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3 de dez de 2009

Já conhece o Skoob??

Uma dica perfeita pra quem, como eu, é viciada totaaaaal em ler: o Skoob.
O Skoob é uma rede brasileira de livros, um tipo de Orkut só pra essa paixão. Nele, é possível interagir com outras pessoas com os mesmos gostos literários -ou não- e fazer amigos que nunca vão deixar de ter assunto pra conversar xD.
O que mais me atrai no Skoob é o fato de poder mexer com livros o tempo todo: você pode montar tua estante, dar nota, fazer resenhas, marcá-los como 'lidos', 'não lidos', 'vou ler', 'abandonei', e mais uma série de coisas bacanas envolvendo esses objetos de desejo de gente viciada como eu \o/ É como ter sua biblioteca dos sonhos *_*
Gostou e quer participar? Clica AQUI, cadastre-se e boa leitura!! [ah e não esquece de me add, adoraria saber o que você está lendo!!]

6 de nov de 2009

Falando de livros: os lançamentos do momento

Eeeeeeeee Novembro, meu aniversário, mês que vem Natal, todo mundo entrando no clima 'eu te amo esse mês, esqueça que te odeio', e vivendo o espírito natalino que se traduz por: presentespresentespresentes.
Não seja hipócrita. É verdade. Ou, vem dizer que você na verdade só comemora o nascimento- errôneo- do menino Jesus nesta data? Náh. (que tal pensar nele durante o ano pra variar?)
Bom, como eu adoro adoro fuçar na net -e amo livros- estava gastando meu tempo agorinha procurando alguns lançamentos bacanas pra me fazer babareee e quere-los mais que tudo. Quem curte, talvez aproveite estas dicas pra sacolinha de final de ano! Boa leitura!

Tess Gerritsen é a dama sem igual do romance policial nos EUA. Seus livros, escritos de forma impecável, alcançam o topo dos mais vendidos em questão de poucos dias. Eu sou suspeita em falar dela porque já li e ela me conquistou totalmente. O suspense é fantástico, as histórias são instigantes e os finais são sempre incríveis. Gerritsen criou uma das detetives mais carismáticas dos últimos tempos: Jane Rizzoli. A veterana da polícia bate ponto nos livros (na sequência): 'O Cirurgião', 'O Dominador', 'O Pecador', 'Duble de Corpo' e 'Desaparecidas'. Há um tempo atrás, chegou aqui na terrinha um de seus mais brilhantes romances: O Jardim de Ossos (Record, 448 pag). A história?
'A recém-divorciada Julia Hamill acaba de se mudar para a casa de seus sonhos. Tudo parece perfeito, até que, durante a reforma do jardim, ela desenterra um crânio humano que data do século XIX. Em 1830 o estudante de medicina Norris Marshall parte em busca do homem mais perigoso de Boston, a fim de provar sua inocência. Separadas por quase duzentos anos, as duas histórias se desenvolvem de forma precisa e instigante, chegando a um final tão chocante quanto engenhosamente concebido. '

Falar de Stephenie Meyer é moda hoje em dia. Depois de Twilight, não há ninguém que não conheça, se não ela, pelo menos seus personagens Edward Cullen e Bella Swan. Tentando fugir do estigma de 'autora de um romance só', Steph lançou este ano 'The Host', a trama de ficção científica que fugiu totalmente do 'amor eterno' de sua série famosa. Para as menininhas apaixonadas pelo vampiro, The Host é um balde de sangue frio. Pra quem gosta de um livro interessante e com um tema incomum, este é pra ter na estante. Comecei a ler hoje e é bem diferente mesmo. Há uma carga psicológica maior e os dramas recaem mais sobre a humanidade em total, não apenas em um casal. O romance (porque pode ser diferente, mas nem tanto =p) é cativante e bonito. Quem aposta comigo que The Host vai parar na telona?
Aqueles que suspeitam de ficção científica ou angústias adolescentes serão agradavelmente surpreendido com este grau de maturidade e de imaginação investigativa, propulsionados por partes iguais de ação e emoção. Uma espécie de parasitas altruísta pacificamente assumiu o controle das mentes e dos órgãos da maior parte dos seres humanos, mas a delicada Melanie Stryder não vai entregar sua mente para a alma alienígena chamada Wanderer. Perturbada pelas memórias insistentes de Melanie do namorado Jared, Wanderer desiste do anseio do corpo dela e decide ir ao deserto para encontrá-lo. Provavelmente o primeiro triângulo amoroso envolvendo apenas dois corpos, é obviamente romântico, e os personagens (humanos e alienígenas) genuinamente adoráveis. Leitores intrigado ainda familiarizados por este mundo alienígena irão notar alegremente que o final da história deixa a porta aberta para uma seqüência — ou uma outra série.

Não podia falar em lançamentos sem comentar o último livro da minha diva literária, Nora Roberts. Nora é uma das autoras mais lidas no mundo e uma das mais influentes em relação a romances, do século. Escritora metódica e insaciável, já publicou mais de 160 romances, a maior parte no gênero suspense romântico, traduzidos para 25 idiomas e editados em mais de 35 países. A partir de 2006, somando seus romances, passam de 660 semanas no New York Times Bestseller List, incluindo 100 semanas em primeiro lugar. Mais de 280 milhões de cópias de seus livros foram impressas, incluindo 12 milhões de cópias vendidas só em 2005. É mole isso? Confesso: sou uma devoradora compulsiva de romances da Nora xD Fuçando esses dias, entre os lançamentos, achei 'Pecados Sagrados' (Bertrand Brasil, 350 pag) e assinalei. Na verdade o original foi lançado por lá em Novembro de 1987, mas a gente dá um desconto =p
Nos indolentes dias de verão, uma impiedosa onda de calor é o principal assunto na capital norte-americana. Mas a condição climática logo deixa de ser matéria das primeiras páginas quando uma jovem é encontrada morta por estrangulamento. Um bilhete foi deixado: Seus pecados lhe são perdoados.
Logo surgem duas outras vítimas, e, de repente, as manchetes passam a ser dedicadas ao assassino que a imprensa apelidou de "Padre".
Quando a polícia pede à Dra. Tess Court, uma psiquiatra renomada, que auxilie na investigação, ela apresenta o retrato de uma alma perturbada.
O detetive Ben Paris não dá a mínima para a psique do assassino. No entanto, o que ele não consegue descartar com facilidade é a sensual Tess.
Moreno, alto e bonitão, Ben tem uma reputação lendária com as mulheres, mas a fria e elegante Tess não reage como as outras que ele conheceu... e o detetive acha o desafio sedutor. Agora, enquanto os dois estão juntos numa perigosa missão para deter um serial killer, irrompe a chama de uma paixão incandescente.
Mas há alguém que também está de olho na linda médica loura... e só resta a Ben rezar para que, se o assassino atacar, ele consiga detê-lo antes que seja tarde demais...

