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3 de fev de 2009

Qual É A Sua Música?




Uma das coisas mais bacanas em relação à dança, é quando nosso gosto musical começa a se definir.
No começo a gente gosta de tudo. Tudo mesmo. Dos tuns, dos tás, dos habibis e dos yallah. Das mais dançantes, às mais calminhas, das modernas -que eu não sabia que eram modernas- às clássicas- que eu não sabia que eram clássicas. Tocava na aula, era uau!
Na verdade, eu ainda amo todas e não há uma que não me faça mexer um pouquinho. Mas falo em questão da definição, de gosto. Depois de um tempo, você tem as suas preferidas, as que mexem com seu corpo, seu coração e tremem na sua alma. Alguns ritmos caem bem melhor do que outros, e você já sente do que gosta mais. Batidas? Ondulações?
Vejo por mim. Eu comecei com Amr Diab, um pouquinho de Elissa, e muitas modernosas, estilo 'arabian night' [não necessariamente em aula, mas o que eu baixava]. Eram lindinhas, mas meu corpo parou de responder com entusiasmo depois de um tempo. Eu simplesmente não conseguia encaixar nada nelas.
Eu não era uma moça pra moderninhas. Fato.
Depois de alguns meses, eu senti uma quedinha por derbaks. Baixei tantos quanto meu pc podia aguentar. Me apaixonei pelo som, pelo instrumento e por toda a complexidade da música. Eu ouvia por horas a fio, pegando nuaces, ouvindo das batidas mais escondidas, às mais altas e tentando interpretar. E novamente não casou comigo.
Eu não era uma moça para derbaks. Infelizmente.
Então, quando eu já estava entrando em desespero [coisa que vocês bem sabem que acontece mesmo comigo...] eis que eu caí de cara nas Clássicas. Foi mais ou menos como entrar em uma loja de roupas em plena véspera de Natal, com um desconto de 70 % piscando em letreiros de neon sobre a porta. Saca a idéia?
Furioso. Arrebatador. Assustador. Inesquecível.
Eu era uma moça de Clássicas! Finalmente.
Então, de lá pra cá comecei a cultivar um relacionamento de amor profundo por essas preciosidades. Eu ouvia por horas e o melhor de tudo: meu corpo respondia à elas! Não travava, não emperrava, não caía. Fluía.
Bom, depois descobri que minhas Clássicas, não eram só Clássicas. Na verdade o tipo que eu gosto se divide em algo como Tradicional, Clássica e Oriental Routine. [ Explicado por msn pela preceptora que tem toda a paciência do mundo para minhas perguntas intermináveis. Tirar minhas dúvidas não é a coisa mais fácil do mundo. Ela merece um chocolate.]
Então, depois dessa minha curta, porém satisfatória estrada eu já posso dizer que descobri meu gosto musical na DV, o que talvez pré-defina meu estilo. Mas o estilo é outra história, pra outro post.
Eu sou a menina das Clássicas, Tradicionais e Oriental Routine. \o/

Pra uma indecisa, inconstante, sentimental e louca como eu, é uma grande descoberta!

8 comentários:

  1. Oi Ket, me animei pra falar dos meus gostos tambem.. rs

    Putz, eu gosto de tudo um pouco. Em último lugar as moderninhas. Pra ouvir sem dançar, são tudo de bom, Nancy, Amir... Mas pra dançar, segue o pódium: em terceiro lugar derbaks. AH, aquilo é tudo!!!
    Segundo lugar divido com clássicas e tudo o que tiver acordeon (clássicas ou folclóricas).
    E o primeiro lugar vai para... os Zambras!! Qualquer uma que tenha um violãozinho aflamencado, um toque mais Andaluz, castanholas ou algo do gênero. Amo de paixão.

    Como é bom se identificar com algo... né?
    Ah, e fala mais das divisões das clássicas, agora que você já aprendeu de montão :D

    Beijocas.

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  2. Bão, apesar de estar nesse negócio teoricamente há mais tempo que você sou uma moça dividida.

    Sou uma moça de poucas modernices. Pruma moderna me seduzir tem que ter uma voz muito forte ou um instrumento raiz (não necessariamente árabe, um violão flamenco que pareça autêntico pode me requisitar para uma dança). Mas as modernas para mim são amantes de uma noite só.

