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18 de jun de 2009

Miscelândia

Eu ando tão sem assunto nos últimos dias que o blog anda às moscas. Ou talvez eu tenha assunto demais brigando por atenção, que eu acabo não priorizando nenhum. Num apanhado geral, deixa eu colocar as coisas em dia.
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~> Das curiosas: li Minos, do Marcos Villatoro ano passado e adorei. Até fiz uma resenha rápida do livro aqui pro blog e salientei algumas das qualidades deste romance policial fabuloso. Lembro que na época eu fiquei extremamente curiosa em relação a Dante e a Divina Comédia, porque no livro, o cântico 'Inferno' serve como mapa para o assassino escolher suas vítimas.
Hoje, enquanto navegava pela net, olhei pro lado e dei de cara com meu exemplar de Minos, todo vermelho e brilhante, como se me olhasse. Do nada a curiosidade de um ano atrás mostrou a cara e me ví pesquisando toda as referências da história. No momento, estou com cem janelas abertas, perdida loucamente entre os Cânticos, entre as gravuras excepcionais e fortes de Gustav Doré, e as xilogravuras impressionistas do De Humani Corporis Fabrica, escrito em 1543. Como amante de História todo esse material me carrega e me leva pra longe. A vida de Dante, suas inspirações para escrever A Comédia, sua visão da sociedade pecadora. E depois Doré... suas ilustrações para os cânticos são poderosas. Não, poderosas é pouco. São amedrontadoras... Fazem você sentir exatamente o quão desafortunado são os que nadaram nos rios de pecado de Dante. E por último Versalius, e seu De Humani Corporis Fabrica Libri Septem , que é considerado um dos mais influentes livros científicos de todos os tempos, conhecido sobretudo por suas ilustrações, algumas das mais perfeitas xilogravuras jamais realizadas...
Eu estou literalmente afundada no Inferno de Dante.
E adorando. Fica a dica.
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(A pintura ilustra o famoso episódio do Quinto Canto do Inferno de Dante, no qual Dante e Virgílio vêem Paolo e Francesca, condenados à escuridão do Inferno com as almas cheias de luxúria)
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~> Saindo da morbidez de Dante, na dança estamos nos últimos ensaios antes de festival. Vamos para o São Leopoldo em Dança no fim de semana, dia 28, levando três coreografias de grupo. Dois folclores e uma moderna. Como em todo pré-festiva, estou em nervos. Acho que não ensaiamos o suficiente. Acho que deveríamos varar tardes dançando. Acho que meus arabesques deveriam ser mais altos e meus ombros mais alinhados. Sei que daqui a uma semana vou estar mais neurótica. Eu sempre fico neurótica, detalhista e perfeccionista pelo menos uma semana antes. Tão perfeccionista que não sei como minhas colegas ainda não me chutaram pra fora do estúdio. dizendo.
E pra eu ficar mais calma[1]: vamosserjulgadaspelaanabotafogo aaaaaaaahhhh
Pra eu ficar mais calma[2]: finalmente, temos uma categoria única pra Dança do Dentre. *palmas palmas palmas* não vamos competir com os argentinos que dançam com garrafas na cabeça, nem com o Street, nem com os flamencos, nem com o diabo a quatro. Competimos com a raia. Bom ou ruim, vamos descobrir dia 28.