Todo mundo já leu, ou ouviu falar de 'Melancia' o primeiro romance de Marian Keyes. Com sua famosa capa verde com a melancia mordida ele alavanccou Marian para a lista das mais adoradas romancistas dos últimos tempos. Keyes inovou: seus dramas são carregados de um humor duro e real, que conquista o leitor e o faz reconhecer os próprios momentos difíceis da vida e suas possíveis soluções. Suas protagonistas - magras, gordas, baixas, altas, sãs e drogadas- nadam em marés de amor e azar absolutos, em altos e baixos que nos levam a torcer e chorar sempre que elas caem ou levantam. E elas caem muito. Mas erguem-se sempre, escorando-se no humor sádico da vida, (e às vezes num salto quinze, porque ninguém é de ferro =p). Em Melancia, Marian nos apresentou à Claire Walsh e, em seus romances posteriores deu continuidade a história de vida das irmãs Walsh, (uma mais paranóica que a outra diga-se de passagem \o/). Em seu último livro 'Tem alguém aí?' (Bertrand Brasil, pré-venda), Keyes nos apresenta à vida turbulenta de Anne, a mais nova das irmãs. Imperdível!! "Anna Walsh é um desastre ambulante. Ferida fisicamente e emocionalmente destruída, ela passa os dias deitada no sofá da casa de seus pais em Dublin com uma ideia fixa na cabeça: voltar para Nova York.
Nova York é onde estão seus melhores amigos, é onde fica o Melhor Emprego do Mundo®, que lhe dá acesso a uma quantidade estonteante de produtos de beleza, mas também, e acima de tudo, é a cidade que representa Aidan, seu marido.
Só que nada na vida dela é simples…
Sua volta para Manhattan se torna complicada não só por conta de suas cicatrizes físicas e emocionais, mas também porque Aidan parece ter desaparecido.
Será que é hora de Anna tocar sua vida pra frente? Será que ela vai conseguir (tocar a gente sabe que sim; o negócio é pra frente)?
Uma série de desencontros, uma revelação estarrecedora, dois recém-nascidos e um casamento muito esquisito talvez ajudem Anna a encontrar algumas respostas. E talvez transformem sua vida… para sempre

Se lerem algum, venham me contar o que acharam!

x.o.xo. Ket

22 de set de 2009

pulo do gato

Eu volto. Juro!!!
Estudando, twittando à beça, e namorando um pouquinho xD
Estou devendo um post sobre o show -perfeito- da Alessandra mas tento acabar até o fim de semana ;)
beijo no coração de todas.

28 de ago de 2009

O clã

Quem leu a saga Twilight com certeza lembra -e teme- os Volturi, a familia mais antiga e poderosa de vampiros que age como um 'governo' para a espécie, controlando e cuidando para que os imortais permaneçam no anonimato. Bom, em New Moon, que estréia agora em Novembro, a gente lembra que Edward, desesperado, acaba levando à eles o fato de que Bella, humana, sabe da existência dos vampiros e os Volturis não gostam nadinha, dando um jeito de pôr ordem na bagaça. Pra felicidade geral da nação, ontem finalmente as imagens oficiais do clã foram lançadas na net e são de arrepiar.
Parabéns Chris Weitz. Fez jus ao poder dos vampiros ancestrais.

Da esquerda para a direita: Marcus, Caius, Aro, Alec e a intrigante Jane.
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fonte: foforks

25 de ago de 2009

Das últimas

- A gente tá morrendo por New Moon, e Eclipse já está em produção. As filmagens estão rolando em Vancouver e o elenco já está ralando há uns dias. Pra quem quer acompanhar passo a passo toda essa loucura o Foforks sempre atualiza [e pra quem quiser acompanhar a novela 'Robsten' idem =p].

- Já pra quem quiser dar uma olhada no site oficial segue o link do New Moon. É simplesmente um dos sites mais lindos que já vi.

- Não posso passar a semana sem indicar o CD que está simplesmente embalando todos os meus dias. Até devo um post à esses caras que fazem música como se estivessem descrevendo a alma. Pra quem gosta de novidade- e uma ótima novidade- Iron & Wine é um daqueles sons alternativos que te fazem viajar e escrever poemas sem pensar. Fica a dica do CD 'Our endless numbered days' e, em especial da maravilhosa 'Cinder & Smoke' que é simplesmente emocionante.

-Ontem participamos do Brasil em Dança, evento que, agora, substitui o Porto Alegre em Dança. Foi simplesmente o festival mais divertido no qual já dancei. Lugar lindo, organização bacana, clima leve... fazia tempo que não passávamos por uma coisa tão bacana quanto grupo, do tipo incrível mesmo!! E... classificamos todas nossas coreos com quatro 2° lugares e um 1° *_* Eu voltei tããão feliz que quase flutuava! Parabéns para cada bailarina que fez sua parte e, à minha professora e coreógrafa maravilhosa que sempre acerta, em tudo que faz. Foi, sem dúvidas um daqueles momentos memoráveis que a gente leva pra sempre. Felicidade pura não tem preço... .