    Meu amor, meu grande amor, são as clássicas. Principalmente as cantadas. Sonho dançar Abdel Halim Hafez. Choro toda vez que ouço Zay El Howa. (Embora jamais vá conseguir dançar a minha versão de 45 min..><) Amo Oum. Mas ela já não ousaria interpretar.
    Mas a verdade é que tudo o que as clássicas pedem, eu não tenho. Não tenho deslocamento, não tenho giro, não tenho braço, não tenho precisão, não tenho expressão (de clássica).
    Até hoje as clássicas são meu amor platônico e impossível. (Acho que na minha descrição não cabe o que vc chama de tradicional e oriental routine, mas deixa pra lá!)

    Por fim, meu corpo se toma e minha cabeça se perde com as folclóricas. É onde meu corpo se encaixa. Meu quadril ficam à vontade com a rababa, meus músculos amam o mizmar com todas as forças. Amo todos ritmos rústicos, as vozes masculinas desconhecidas, os falsetes femininos, os coros, a percussão que vibra na barriga. A música folclórica é o amante calado e fiel que esquenta meus quadris noite após noite.

    Mas eu sou geminiana. Isso significa: até agora.

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  3. Nossa,
    Que bom que vc é uma moça de clássicas, temos mais uma em comum. Só não sou mais das rotinas árabes, sou mesmo das clássicas tradicionais, mais sentimentais. Melhor ainda se forem melancólicas...

    Parabéns pela descoberta, é tão bom quando nossa dança começa a amadurecer!!! Linda, linda!!!

    Beijos.
    PS: Vc anda arrasando na escrita!!!

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  4. me too!
    clássicas= adoroooo
    =]
    ps: amei a foto do Axl no outro post, ai,ai

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  5. Gata, você resumiu tão bem nosso envolvimento com a música... Nosso afã de escolher algum estilo, algum nicho em que nos encaixemos.
    Sei lá por que, mas desgostei dos nichos.
    De início, eu só gostava das clássicas (tradicionais e oriental routine, basicamente). Atualmente, gosto de tudo, menos de solo de percussão. Sei lá o que anda rolando comigo, mas ando amando mais melodia do que só base. Para mim, atualmente, flui o que flui. Ou seja, o que melhor me cai aos ouvidos.

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  6. Parafraseando Sr. Abravanel.. Pablo, qual é a músicaaaaa????
    Tô contigo e não abro. Abro uma exceção pra algumas moderninhas e ando meio sem paciência pra solos de derback. Mas elas não passam de paixões. As clássicas, tradicionais e routines são o grande amor da minha vida ;)

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  7. Eu ainda estou em busca das minhas músicas e da minha dança. Quando eu acho que encontrei, acabo descobrindo outras coisas que me fazem voltar à estaca zero!

    Também gosto bastante de algumas clássicas, mas admito que nem todas mexem comigo. Às vezes a música passa a fazer mais sentido depois que eu coloco ela no corpo, engraçado, um pouco ao contrário do que com outras meninas.

    E tenho meus momentos. Já tive uma febre de flamenco-árabe (nem tanto de dançar, mas mais de ouvir), de derbake também, mas nunca fui muito fã do pop árabe. Eu ouço e até danço, mas não adoooooro.

    Como eu também adoro 'inventar', gosto muito de dançar ao som de MPB, mas são só 'experimentos', eu não apresento nada disso não (por enquanto, hehehe).

    bjinho

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  8. Olá Ket, estou participando do seu blog pela primeira vez e gostei muito, parabéns.
    Eu acho que o desenvolvimento da nossa personalidade na dança, nosso crescimento, passa exatamente por esse reconhecimento, de que música gostamos, movimentos, figurino etc.
    Eu curto ouvir tudo, acho lindo ver performances com todo tipo de música, até as que não são do universo árabe, mas as que mais me identifico são as clássicas, não as rotinas para bailarinas, as tradicionais mesmo, cantadas de preferência, tipo Farid El Atrash, Om Kaltoum e Sabah, elas me emocionam, me deixam com vontade de dançar, mais do que qualquer outra, mas acho difícil um público que aprecie uma performance com esse tipo de música.
    Agora que descobri o caminho, voltarei mais vezes!
    bjocas, Elaine

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