que rondava Alessandro: a morte pelas mãos da cruel Isabella!


Adorei esse livro! Muito, muito.
Não lembro de ter lido nada na Nina Beaumont antes, mas com esse livro ela já me ganhou e me fez desejar ler outros trabalhos seus.
Confesso que comecei a ler com o pé atrás imaginando que, por se tratar de volta no tempo, haveria o momento fatídico que a verdade seria revelada e a mocinha teria que dar longas e sinuosas explicações sobre a situação. E eu não sou muito fã de longas e chorosas explicações. Mas Beaumont me surpreendeu.
Adrienne, vulgo Isabella, é um personagem centrado, bate muito bem da cabeça e tira de letra o fato de ter regredido alguns séculos no tempo e acordado no corpo de sua terrível ancestral. Ela encara a situação e se vira nos 30 pra tentar impedir a morte do marido de Isabella, que foi planejado pela mesma. (Adrienne no caso seria descendente de Isabella com um segundo marido e não com o lindo Alessandro, que a diaba matou assim que teve chance no passado que agora Adrienne está.). Isabella era má. Mas má de verdade, do tipo que você chega a comparar a uma Paola Bracho da vida e Adrienne precisa lidar com toda a reputação e escândalos que a Isabellita arranjou até o momento. O negócio é que a situação se complica bastante e todos os sinais levam a crer que Adrienne não conseguirá salvar o marido de Isabella, por quem agora está perdidamente e irrevogavelmente apaixonada. Aliás, se eu estivesse no lugar da Adrienne/Isabella daria meu couro para salvar o tudibom do Alessandro di Montefiore *suspiro*.
Não vou contar o final, mas digo que é muito bom. Adrienne toma uma decisão que eu achei muito coerente sobre ficar ou voltar e principalmente sobre contar ou não a Alessandro quem ela é e de onde vem. O final é um bom exemplo de que, às vezes, guardar um segredo, pode trazer mais felicidade do que uma verdade cabeluda.

Gostei: Adrianne, como personagem.

Não Gostei: ---

22 de jul de 2010

Maratona de Banca: Julho- Nora Roberts


Amor Nunca é Demais- Nora Roberts

(The MacGregor Grooms, Nova Cultural, 1998)


O rico e poderoso Daniel MacGregor descobre as mulheres perfeitas para seus três netos. D.C., Duncan e Ian são, assim, apresentados das formas mais criativas a Layna Drake, Cat Ferrell e Naomi Brightstone.
Agora, eles e suas futuras noivas precisam apenas ser convencidos de que estão diante dos amores de suas vidas. Mas este é um trabalho para o destino... e para o coração.


Quando eu digo que Nora Roberts é a melhor romancista dos últimos tempos fico um pouco receosa de estar sendo exagerada. Mas, quando volto a ler suas histórias, fico feliz de pensar isso e reafirmo seu talento.
A Saga dos McGregor é mais uma típica e apaixonante 'história Nora': personagens bem construídos, muito bem humorada e emocionante. Sabe aquelas que te deixam feliz enquanto lê? Bem assim, bem Nora.
As peripécias dos McGregor se estendem por nove livros e contam as traquinagens do patriarca do clã, Daniel McGregor, que não descansará até não ter todos os seu filhos e netos casados com pessoas de boa índole e capazes de lhe darem lindos bebês. Não há empecilhos que desviem McGregor de juntar diversos casais e vê-los formando grandes famílias (bebês, muitos bebês, esse é o maior desejo de Daniel. Obviamente ele não admite isso).
Nesse livro o patriarca dá um empurrãozinho em seus três jovens netos D.C., Duncan e Ian para que arranjem boas moças e povoem o castelo da família.
A primeira história gira em torno do belo D.C, e a frágil Layla e foi, na minha opinião, a mais fraquinha. Não pela história, mas por Layla que encarna o tipo de personagem que eu não gosto: muito rica, muito bonita, muito frágil e muito doce. Um saco, em resumo.
Em seguida, Nora traz o sexy- e muito- Duncan e a espirituosa Cat Ferrell. O casal é uma delícia de se ler e me fez rir muito. Cat é do tipo cabreira que enfrenta tudo de cabeça erguida e Duncan sabe exatamente como lidar com sua personalidade geniosa.
E por último, a autora fecha a história com Ian e Noami. Disparado foi meu casal favorito do livro. Noami é uma ex-gordinha, tímida e insegura que arrebata o coração do jovem advogado. Ian, perplexo, não entende porque a mulher escultural a sua frente ruboriza com simples elogios. Noami tem reações tão engraçadas que eu desejei que o livro fosse um pouquinho mais longo só para poder acompanhá-los por mais tempo.
A série toda é ótima e engraçada. Quando chegamos no último livro, a gente sente aquele aperto no peito de saudades de toda a enorme familia McGregor que tanto nos prendeu à suas vidas.