- Num dos meus momentos 'escavando a biblioteca da faculdade' achei um livro ótimo chamado 'O beijo das Sombras' da maravilhosa Richelle Mead. É de vampiros. Mas, o bacana é que contrariando toda a onda vampiresca do momento Vampire Academy, no original, vai na contramão de todos os clichês vampíricos. A história é de uma originalidade que surpreende até quem já leu todas as obras do gênero. A personagem principal a dampira [meio vampira , meio humana] Rose é cativante até não poder mais. Pra matar a curiosidade o site em português é repleto de informações e aumenta o gostinho. Da editora Nova Fronteira, O beijo das Sombras

21 de ago de 2009

Solo- Baladi =)

Lembra, do baladi? Então, que depois de uns mil anos eu consegui postar aquele solo que fiz ano passado, que rendeu uns posts meio loucos, divertidos e foi fonte de muitas descobertas interessantes pra mim em relação a dança. \o

Da primeira vez 'me' gostei. Da segunda ví uns defeitos. Da terceira já pensei em tudo que poderia mudar se tivesse que dançar novamente. Da quarta voltei a criticar algumas coisas. Da quinta dei de mão e pensei que, por ser o primeiro, não é que tava bonitinho? =D~

Decorrido esse tempo desde que ele foi feito é interessante perceber o quanto 'a mais' eu acrescentaria, outra leitura, outra maneira de levar. A tal evolução constante que às vezes minha professora comenta e a gente não percebe porque não se vê, não se permite enxergar. Foi uma das experiências mais bacanas nesse me tempo de dança, e eu só posso agradecer por ter tido a oportunidade de passar por isto. Eu o repetiria sem delongas. Aprendi muito sobre mim, sobre meu ritmo, meu jeito meio estabanado -porém meu- de levar a coisa, minhas limitações e o meu jeito de burlá-las. Aprendi que, às vezes, a gente sai diferente. Mas um diferente igual... um diferente que mistura de tudo um pouco e leva a essência de quem a gente admira adiante...

Críticas mode on? À vontade!

PS: a saia não é curta. Eu que nervosa fiz duas voltas na cintura =p

10 de ago de 2009

The runaway!


Porque quem é vivo sempre aparece ou no mínimo, faz umas atualizações hora ou outra.
Não que o twitter tenha se tornado mais interessante que o blog, sério, mas quem escreve já deve ter passado por isso- ou vai passar uma hora: de repente você não tem mais vontade. As ideias não parecem coerentes. Você quer férias. Férias de conjugar verbos e construir sentenças. Férias de debater. Férias de tentar entender. Férias de pensar demais.
De vez em quando é bom. A gente pára, assiste outras coisas, lê outros autores, experimenta o novo, reflete. E depois quando for a hora a inspiração está de volta.
Eu achei muitas coisas boas nesse meu exílio blogueiro. Ouvi coisas diferentes, passeando pela voz venenosa de Joan Jett do The Runaways lá nos anos 70 até os acordes countries e atuais de Taylor Swift e derrapando ainda, na melodia quase pura do Iron & Wine; aliás eu sinceramente acho que é um pecado passar por essa vida sem ouvir Iron & Wine. Também lí gente nova- pra mim- como a maravilhosa Martha Medeiros, que se tornou uma inspiração literária, e a hilariante Sophie Kinsela. Num rompante de saudade, também relí Harry Potter que há muito tempo me chamava da estante pra revivermos minha adolescência.
E numa surpresa até para mim, voltei a escrever meu livro, abandonado há meses numa pasta nos 'meus documentos'.
Maravilha. A única coisa interessante de meus momentos de exílio pessoal: eu me torno um ser mais cultural. Eu leio mais, eu ouço mais, eu paro pra olhar pinturas, admiro as fachadas antigas de prédios. Tomo gosto por clássicos, experimento novos sabores. Eu me perco em mim. E acho que, às vezes, isto é um mal, quase bem, necessário. Pra aplacar as dores do primeiro Dia dos Pais sem um pai, eu aumentei o som e cantei com Jett; me lavou a alma. Pra sanar algumas tristezas eu leio Martha e acabo rindo de mim mesma. Acho que descobri a verdadeira missão da cultura, qualquer que seja a manifestação: nos manter na superfície e acreditar.
Então agora que estou com a bagagem bastante cheia, essas descobertas gritam para serem compartilhadas [Sem contar que se eu ficar mais tempo longe meu filho mimado choraminga. E eu também].
De volta às canetas e à tagarelice.
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*Obrigada a quem me procurou aqui ou de outras formas pra pedir por onde eu andava e se estava tudo bem. Contatos assim fazem um bem danado, acreditem.*

1 de ago de 2009

Twittando

Por um tempinho -indeterminado- eu guardei as canetas, peguei meus lápis de cor e fui brincar no maior Disneyworld internético que existe: o Twitter.
Estou adorando.
Frases soltas. Desconexas. Rápidas. Sem sentido. Falar abobrinha. Falar coisa séria. Receber um recado daquele cantor americano que você ama e pasmem, é ele mesmo! Escrever 'nabo', se você quiser escrever 'nabo', mesmo que na verdade queria falar 'cenoura'. Saca a ideia?
O Twitter é o celeiro de loucos mais divertido que existe.
E eu estou pululando por lá, numa page total escandalosa, cheia de rosa e frufrus. Afinal, qual a razão de ir pro parque sem aproveitar todas as cores e o algodão doce? \o/
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[e o blog, meu filho mimado chora pedindo atenção]

23 de jul de 2009

Morri...

...e fui pro céu com Sant Rob. NÃO ME TRAGAM DE VOLTA!




Ensaio da US Magazine. Quer as outras 39 fotos?? AQUI!!!

21 de jul de 2009

"Saboreie...


