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3 de jul de 2009

She told me her name was Billie Jean...

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video
Billie Jean. A maior e melhor.
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Acabei de assistir um Top 40- Michael Jackson, que durou 3 horas.
Nunca fui fanática, mas sempre fui fã silenciosa. Do tipo que mesmo sem gritar, reconhece que algumas coisas são eternas e algumas pessoas não se vão nunca. Michael é um exemplo.
Desde Sexta-feira passada estou às voltas para escrever alguma coisa sobre o homem que mexeu com o mundo, mas sempre que pensava em algo... me parecia muito pequeno, muito pouco perto de tudo que ele representou em vida. Eu lamento muito que ele tenha partido tão cedo. Acho que cinquenta anos, na concepção médica de hoje em dia, é pouco. Muito pouco.
Quando eu nasci, Michael já havia se tornado o rei do pop, com milhões de súditos, uma carreira apoteótica e seu nome já estava gravado pra sempre na história da música. Era o cantor fantástico, o dançarino completo e inovador, o coreógrafo perfeito. Era o show man capaz de levar milhões às lágrimas e aos gritos com um passo. Era único. Enquanto eu crescia, via ele consolidar esse sucesso enquanto sua vida pessoal perdia-se. Não precisava acompanhar os tablóides para saber todas as fases de seu temperamento. Ele era a notícia. Aos poucos, Michael recolheu-se do mundo e suas aparições tornaram-se esporádicas e polêmicas. O rei com seus demônios. Sempre fui cética em relação ao mundo do show businness então fiz pouco caso das acusações contra ele ao longo dos últimos anos. Lamentava sim, o resultado disto na vida dele. Como cantava Michael para a mídia, Leave me alone! Tenho certeza de que se o tivéssemos deixado em paz um pouco, ele ainda estaria aqui. Quando foi absolvido das acusações, infelizmente, Michael já adoecia por dentro. Depressivo, triste e atormentado, legou-se à solidão.
E mesmo distante, sua carreira falava por ele. O rei continuava emocionando com sucessos como Heal the World, onde pedia um mundo livre de injustiças; They don't care about us; gravada aqui em terra Brazilis, onde gritava algumas verdades; You're not alone, a mensagem amorosa à Lisa Presley; fazendo todos dançarem com You rock my world. Marcou a história com Thriller e interpretou aquela que é considerada a maior música pop de todos os tempos: Billie Jean. Dividiu o palco com Slash, Paul McCartney e tantos outros grandes. Como ele. Enquanto a mídia o enterrava e sufocava, Michael ainda cantava pelo direito das crianças, pela igualdade social, contra as diferenças raciais, pela preservação da natureza, em prol de um mundo melhor... Ainda cantava pelo que acreditava. E isto, com certeza, foi um dos fatores que o levaram ao topo. Apenas um dos, claro.
Fico triste pelo artista fabuloso que ele era, e que com certeza ainda tinha muito à acrescentar a música. Mas, de certa forma fico feliz, porque enquanto vivo, ele fez toda a diferença.
Michael fez o mundo chorar em vida e em morte. E se isto não o torna um imortal... não sei de mais nada.