Resumindo: é Nora. Simples e perfeitamente Nora Roberts. Sempre recomendo.


Gostei: Os homens Nora..*suspiro*
Não gostei: Layla-sem-gracinha...

19 de jul de 2010

Letra que morde

Tá chovendo lá fora.
Muito.
E frio, cada vez mais. Nada fora do comum por ser a Serra.
E eu aqui, na mesa, sem nada pra fazer- nem o resto do escritório- fui mordida pelo bichinho do livro. Sabe como é, há um livro do seu lado e você precisa ler. De forma desesperada. Seus dedos coçam, os olhos ficam se desviando para a capa, você lê e relê o nome do autor e do título, vez ou outra cede à tentação e quando ninguém esta olhando- muito menos sua chefe- pega o dito cuja e sente. Contracapa, orelhas, e talvez... lê a primeira linha.
Ops, tem alguém olhando. Lá vai ele pro canto da mesa.
Tão bonito... ai se eu pudesse largar tudo agora, às 16 horas da tarde eu largava e seríamos só nós dois. Eu e esse livro bonito que me mordeu.
Mordida que coça. Quem lê já foi vítima. Muitas, muitas vezes.
É é sempre tão bom!

E ele continua me olhando. Acho que vou pegar na mão mais uma vez. E talvez ler mais uma linha...
hm. A gente bem sabe que uma linha só, nunca satisfaz.


*o livro que me mordeu hoje foi A Carícia do Vento, Janet Dailey. E você, foi mordido hoje?*

9 de jul de 2010

Dicas de Sexta

Sexta-Feira, quase acabando minhas férias do trabalho e eu sem ideia nenhuma de post. Mas, doida pra partilhar algumas coisas.
Minhas dicas de filme, música e livro pra Sexta~>

  • Um filme.... O Último dos Moicanos. A maioria já deve ter assistido, mas eu só ví há alguns dias e fiquei apaixonada pela versão de 1992 do livro de James Fenimore. O filme não segue totalmente o livro, mas emociona da mesma forma. Pra que gosta de História americana é um prato cheio. Pra quem gosta de romance idem. Hawkeye e Cora Munro marcaram muitos leitores...

    “No, you submit, do you hear? You be strong, you survive… You stay alive, no matter what occurs! I will find you. No matter how long it takes, no matter how far, I will find you.”


  • Um livro... Mulherzinhas, Louisa May Alcott. Esse livro é um clássico infanto-juvenil junto com O Jardim Secreto, Polyanna e A Pricesinha. É uma daquelas leituras puras e bonitas -que hoje dificilmente se enconttra- onde as virtudes são elevadas e o ser humano ainda ama de forma real. A história se passa em meados do séc XIX e retrara o dia a dia de quatro irmãs de 12 a 17 anos que precisam conviver com as difícei s condições de vida e a descoberta de um mundo muito maior que seu jardim. Ume bela metáfora sobre as experiências do crescimento humano.

  • Uma música...Heavy In Your Arms- Florence + The Machine. Fazia muito tempo que eu não ouvia algo tão bom... A música é trilha de Eclipse e -sem piadas- eclipsou todas as demais músicas da Trilha Sonora. É visceral, é linda é perturbadora. Ouçam nem que seja uma vez.

And is it worth the wait all this killing time?
Are you strong enough to stand protecting both your heart and mine?
Who is the betrayer?
Who's the killer in the crowd?
The one who creeps in corridors and doesn't make a sound...