...a imortalidade (Lestat de Lioncourt)


Sim, sou uma apaixonada confessa de vampiros.
Acho lindo, acho fascinante, acho misterioso. É um dos personagens literários que mais me chama atenção até hoje, exatamente por seu poder de cativar gerações sendo lido, relido, reescrito, reinventado o tempo todo sem nunca cair na mesmice. Acho que o fato de a figura do vampiro permear tanto as histórias e a mídia até hoje e ser renovado a cada tempo é a prova de que o mito, nascido com Bram Stoker, é dotado de uma beleza peculiar, de um magnetismo muito grande. Não lembro direito qual foi a primeira representação que ví ou lí, mas eu já era fã da figura lendária bem antes de Edward Cullen morder a crítica e arrebatar novos fãs para os noitívagos, na saga contemporânea de Stephenie Meyer, Twilight.
Ontem, num momento vampiresco, encontrei um filme em forma de anime, com uma mescla ótima de peculiaridades sobre o mito: Vampire Hunter D. A história é uma mistura de ação com romance, que usa a velha nova de um caçador lendário, perseguindo um imortal que, por sua vez, é apaixonado por uma humana. Repetitivo, mas lindo. Depois de assistir acabei abrindo a gaveta da minha memória e, entre livros, filmes e mangás, relembrei os vampiros que mais me marcaram nestes anos, das inúmeras gerações que já foram apresentadas ao público.

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Drácula-
Bram Stoker-> Acho que é impossível falar ou escrever sobre vampiros sem citar o primeiro, mais marcante e histórico de todos eles. Drácula é até hoje o monstro fictício com o maior número de aparições na mídia. Nascido na obra de 1897, do irlandês Bram Stoker, o Conde Drácula seria supostamente baseado no real e sanguinário príncipe romeno, Vlad Tepes, também conhecido como Draculea (Filho do Dragão). O excêntrico conde, idealizado por Stoker não tinha nenhuma das particulariedades de beleza que a maioria dos vampiros de hoje apresenta. Era um homem assustador, diabólico e estranho, que vivia de terror e medo. Sua sede de sangue o impelia a capturar, seduzir, prender e matar, levando o leitor a se enveredar pela tensão psicológica de seu personagem. O livro também traz outros personagens eternizados, como a sensível Mina Murray (ou Harker), e a sedutora Lucy Westenra. Ambas utilizadas diversas vezes no cinema e na literatura. Dentre as tantas dramatizações já feitas, adorei o Conde Drácula de Van Helsing (2004), interpretado pelo talentoso Richard Roxburgh. Na película, Drácula é uma mistura da imagem popular: bonito, sexy e perigoso. Sem claro esquecer de outros de seus atributos famosos, como seus poderes e a companhia eterna de belas mulheres, no caso do Drácula de Van Helsing, das três noivas imortais; Aleera, Verona e Marishka
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Selene- Underworld-> Sim ela é poderosa, ela é linda, ela sabe atirar muito bem e chutar como ninguém. E, é uma vampira! A personagem de Kate Beckinsale, na trilogia Underworld (2003), é uma das melhores versões do Drácula de saias -apesar de ela não usá-las- que eu já conferi. Selene é a vampira poderosa que cai na maior armadilha de todas: se apaixona pelo inimigo. No caso dela, o pior de todos: um lobisomem. Apesar de a história parecer piegas, o roteiro deste filme é sensacional, os efeitos são ótimos, a direção é impecável e Kate...Bom Kate é Kate! Um ar-ra-so!
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Lestat de Lioncourt- Anne Rice-> "Tente ver o mal que eu sou. Ando pelo mundo em trajes de mortal, o pior dos demônios. O mosntro que se parece exatamente como todo mundo." Tenho certeza, quase absoluta, que depois de Drácula, Lestat é o vampiro mais amado e venerado da literatura e do cinema. Não existe ninguém (principalmente mulheres) que não conheça este curioso, pra não dizer mais, personagem saído da mente da americana, Anne Rice. Lestat é único. Apaixonante e odiável. Belo e terrível. Bom e mau. Eu particularmente já o odiei, para logo depois cair novamente em suas graças. Aliás isso talvez seja seu maior atributo: ele é um sedutor incorrigível que nos leva às maravilhas e às dores de ser um ser da escuridão. Protagonista da série Vampire Chronicles, Lestat se mesclou com perfeição à Tom Cruise quando foi levado ao cinema em 1994, na considerada uma das melhores adaptações de um livro para cinema feita até hoje: Entrevista com o Vampiro. Ele voltou à telinha em 2002, agora pelo corpo do ator Stuart Townsend, no quase musical, A Rainha dos Condenados, também adaptado de um dos romances de Rice. Nesta última versão, Lestat nos mostrou uma de suas facetas seculares: ele foi em tempos uma estrela do rock. Precisa mais? Além de cantar, ele nos trouxe a verdadeira história de Akasha, a rainha de todos os vampiros, transformando a lenda destes seres em algo mais espetacular ainda.
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Angel- Angel/Buffy, a Caça Vampiros-> Eu confesso! Era uma das que assistia Buffy (1992), com um olho na história e outro no namorado imortal da loira 'crava-estaca'. Angel era o vampiro boa pinta que, renunciando o mal que havia dentro dele, dava uma mãozinha pro bem, ao lutar contra sua própria raça. Pra melhorar a história, ele caia de amores por Buffy- de uma forma linda de se ver- e, contrariado todas as regras, os dois aceitavam o que sentiam e viviam um romance. Interpretado pelo sexy David Boreanaz, Angel era, com desculpa ao trocadilho, um verdadeiro anjo!
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Edward Cullen- Twilight~> Preciso dizer alguma coisa? Acho que em matéria de vampiros há muitos anos não se via uma versão tão diferente e tão cativante dessas pálidas criaturas. Meyer, tão quanto Anne Rice, levou ao papel um personagem marcante o suficiente para entrar para história da literatura e do cinema atual. Edward é apenas um deles, mas com certeza, é quem melhor representa essa nova imagem dos imortais: chupadores de sangue que amam, cuidam, cativam e querem fazer o bem acima de tudo. Seria angélico se não fossem vampiros. Eu fui , e tenho quase certeza de que você também foi, uma das milhares de mulheres que acabou suspirando, nem que fosse uma vez, ao ler ou assistir uma cena de Edward. Além dos Cullen, dou pontos também aos Volturi que me lembraram, com gosto, as famílias antiquíssimas de vampiros, remetendo até a atmosfera do primordial Drácula.

