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21 de jul de 2009

"Saboreie...


...a imortalidade (Lestat de Lioncourt)


Sim, sou uma apaixonada confessa de vampiros.
Acho lindo, acho fascinante, acho misterioso. É um dos personagens literários que mais me chama atenção até hoje, exatamente por seu poder de cativar gerações sendo lido, relido, reescrito, reinventado o tempo todo sem nunca cair na mesmice. Acho que o fato de a figura do vampiro permear tanto as histórias e a mídia até hoje e ser renovado a cada tempo é a prova de que o mito, nascido com Bram Stoker, é dotado de uma beleza peculiar, de um magnetismo muito grande. Não lembro direito qual foi a primeira representação que ví ou lí, mas eu já era fã da figura lendária bem antes de Edward Cullen morder a crítica e arrebatar novos fãs para os noitívagos, na saga contemporânea de Stephenie Meyer, Twilight.
Ontem, num momento vampiresco, encontrei um filme em forma de anime, com uma mescla ótima de peculiaridades sobre o mito: Vampire Hunter D. A história é uma mistura de ação com romance, que usa a velha nova de um caçador lendário, perseguindo um imortal que, por sua vez, é apaixonado por uma humana. Repetitivo, mas lindo. Depois de assistir acabei abrindo a gaveta da minha memória e, entre livros, filmes e mangás, relembrei os vampiros que mais me marcaram nestes anos, das inúmeras gerações que já foram apresentadas ao público.

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Drácula-
Bram Stoker-> Acho que é impossível falar ou escrever sobre vampiros sem citar o primeiro, mais marcante e histórico de todos eles. Drácula é até hoje o monstro fictício com o maior número de aparições na mídia. Nascido na obra de 1897, do irlandês Bram Stoker, o Conde Drácula seria supostamente baseado no real e sanguinário príncipe romeno, Vlad Tepes, também conhecido como Draculea (Filho do Dragão). O excêntrico conde, idealizado por Stoker não tinha nenhuma das particulariedades de beleza que a maioria dos vampiros de hoje apresenta. Era um homem assustador, diabólico e estranho, que vivia de terror e medo. Sua sede de sangue o impelia a capturar, seduzir, prender e matar, levando o leitor a se enveredar pela tensão psicológica de seu personagem. O livro também traz outros personagens eternizados, como a sensível Mina Murray (ou Harker), e a sedutora Lucy Westenra. Ambas utilizadas diversas vezes no cinema e na literatura. Dentre as tantas dramatizações já feitas, adorei o Conde Drácula de Van Helsing (2004), interpretado pelo talentoso Richard Roxburgh. Na película, Drácula é uma mistura da imagem popular: bonito, sexy e perigoso. Sem claro esquecer de outros de seus atributos famosos, como seus poderes e a companhia eterna de belas mulheres, no caso do Drácula de Van Helsing, das três noivas imortais; Aleera, Verona e Marishka
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Selene- Underworld-> Sim ela é poderosa, ela é linda, ela sabe atirar muito bem e chutar como ninguém. E, é uma vampira! A personagem de Kate Beckinsale, na trilogia Underworld (2003), é uma das melhores versões do Drácula de saias -apesar de ela não usá-las- que eu já conferi. Selene é a vampira poderosa que cai na maior armadilha de todas: se apaixona pelo inimigo. No caso dela, o pior de todos: um lobisomem. Apesar de a história parecer piegas, o roteiro deste filme é sensacional, os efeitos são ótimos, a direção é impecável e Kate...Bom Kate é Kate! Um ar-ra-so!
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Lestat de Lioncourt- Anne Rice-> "Tente ver o mal que eu sou. Ando pelo mundo em trajes de mortal, o pior dos demônios. O mosntro que se parece exatamente como todo mundo." Tenho certeza, quase absoluta, que depois de Drácula, Lestat é o vampiro mais amado e venerado da literatura e do cinema. Não existe ninguém (principalmente mulheres) que não conheça este curioso, pra não dizer mais, personagem saído da mente da americana, Anne Rice. Lestat é único. Apaixonante e odiável. Belo e terrível. Bom e mau. Eu particularmente já o odiei, para logo depois cair novamente em suas graças. Aliás isso talvez seja seu maior atributo: ele é um sedutor incorrigível que nos leva às maravilhas e às dores de ser um ser da escuridão. Protagonista da série Vampire Chronicles, Lestat se mesclou com perfeição à Tom Cruise quando foi levado ao cinema em 1994, na considerada uma das melhores adaptações de um livro para cinema feita até hoje: Entrevista com o Vampiro. Ele voltou à telinha em 2002, agora pelo corpo do ator Stuart Townsend, no quase musical, A Rainha dos Condenados, também adaptado de um dos romances de Rice. Nesta última versão, Lestat nos mostrou uma de suas facetas seculares: ele foi em tempos uma estrela do rock. Precisa mais? Além de cantar, ele nos trouxe a verdadeira história de Akasha, a rainha de todos os vampiros, transformando a lenda destes seres em algo mais espetacular ainda.
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Angel- Angel/Buffy, a Caça Vampiros-> Eu confesso! Era uma das que assistia Buffy (1992), com um olho na história e outro no namorado imortal da loira 'crava-estaca'. Angel era o vampiro boa pinta que, renunciando o mal que havia dentro dele, dava uma mãozinha pro bem, ao lutar contra sua própria raça. Pra melhorar a história, ele caia de amores por Buffy- de uma forma linda de se ver- e, contrariado todas as regras, os dois aceitavam o que sentiam e viviam um romance. Interpretado pelo sexy David Boreanaz, Angel era, com desculpa ao trocadilho, um verdadeiro anjo!
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Edward Cullen- Twilight~> Preciso dizer alguma coisa? Acho que em matéria de vampiros há muitos anos não se via uma versão tão diferente e tão cativante dessas pálidas criaturas. Meyer, tão quanto Anne Rice, levou ao papel um personagem marcante o suficiente para entrar para história da literatura e do cinema atual. Edward é apenas um deles, mas com certeza, é quem melhor representa essa nova imagem dos imortais: chupadores de sangue que amam, cuidam, cativam e querem fazer o bem acima de tudo. Seria angélico se não fossem vampiros. Eu fui , e tenho quase certeza de que você também foi, uma das milhares de mulheres que acabou suspirando, nem que fosse uma vez, ao ler ou assistir uma cena de Edward. Além dos Cullen, dou pontos também aos Volturi que me lembraram, com gosto, as famílias antiquíssimas de vampiros, remetendo até a atmosfera do primordial Drácula.

4 comentários:

  1. E eu que acreditava não me interessar tnto por vampiros. Descobri que também me fascinam. Mas não tanto quanto a tu, my little vamp. ^^ Tu sabes que me encanta com tuas palavras né.
    Ps: Preciso ver Anjos da Noite. =P

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  2. Ohhh! Ket! Que fofaa é vc! *___*
    Ohwnn é uma pena morarmos tao longe uma da outra neah..rsrs xD


    Feliz dia do amigo aqui tbm! xD

    Beeijoss!!!

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  3. Ket, vc que estuda História não pode deixar de ver um filme que histórico sobre vampiros no cinema. Nosferatu, do alemão Werner Herzog, com Klaus Kinski e Isabelle Adjani. Fora a fotografia, que é belíssima, faz a gente a ver os vampiros de outro jeito, com olhos de compaixão. Não tem vampiro bonitinho nem sexy, muito pelo contrário, mas é um filmão, cinema com C maiúsculo! Bjos!

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  4. aiii faltou a foto do Gary Oldman como Dráculaaaa
    =]

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