28 de jun de 2010

Maratona de Banca- Junho- Florzinha



Lições do Coração-Glenda Sands

(Home Again-Sabrina 570)

DEBBIE DECIDIU TER ESSE HOMEM A QUALQUER PREÇO!
ELE ERA PROFESSOR,MAS EM MATÉRIA DE AMOR DEBBIE TINHA MUITO A LHE ENSINAR

De repente Debbie estava outra vez frente a frente com Kenneth Blackwell,o professor de química que povoava sua imaginação na adolescência. Ele continuava durão;não mudara em nada durante os dez anos que Debbie passara em Nova York, trabalhando como atriz,na Broadway. Agora,porém,ela vinha disposta a mostrar-lhe que não era mais aquela loira bonita e burra,como Blackwell sempre fizera questão de rotulá-la. E mais:queria provar-lhe que,quando se tratava de química entre um homem e uma mulher,ninguém melhor que ela para manipulá-la.

Eu nunca leio os Florzinhas, porque na maioria das vezes eles me irritam. Principalmente os da década de 80, 90 em que, ou elas são muito dependentes e chatinhas, ou eles são muito machões e autoritários. Dificilmente sai dessa dinâmica.
Lições do Coração é quase isso. Debbie sabe o que quer e não desiste. Ken também sabe o que quer mas não tem coragem nenhuma de arriscar e pegar. No fim das contas o impasse dura até o final do livro. O desenrolar é meio infantil, e ela própria volta e meia demonstra ser bobinha ao tentar conquistar Ken.
O ritmo é rápido e ler o livro não demora mais que uma tarde, mas como todos os Florzinhas que lí até hoje, você sempre termina achando que deveria haver mais na trama.

Resumindo~ Não empolga.

27 de jun de 2010

Saida, Yamil e um pequeno deslumbramento


YAMIL ANUUM SENTOU NO MEU COLO AAAAAAAAAAAAAAAAH

*respira, toma uma água e leva em consideração o fato de que ninguém está entendendo nada*
Ok.
Ontem foi o show da minha diosa argentina, Saida. Sem palavras pra descreve-la. Quem me acompanha sabe o quanto eu sou apaixonada por ela e sua dança desde meu começo há uns quatro anos. Sempre foi um sonho poder vê-la um dia e ontem, com ela ali na minha frente, ao alcance do braço eu achei que estava dentro do meu sonho.
Saida é linda. Não só a beleza física evidente. A beleza do vídeos não se compara à beleza real, suavizada ainda mais pela gravidez. Ela dançou serena, divertida, doce. Como eu nunca tinha visto antes.... Linda por fora, toda sentimento. Quem vive dizendo que Saida possui uma expressão congelada não poderia estar mais errado, não viu o amor puro nos olhos dela quando tocava o próprio ventre, ou a satisfação estampada em sorriso quando ela agradecia as palmas e soltava seus 'gracias, gracias'. É uma daquelas coisas bonitas que a gente não esquece. Eu chorei e não me envergonho nem um pouco disso.
Então temos Yamil, o marido bailarino da diosa.
Confesso que acompanho muito pouco o trabalho dele e só o conheço mesmo pela alcunha de 'marido da Saida'. Nada mais injusto. Yamil mistura clássico, com dança do ventre, com dabke com tudo. É uma mistureba tão bem feita que todo mundo acaba gostando. Impossível não gostar! E ELE SENTOU NO MEU COLO!! =p Explicando, na hora de interagir com o público, tio Yamil desceu do palco fez gracinha e veio pra perto de mim. O resto é história. To realizada! \o/
Não sei direito o que destacar como a melhor coisa do show. Tudo foi incrível... Mas posso dizer com certeza, que ela continua sendo minha bailarina de sonhos. A Saida dos giros, do sorriso enorme, dos cabelos bailantes, da energia pura.
Uma vez diva, pra sempre diva.
Espero sinceramente, poder vê-la outra vez.


Adendo ~> Realizei um sonho. Gritei 'diosaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa' muitas vezes como eu sempre vejo nos vídeos dela!!! =D

17 de jun de 2010

Chegou o livro da Bree.
Volto assim que puder respirar.