9 de jul de 2009

Divas do Arabesque- Shahdana


Sim hoje a diva é uma argentina!
E não, não é a Saida. Apesar da semelhança.
Bom, eu conheci a dança dessa bailarina linda no tempo em que comecei a montar meu solo, e assistia baladis a torto e a direito como pesquisa. O primeiro vídeo que ví dela foi um baladi, em que ela arrasava no taxim no chão, guiada pelo som de Mario Kirlis. Depois desse não parei mais de ver.
Shahdana.
Beleza de nome... Durante uns cinco meses precisava fazer umas dez tentativas de pesquisa no Youtube até acertar a escrita do nome da moça, até que decorei *um S, um H, um A, repete o H, segue com DANA*. Peguei! Aliás, sempre me pareceu que argentina que é argentina tem que ter um nomezinho bem difícil pra combinar com 'Colette', 'Mario Kirlis' e 'baladi'... Mas é só uma suposição, claro.
A primeira vista, fisicamente, Shahdana é quase uma filha perdida de Saida. Magrinha, braços longuíssimos, rosto fino, cabeleira, mãos perfeitas. E na dança, obviamente ela não nega a origem. Shahd saiu das costelas de Saida e a influência da 'argentina-mãe' está em seus movimentos como um DNA. Mas pára por aí. Nos vídeos de até uns três anos atrás, ainda dá pra confundir muito as duas, mas com o passar dos tempo; a menina dos olhos cresceu, mudou e construiu um estilo, que apesar de beirar o da preceptora, tem uma graça e elegância toda sua.
Shahdana é criativa. Do tipo que, uma mão acaba num movimento inesperado, uma batida que parecia óbvia muda, um deslocamento recebe acréscimos de braços e sorrisos meigos. Depois de ver uns três vídeos você já percebe alguns trejeitos, umas colocações que são apenas dela, nem Saida tem. Pontua-se também pela meiguice, carisma, uma coisa de dançar bonito, suave. É rainha nos taxins - mesmo- e delicada nos baladis. E ainda se completa como coreógrafa e dançando tango. Aliás, foi dela a primeira fusão de tango com dança do ventre que assisti. E gostei.
Enfim, adoro, adoro, adoro e ela é Diva o suficiente para ser compartilhada!
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Ponto alto da diva: O sorriso bonito, e as mãos suaves. E o cabelo!
Ponto crítico da diva: Uma ou outra mania muito 'Saida' que ela ainda usa.
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Diva na net
Diva no Facebook




*no vídeo, Shahd interpretando Wahashtini, em Colette- 2007, primeiros 30 seg. embaçados*

8 de jul de 2009

No Media hoje




...Blood is on the dance floor
Blood is on the knife
Susie got your number
And Susie says it's right
She got your number
How does it feels
To know the stranger
Is out to kill

Pra dançar pela casa, no volume máximo e brincando de Susie. Blood on the dance floor, do Mike.

7 de jul de 2009

Feliz aniversário


Eu reclamava por ter que te abraçar em público...
Mas adorava ser tua pequena.
Me irritava tua maneira de falar alto...
Mas me divertia com tuas piadas.
Me envergonhava ao ser apresentada à teus amigos como 'a cara do pai'...
Mas ficava orgulhosa por ter pintinhas iguais as tuas.
Odiava tua economia...
Mas admirava teus esforços.
Não gostava de ser vigiada...
Mas ficava feliz quando você voltava pra casa.
Eu nunca disse 'Eu te amo' de forma espontânea. Oh, era brega!
Mas sempre te amei no silêncio...
Se eu soubesse que não era pra sempre; teria te abraçado mais, te ouvido mais, rido mais. Teria assistido mais filmes dos teus preferidos, teria ouvido todas aquelas músicas que você adorava. Teria feito um cartão de dia dos pais mais criativo, teria comprado um presente de Natal maior.
Teria me agarrado em tí.
Teria encostado minha cabeça no teu peito só pra ouvir teu coração bater bem forte no meu ouvido...
Teria te dado muito mais do amor que guardava dentro de mim.
Porque quando você se foi- e faz quase um ano- eu descobri que perder quem a gente ama, nunca pára de doer.
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Feliz aniversário, pai.

3 de jul de 2009

She told me her name was Billie Jean...