B.

9 de jun de 2010

Grande Steven e Pequena Bree

Duas coisas que eu estou há dias tentando postar mas, como se fosse de propósito, sempre que eu acesso o blogger e começo a escrever, o telefone toca.
Bem legal.


- Primeirona: algumas horas de um dia, às vezes, equivalem a dias inteiros. Alguns momentos rápidos podem se tornar inesquecíveis independente da velocidade com que cruzam nossas vidas.
Duas horas com Aerosmith me valeu anos de espera.
Noite de Quinta-Feira, Porto Alegre fria, congestionamento e ameaça iminente de chuva: era o cenário dramático que cerca de 16 mil pessoas enfrentaram de boa fé pra ver, ao vivo e a cores, uma das bandas mais incríveis dos últimos tempos.
Love in an elevator abriu o show- no horário- e deu o tom do resto do espetáculo. Energia pura. Ver Steven, ouvir Steven... eu pensei que estava realizada ao ter visto Axl Rose 2 meses antes... mas ao ver Steven descobri que ele faltava. O cara. Aos 62 anos, ele não cantou com menos vigor do que cantava há vinte anos. A voz estourava, o corpo dançava, ele interpretava. Debaixo de uma chuva fria, tanto o público quanto ele se perderam na força de uma banda que nunca terá fim, não importa se um dia eles tiverem um fim.
Adendo de fã emocionada: ouvir e ver Steven Tyler cantado Dream On e I Don't Wanna Miss a Thing... é algo que não se esquece. É visceral!

- Novidade literária ótima pra quem é Twilighteiro de sangue: o lançamento do novo livro da Saga Crepúsculo 'A Breve Segunda Vida de Bree Taner'. Antes que você se pergunte -e acredite não há nada de errado nisso já que pra mim ela era insignificante na história- quem diabos é Bree Tanner vamos relembrar: Bree é a vampira nômade que acompanha o bando de Victoria no ataque aos Cullen no terceiro livro Eclipse. Lembrou? Pois é, a Bree ganhou um livro. E eu já garanti meu exemplar- a capa é linda, aliás- que deve chegar esta semana. Agora só resta saber se tia Steph fez juz ao resto da série e transformou a breve vida da Bree em uma grande história.






25 de mai de 2010

Maratona de Banca: Maio- Hot


Ardente Rendição- Amy J. Fetzer

(Wife for fire) Momentos Íntimos,100

Nash Rayburn ficou abalado quando Hana Albright apareceu em sua fazenda anunciando que seria sua esposa de aluguel. Embora não a visse havia anos, ainda se lembrava muito bem de como Hana era capaz de despertar sua paixão e de provocá-l0o até o seu limite, e também de como sua vida teria sido diferente se ele não houvesse sido forçado a deixá-la para se casar com outra mulher.

Nash sabia que Hana o considerava um inimigo pelo que ele fizera no passado, mas por mais que ela quisesse demonstrar indiferença, rendia-se facilmente sempre que ele a tocava. Nash seria capaz de fazer qualquer coisa para reconquistar a confiança de Hana. Queria tornar-se dono daquele coração novamente.
Só Que desta vez, para sempre.

Pense num livro chato. Ok. Agora multiplique por dois. Ok.
O resultado é esse livro inteiro.
Ritmo lento, personagens sem graça, historinha sem um ponto alto. O livro é bem pequeninho, mas parece um calhamaço de 500 páginas aborrecedor.
Hana é uma pseudo-mulher-faço-o-que-quero-da-minha-vida que posa de independente, mas no fundo é totalmente amarrada às vontades de Nash.
Nash posa de eu-te-amo-e-te-dou-liberdade, mas na verdade é um sacana manipulador e arrogante que, por orgulho, estragou o passado dos dois.
Não estou ajudando né?
Infelizmente nem o livro ajuda.
E hot? Néca.

Gostei: Errrr...

Não Gostei: Errr....