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Billie Jean. A maior e melhor.
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Acabei de assistir um Top 40- Michael Jackson, que durou 3 horas.
Nunca fui fanática, mas sempre fui fã silenciosa. Do tipo que mesmo sem gritar, reconhece que algumas coisas são eternas e algumas pessoas não se vão nunca. Michael é um exemplo.
Desde Sexta-feira passada estou às voltas para escrever alguma coisa sobre o homem que mexeu com o mundo, mas sempre que pensava em algo... me parecia muito pequeno, muito pouco perto de tudo que ele representou em vida. Eu lamento muito que ele tenha partido tão cedo. Acho que cinquenta anos, na concepção médica de hoje em dia, é pouco. Muito pouco.
Quando eu nasci, Michael já havia se tornado o rei do pop, com milhões de súditos, uma carreira apoteótica e seu nome já estava gravado pra sempre na história da música. Era o cantor fantástico, o dançarino completo e inovador, o coreógrafo perfeito. Era o show man capaz de levar milhões às lágrimas e aos gritos com um passo. Era único. Enquanto eu crescia, via ele consolidar esse sucesso enquanto sua vida pessoal perdia-se. Não precisava acompanhar os tablóides para saber todas as fases de seu temperamento. Ele era a notícia. Aos poucos, Michael recolheu-se do mundo e suas aparições tornaram-se esporádicas e polêmicas. O rei com seus demônios. Sempre fui cética em relação ao mundo do show businness então fiz pouco caso das acusações contra ele ao longo dos últimos anos. Lamentava sim, o resultado disto na vida dele. Como cantava Michael para a mídia, Leave me alone! Tenho certeza de que se o tivéssemos deixado em paz um pouco, ele ainda estaria aqui. Quando foi absolvido das acusações, infelizmente, Michael já adoecia por dentro. Depressivo, triste e atormentado, legou-se à solidão.
E mesmo distante, sua carreira falava por ele. O rei continuava emocionando com sucessos como Heal the World, onde pedia um mundo livre de injustiças; They don't care about us; gravada aqui em terra Brazilis, onde gritava algumas verdades; You're not alone, a mensagem amorosa à Lisa Presley; fazendo todos dançarem com You rock my world. Marcou a história com Thriller e interpretou aquela que é considerada a maior música pop de todos os tempos: Billie Jean. Dividiu o palco com Slash, Paul McCartney e tantos outros grandes. Como ele. Enquanto a mídia o enterrava e sufocava, Michael ainda cantava pelo direito das crianças, pela igualdade social, contra as diferenças raciais, pela preservação da natureza, em prol de um mundo melhor... Ainda cantava pelo que acreditava. E isto, com certeza, foi um dos fatores que o levaram ao topo. Apenas um dos, claro.
Fico triste pelo artista fabuloso que ele era, e que com certeza ainda tinha muito à acrescentar a música. Mas, de certa forma fico feliz, porque enquanto vivo, ele fez toda a diferença.
Michael fez o mundo chorar em vida e em morte. E se isto não o torna um imortal... não sei de mais nada.

27 de jun de 2009

Pro dia ficar melhor...

Hoje passo o dia todo envolvida com o São Leo em Dança. Então, deixo pra vocês um videozinho pra curtir no domingo =D

Música deliciosa, clipe delicioso. Cantor... hum uau uau uau!

video

*mejoganaparedemechamadeodaliscageeeeez*

23 de jun de 2009

A arte de ser um segredo


'Lembre-se Chiyo, gueixas não são cortesãs. E não somos esposas. Vendemos nossas habilidades, não nossos corpos. Criamos um mundo secreto. Um mundo somente de beleza. A palavra gueixa significa artista. E ser uma gueixa é ser considerada como um mundo de arte em transformação.' [Mameha]


Quando eu li Memórias de uma Gueixa há mais ou menos um mês, fiquei profundamente tocada pela história destas mulheres. O livro me fez chorar. O que para mim, significa que ele foi muito além de mero entretenimento.
O obra de Arthur Golden publicada em 1997, conta a história fictícia de Nitta Sayuri, uma mulher idosa que, quando jovem, seguiu uma das tradições mais antigas da cultura de seu povo: se tornou uma gueixa. Ditando suas memórias como se fossem verídicas, Sayuri recorda sua vida desde o momento em que foi tirada de um vilarejo pobre de pescadores e vendida a uma casa de gueixas de Kyoto. Chiyo, seu nome verdadeiro, é levada a um mundo desconhecido, de artes milenares e segredos preciosos, onde um olhar pode dizer mais do que qualquer palavra.
Dotada de uma beleza única, com seus olhos azuis plácidos, assim que chega a seu destino a pequena Chiyo é alvo de calúnias e maldades de Hatsumomo, uma das mais lindas gueixas de Kyoto, e também a pessoa que mantém, com seu trabalho, o okya (casa de gueixas) em que Chiyo vive. Amaldiçoada com a inveja de Hatsumomo e aos poucos desgarrada dos sonhos de ter uma vida feliz por uma série de infortúnios, o destino da menina só muda quando seu caminho cruza com o da lendária Mameha, uma gueixa respeitada e mais famosa que Hatsumomo. A partir desse encontro, Chiyo se transforma em Sayuri, e devido às habilidades de sua preceptora, aos poucos vai se tornando uma gueixa disputada pelas casas de chá e aclamada por sua delicadesa, inteligência e claro, por seus misteriosos olhos cheios de água.
Mas não só de dança, chá e quimonos é feita a vida destas mulheres. E é aqui que reside talvez o maior trunfo da obra de Golden. Em nossa visão ocidental minimista e preconceituosa, pensamos que gueixas são meras prostitutas. Que seus treinamentos as tornam mulheres de prazeres secretos e habilidades em sedução. Não poderíamos estar mais equivocados, como sempre. Confundimos a vida das mulheres treinadas para entreter, com a vida das mulheres sem futuro que sobreviram à Segunda Guerra e foram obrigadas a usar a tradição como figuração para se manterem vivas entre soldados americanos e uma Kyoto destruída.
A tradição diz que uma gueixa é uma artista. Deve usar sua beleza, sua feminilidade, seus dons, sua fala e gestos para entreter as pessoas e fazerem-nas esquecer do mundo por instantes. A partir da narração da vida de Sayuri, somos apresentados às verdades que o Ocidente desconhece, e o Oriente trata como segredo. Gueixas não são cortesãs. São treinadas desde pequenas para a dança, a música, a poesia como numa escola de teatro. Iniciadas em segredos de sedução, eles não devem ser usados para o sexo. Uma gueixa que deseja ser respeitada, não dorme com os homens que entrete. Tem no entanto, se for afortunada, um 'danna'. Um homem, a quem será ligada por uma pequena cerimônia, tornando-se seu protetor e mantendo-na da melhor forma possível. Sim, de forma quase triste, elas não são donas de sua própria felicidade se esta felicidade não condizer com a vida de uma gueixa.
Este é um dos dilemas da jovem Sayuri. Amar um homem que nunca poderá ter, e viver dentro de um mundo em que é a peça principal, a boneca perfeita, mas que não conforta seu coração ferido. Seus olhos são límpidos, seu sorriso é encantador, seus gestos são perfeitos. Mas seu coração vive nas sombras. E a beleza e agonia deste fato, toma o leitor de tal forma, que desejamos a cada página que um dia ela encontre o que procura. Porque se não achar, é como se nós mesmos, como espectadores, perdêssemos algo.
O filme, baseado na obra estreou em 2005 com direção de Rob Marshall e foi tão aclamado que acabou levando trêssOscars: melhor figurino, arte e fotografia, além de um Globo de Ouro pela trilha sonora. E posso dizer que ele faz jus a todos os prêmios. De uma beleza aterradora, conseguiu uma proeza que eu vejo muito pouco no cinema: reproduziu fielmente o livro. Personagens, cenas, trama. Pontos adicionais por ter a fabulosa Michelle Yeoh interpretando Mameha.
Eu me apaixonei pelo livro e pela película e os recomendo tanto para quem vive no mundo da arte e está em contato com muito dos dilemas vividos por Sayuri ao longo da vida de artista, quanto para quem quer apenas saber mais sobre a vida desta mulheres. Não entro no ponto se ele é um retrato fiel da cultura japonesa. Quando publicado, foi recebido de forma antagônica pelo Japão, enquanto flutuava pela crítica literária favorável no resto do mundo. Acredito que, fidelíssimo ou não, o livro é uma porta convidativa para um mundo desconhecido e mal interpretado.
Devo dizer também, que meu amor por Memórias de uma gueixa não se prende apenas ao descobrir uma coisa nova. Fiquei fascinada pela pureza da obra. Pelo sentimento delicado que transborda a cada página e se derrama em frente a nossos olhos como o chá sendo servido em uma peça delicada de porcelana.
Não somos gueixas. Não somos obrigadas a aprender o que não queremos, nem somos proibidas a amar pelas regras silenciosas do parâmetro social. Vivemos como queremos.
Mas ainda somos mulheres. Ainda sentimos. Ainda choramos. Ainda sofremos. Quando nos maquiamos e entramos no palco, somos outra. Nossos desejos camuflados e sonhos ficam para trás, enquanto nossa outra face resplandece. E talvez por isto, todas nós tenhamos um pouco de Sayuri dentro de nós. Um pedaço da pequena Chiyo.
Um resquício de gueixas.

'Ela pinta o rosto para escondê-lo. Seus olhos de águas profundas. As gueixas não podem querer. Não podem sentir. Gueixas são artistas do mundo flutuante. Elas dançam, elas cantam, elas te entretêm. O que você quiser. O resto é sombra, o resto é segredo. [ Sayuri]

Momento

'- Tu vai ser uma grande professora de História...'

Ouvi isso ontem, de um dos maiores estudiosos de arqueologia da terra brazilis. Ele veio até mim e disse de forma simples, com um sorriso, diretamente.
Acho que poucas coisas na vida são tão marcantes, quanto você ter seu esforço reconhecido pelos professores que admira.
Nos faz querer ir além. Sempre além.

18 de jun de 2009

Miscelândia

Eu ando tão sem assunto nos últimos dias que o blog anda às moscas. Ou talvez eu tenha assunto demais brigando por atenção, que eu acabo não priorizando nenhum. Num apanhado geral, deixa eu colocar as coisas em dia.
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~> Das curiosas: li Minos, do Marcos Villatoro ano passado e adorei. Até fiz uma resenha rápida do livro aqui pro blog e salientei algumas das qualidades deste romance policial fabuloso. Lembro que na época eu fiquei extremamente curiosa em relação a Dante e a Divina Comédia, porque no livro, o cântico 'Inferno' serve como mapa para o assassino escolher suas vítimas.
Hoje, enquanto navegava pela net, olhei pro lado e dei de cara com meu exemplar de Minos, todo vermelho e brilhante, como se me olhasse. Do nada a curiosidade de um ano atrás mostrou a cara e me ví pesquisando toda as referências da história. No momento, estou com cem janelas abertas, perdida loucamente entre os Cânticos, entre as gravuras excepcionais e fortes de Gustav Doré, e as xilogravuras impressionistas do De Humani Corporis Fabrica, escrito em 1543. Como amante de História todo esse material me carrega e me leva pra longe. A vida de Dante, suas inspirações para escrever A Comédia, sua visão da sociedade pecadora. E depois Doré... suas ilustrações para os cânticos são poderosas. Não, poderosas é pouco. São amedrontadoras... Fazem você sentir exatamente o quão desafortunado são os que nadaram nos rios de pecado de Dante. E por último Versalius, e seu De Humani Corporis Fabrica Libri Septem , que é considerado um dos mais influentes livros científicos de todos os tempos, conhecido sobretudo por suas ilustrações, algumas das mais perfeitas xilogravuras jamais realizadas...
Eu estou literalmente afundada no Inferno de Dante.
E adorando. Fica a dica.
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(A pintura ilustra o famoso episódio do Quinto Canto do Inferno de Dante, no qual Dante e Virgílio vêem Paolo e Francesca, condenados à escuridão do Inferno com as almas cheias de luxúria)
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~> Saindo da morbidez de Dante, na dança estamos nos últimos ensaios antes de festival. Vamos para o São Leopoldo em Dança no fim de semana, dia 28, levando três coreografias de grupo. Dois folclores e uma moderna. Como em todo pré-festiva, estou em nervos. Acho que não ensaiamos o suficiente. Acho que deveríamos varar tardes dançando. Acho que meus arabesques deveriam ser mais altos e meus ombros mais alinhados. Sei que daqui a uma semana vou estar mais neurótica. Eu sempre fico neurótica, detalhista e perfeccionista pelo menos uma semana antes. Tão perfeccionista que não sei como minhas colegas ainda não me chutaram pra fora do estúdio. dizendo.
E pra eu ficar mais calma[1]: vamosserjulgadaspelaanabotafogo aaaaaaaahhhh
Pra eu ficar mais calma[2]: finalmente, temos uma categoria única pra Dança do Dentre. *palmas palmas palmas* não vamos competir com os argentinos que dançam com garrafas na cabeça, nem com o Street, nem com os flamencos, nem com o diabo a quatro. Competimos com a raia. Bom ou ruim, vamos descobrir dia 28.