19 de mai de 2010

Arabesco do dia

Se eu tivesse uma arma poderosa, creio que atiraria na humanidade"
(Emily Dickinson)

13 de mai de 2010

Arabesco do dia

“O tempo passa. Mesmo quando parece impossível. Mesmo quando cada batida dos segundos dói como o sangue pulsando sob um hematoma. Passa de modo inconstante, com guinadas estranhas e calmarias arrastadas, mas passa. Até para mim.”
(Bella Swan- New Moon)

2 de mai de 2010

Errata

Conhecimento compartilhado é sempre um presente que a gente ganha.
Bem, eu tenho uma amiga querida que volta e meia me dá esses presentes e o último foi no meu post do 'Fausto e o mistério da literatura pop' em que eu, precipitadamente, acabei usando 'clássicos' para toda uma linha de livros antigos e Samara me ajudou revelando uma diferença no termo.
Segue:

"É que é legal diferenciar entre clássico e cânone. Clássico é aquilo que foi bom para várias gerações, que venceu o tempo e continua tendo significado para as pessoas muito tempo depois de escrito porque fala de algo que está na alma humana, numa camada bem profunda.
Cânone é o que os tiozinho da academia diz que é o mimi e vai pra lista do vestibular e é escolhido para ser lido nas disciplinas do curso de letras. Por isso nem todo cânone é clássico e nem todo clássico é cânone. Existem clássicos pop, mas poucos estão no cânone."

Entendido e ampliado =)

Quem quiser acompanhar Samy, ela está no Dia-a-Dia de uma Mente Inquieta

30 de abr de 2010

Fausto e o mistério da literatura pop


Esse post é só uma consideração sobre um assunto que tem me rodeando por esses dias: preconceito literário.

Começou quando eu tive a infeliz oportunidade de ler uma opinião acerca de literatura numa comunidade por aí. A dita pessoa dizia com veemência que leitores de literatura pop são menos merecedores de reconhecimento do que leitores de clássicos.

Eu entrei em ebulição.

Sou uma devoradora confessa de literatura pop. De autores novos e temas fantásticos à livros que aparecem na mídia. Acho hipócrita torcer o nariz pra um livro só porque ele está na lista do New York Times ou da Veja. São livros, por favor, se estão lá é porque alguma coisa boa eles devem ter e mesmo que não tenham, pra algumas pessoas eles significarão algo.

Outra: eu leio muitos clássicos, mas não sou do tipo que só lê uma coisa. Não aceito de forma alguma ser considerada inferior em intelecto porque minha home não está repleta de pensadores ou filósofos.

O que faz de um clássico...um clássico? Ser clássico faz dele um livro melhor que todos os outros?

Existem conceitos, termos fixos que exprimem uma identidade. Bom e mau, certo e errado, aceitável e descartável.Uma ideia muito difundida- só pensar em nossos vestibulares- é a de que, literatura de qualidade, tem que ser antiga, puída, acontecendo dentro de corredores escuros, sob saias rodadas e ser, quase sempre, infeliz. Não pode ter palavras simples, nem ser de fácil compreensão. Quanto mais irrequieto for o pensador, mais inteligente será o leitor. Estudos da mente, do corpo, da humanidade. Muita filosofia. Isso serve. Isso é bom. É o que toda cabeça pensante deve ter acesso. Se você lê Joyce, Dickens e Baudelaire, pode, com certeza, se considerar mais culto, inteligente e esperto que outra pessoa que lê Marian Keyes, Dan Brown e Nora Roberts. Afinal, os primeiros são clássicos enquanto os segundos são leitura pra matar tempo. Tudo dentro de uma categoria pré-estipulada.

Bem, eu não gosto muito que decidam por mim.

Eu amo clássicos, alguns dos meus autores favoritos são homens e mulheres que se eternizaram na literatura mundial. O que eu não gosto- e não entendo- é a rotulação que novos tipos de leitura recebem por não pertencerem a uma ‘categoria consagrada’. Algo como ‘se você lê Marian Keyes vai acabar se tornando uma obcecada por casamento e perda de peso’. Bem, então poderia eu responder levando em consideração ‘clássicos',que, quem lê Virginia Woolf vai se tornar um suicida.

Fácil, não?

E ridículo.

Todo livro acrescenta, soma. Alguns mais, outros menos. Já li livros de cem anos atrás que não me tocaram de forma alguma, enquanto outros recém saídos do forno me fizeram chorar. O contrário, claro, também já aconteceu.

Defendo que, o que cada um lê é que não deve ser controlado, amassado, moldado por uma 'opinião superior'. Ninguém, por mais acadêmico que seja, tem o direito de classificar o que vai nos deixar mais inteligentes ou não.

Essa é a grande burrice.

Não um livro da Meg Cabot que fala sobre princesas ou um romance com capa cor de rosa.


23 de abr de 2010

Maratona de Banca: Abril- Romance contemporâneo




Irresistível Tentação- Lori Foster
( Too Much Temptation ) Julia 1288- Serie Brava Brothers - Book 1/2

Quando o coração resolve dizer sim...
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Ann Jenkins tinha pouca experiência com o sexo oposto. Sentia-se insegura demais para libertar a mulher apaixonada que existia dentro dela. Mas isso não impedia que sonhasse com Leo Harper...

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Bonito, forte e charmoso, aquele homem despertava nela fantasias indescritíveis! Quando Ann soube que o noivado dele terminara, timidamente ofereceu-lhe apoio e amizade. Leo sentia por Ann uma atração irresistível. Queria tê-la nos braços, saborear sua doçura e inocência e levá-la ao auge da paixão! Mas não estava em seus planos envolver-se de verdade no relacionamento ... até que os sentimentos começaram a falar mais alto.

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Livrinho rápido, bonitinho.
A trama é clichezinha, simples, um pouco absurda mas, divertida mesmo assim.
Leo é o herdeiro que vive de acordo com o que se espera dele. Ann é a moça tímida, bonitinha que convive com o mocinho há anos e recebe dele, o carinho de um irmão. Um belo dia, traído pela noiva escolhida pelas aparências, ele resolve jogar tudo pro alto e viver como lhe convém. Ann, sempre solícita, apóia a decisão de Leo e acaba despertando nele uma paixão ‘adormecida’, (no estilo: eu sempre senti algo por você mas nunca notei).
O livro é bem previsível e o relacionamento dos dois não passa pelos imprevistos tão comuns em se tratando de romances de banca- uma briga, um vilão, a indecisão de um deles... Não há grandes reviravoltas e o final é certinho, com direito a lágrimas, proposta de casamento e futuros filhos.
Bem rosinha.
Recomendo pra se ler em uma tarde de folga, em que nossa cabeça só quer um descanso e um pouco de riso.

Gostei: Ann é extremamente insegura em relação a seu peso e Leo faz questão de lembra a ela o quanto bonita ela é independente do seu corpo.

Não gostei: Alguns diálogos são muito sem noção. Mesmo!

22 de abr de 2010

24 horas 2

Mais um feriado, mais uma montanha de coisas pra serem feitas.
Pelo menos desta vez consegui dormir um pouco e adiantar a leitura. Estou na metade de Blood Promise -e chorando sem parar enquanto leio- e quase no final de A Guardiã da Meia-Noite, que foi o livro surpresa da semana. Achei, resolvi ler e gamei. Pra quem gosta de ler sobre a 2° Guerra Mundial ele é uma boa pedida. Pra que gosta de vampiros também =) (sim, ele mistura as duas coisas).
Ainda tenho trabalhos da facul pra fazer, a resenha do Maratona de Banca pra postar, uma prova de Epistemologia pra estudar, maaais um post sobre minha Cia de Dança que ganhou lá no Mercado Persa.
Sou só eu? Ou você também está sendo esmagado pelo tempo?

17 de abr de 2010

"Things die but don't always stay dead."


"Ela não sabia como era viver a vida amorosa perfeita de outra pessoa quando a sua não existe. Ela não entendia como era ser preenchida por um amor tão forte que fazia seu peito doer – um amor que você só podia sentir não expressar. Manter o amor enterrado era como manter a raiva enclausurada, eu aprendi. Te corrói por dentro até você querer gritar e chutar algo."

Então, você já viu, ouviu e leu tanta coisa sobre vampiros nos últimos tempos que, se topar com um na sua frente agorinha, é capaz de olhar pro cara com enfado e mandar sair do seu caminho. Eu não duvido. A mídia foi tão bombardeada por histórias de amor e guerra entre mortais e imortais que não há sangue jorrado que prenda a atenção quando a história é repetitiva.
Mas esse post é sobre vampiros. É sobre um livro de vampiros. Um livro com humanos e vampiros. E antes que você suspire entediada (o), eu digo que, de Twilight, não tem nada. Ok, só um pouquinho, mas nem é na história e sim nos relacionamentos, nas ligações emocionais que, independente da trama, costumam permear todos os livros. Encontrei Vampire Academy escondidinho num das estantes imensas da Biblioteca da Universidade. Ele estava lá, sem pretensão de ser encontrado, quase perdido entre outros desconhecidos.
O Beijo das Sombras é o nome brazuca do primeiro volume da série VA, de Richelle Mead. A história se passa no oeste do estado de Montana e se desenrola dentro e fora dos portões da escola Saint Vladimir para vampiros.
Mas não são quaisquer vampiros. São Morois e Dhampirs.
Deixa eu explicar antes que você fuja: Morois são vampiros ‘puros’ pois nascem nesta condição e pertencem a uma nobreza de sangue. Alimentam-se de doadores humanos sem jamais machucá-los ou matá-los, utilizam magia elementar e mantém-se discretos- porém não escondidos- do mundo mortal. São os que chamaríamos de vampiros do bem. Do outro lado temos os Strigois, vampiros ‘maus’ que são transformados contra ou a sua vontade em criaturas sem sentimentos, cruéis e assassinas. Strigois cobiçam o sangue Moroi desde sempre e, para proteger a nobreza, temos a terceira categoria de vampiros: os Dhampirs.
Dhampirs possuem sangue humano e Moroi, o que os torna ágeis, adaptáveis, e extremamente prontos para uma luta. Desde o início suas vidas são dedicadas a proteger seu Moroi da ameaça Strigoi dedicando-lhes toda e qualquer atenção.
VA tem como foco Lissa Drogomir, a última de sua família real, e sua dhampir protetora , a explosiva Rose Hathaway. As duas são melhores amigas desde a infância e possuem outras ligações psíquicas que tornam sua relação muito mais intrigante. Desde o início é Rose que leva a história. Ela é impulsiva, esquentada, apaixonada. Não pensa duas vezes antes de socar a cara de alguém e quebrar regras é sua especialidade. Sua única meta na vida é proteger Lissa de tudo e de todos, sufocando qualquer desejo próprio para isso. E isso é tão evidente, que o leitor se compadece totalmente por ela.
O trunfo de Vampire Academy é, com certeza, Rose.
E Dimitri.
Dimitri é o dhampir instrutor de Rose na Academia. Sete anos mais velho é o tipo de cara que desperta nosso amor imediato e, claro, o de Rose. Cheio de princípios, personalidade e um charme que está em seu jeito quieto, Dimitri sabe que amar Rose- sua Roza- é uma inconseqüência. Ela é sua aluna, muito mais nova e um dia, a vida dos dois será dedicada a um Moroi.
Seus destinos não pertencem a eles.
Não há exageros, não há cenas de amor piegas ou declaraçõezinhas melosas. VA é forte, intenso e muitas vezes triste... Muito triste. Vidas que se cruzam, dores que são guardadas. Rose está presa a seu destino dhampir e sempre que ela precisa renunciar a um desejo seu em prol de Lissa nosso coração aperta.
Vampire Academy me faz chorar. Dimitri me faz chorar.
E se eu choro, eu sei que vai durar por muito tempo...
O livro é tão incrível que eu li os dois volumes seguintes- Frostbite, Shadow Kiss- em e-book (e todo mundo sabe que não sou fã disso =p) e agora estou lendo o quarto, Blood Promise. O Segundo livro já está por aqui, sob o título de Aura Negra.

"Eu tinha um acordo permanente com Deus : Eu acreditaria nele se ele me deixasse dormir aos domingos ."

"Você não pode forçar o amor, eu me dei conta. Está lá ou não. Se não está lá, você tem que ser capaz de admitir. Se está, você tem que fazer o que você puder para proteger quem você ama."