9 de jun de 2009

O livro, um colecionador e os ossos



Sei que um livro é bom o suficiente quando ele me tira da internet. Fato.
O Colecionador de ossos, de Jeffery Deaver é um daqueles livros que te tira do mundo, te joga de cara na história e não te deixa sair de lá até ter acabado de ler. Esgotado, mas satisfeito.
O thriller, escrito em 97, foi tão aclamado pela crítica que virou filme com Denzel Washington, interpretando o tetraplégico e brilhante Rhyme e Angelina Jolie, na pele da patrulheira linda, artrítica, mas sem um pingo de ambição, Amélia Sachs.
O bom é que, como eu assisti o filme há uma pá de anos, esqueci totalmente a identidade do assassino frio que leva a história. Então, tirando uma cena e outra da película que me vem à memória, é tudo novidade no romance. O que claro, torna a leitura ainda melhor.
Rhyme é um brilhante criminalista, que após uma acidente no trabalho fica preso para sempre em uma cama, vivendo dia após dia o sofrimento de só poder se mexer do pescoço para cima e o dedo anular da mão esquerda. Suas limitações estão prestes a leva-lo ao suicídio quando um caso de sequestro seguido por morte é levado à ele e consegue por instantes tira-lo do estupor da vida que leva. Em minutos o caso, até então sem nexo, ganha luz sob os olhos e a mente rápida de Rhyme e ele passa a ser o mentor da investigação.
Já Amélia, se liga ao caso sem querer enquanto faz sua última patrulha antes de ser transferida, e é chamada para averiguar o local do primeiro crime. Contra a vontade, ela passa a trabalhar com Rhyme e envereda-se por um caminho do qual nunca sonhou em fazer parte: a investigação criminal e a mente obscura de um psicopata.
O que me chamou atenção de início, além da prosa perfeita e instigante de Deaver, é que a personalidade de Amélia vai contra a descrição da maioria das mulheres de romances policiais. Ela não possui a raiva latente de Romilda Chacón em Minos, não sente falta da ação como a durona Jane Rizzoli, de O Cirurgião, nem tem a força e a vontade de se provar perante o mundo machista da investigação como a eterna Clarice Starling de Silêncio dos Inocentes. Amélia é uma acomodada. Sente-se satisfeita com sua posição na polícia, não almeja nada mais, nem sonha subir no escalão do centro investigativo. Fica tão insatisfeita por estar na investigação de Rhyme, que o odeia por quere-la no caso e não entende o porque de ele querer isso de uma patrulheira sem um pingo de experiência na área.
O que ela não vê, nos é apresentado assim que Rhyme a escolhe. Ele enxerga nela o senso crítico e analítico para uma cena de crime que a maioria dos homens com quem trabalha já perdeu, ou nunca possuiu. Percebe a mente que trabalha, apesar de ela não dar valor à isto. E acima de tudo, instiga à ele, o fato de Amélia estar se lixando para sua fama e sua condição física. Ela não o trata com pena, nem com medo. Ela sente raiva de Rhyme e isto, para o ex-policial, é uma novidade e tanto.
Outro destaque é a mente do Colecionador de Ossos. Não é um aventureiro descuidado. Não é burro, nem volátil. É inteligente, rápido, experiente e diabólico. Ele sabe exatamente o que está fazendo e não se importa de brincar com a polícia, ao deixar pistas suficientes para que seja encontrado por alguém tão inteligente quanto ele. É um jogo habilidoso em que o Colecionador dá as cartas e blefa à vontade.
Todos estes pontos transformam a leitura em uma viagem. Você precisa saber o que vai acontecer a Amélia. Necessita desesperadamente saber se alguém será salvo do Colecionador. Deseja, de maneira esperançosa, que Rhyme levante da cama de forma milagrosa e fique com Amélia. Quer descobrir o que guia a mente do assassino arrepiante...
Acho que estas vontades são a chave para classificar o livro como digno de ser lido e recomendado. E, O Colecionador de ossos é com certeza a leitura perfeita pra quem deseja sair de casa sem levantar do sofá e a que acaba te mantendo acordado até madrugada, na ânsia desesperada de saber o final.
Deslumbrante.

8 de jun de 2009

... la vida pasa, hoy pasa...

Me paso la vida pensando en lo bueno y lo malo
mi mente está triste
me siento algo extraña
mi cuerpo se agota, mi alma lo nota
de ver en el mundo
mentiras de otras bocas
la loca envidia que trae la mentira
palabras tan falsas
que por mi mente pasan, hoy pasan.

El tiempo se pasa, y los años me cansan
me enervan mentiras
que trae gente vana
el tiempo está en viloyo sé que me pasa, mentiras, palabra
sy todo es una farsa
tengo un momento de ansias mundanas
quisiera decir lo que siento
en mi alma que la vida pasa, hoy pasa.

Y en mí, y en mí, y en míy
en mí mundo nuevo te voy a olvidar
las aventuras que he podido vivir
y en mí, y en mí
no aguanto mas historias así
...y en mí.
(Lo Bueno y Lo Malo- Chambao)

É uma das músicas mais lindas que já ouvi, e no momento, me enche de lembranças...
Às vezes, o que passou é bonito demais para se desistir, apagar ou esquecer.
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*pra quem quiser ouvir está neste cd.*

5 de jun de 2009

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"Eu não sou Deus. Deus tem barba branca e escreveu o Código Da Vinci"

.Homer Simpson.

3 de jun de 2009

The best of the week

~> Na dança, Festiva se aproximando. Muito trabalho, muito suor, muitas horas ralando. Mas a gente sabe que resultado sempre compensa.
~> No fashionista, mudando algumas coisas. Cabelo, estilo, coragem.
~> Nos vícios, caí por Gossip Girls. A série é um fetiche. É poderosa, quase má. Manhattan é uma selva e a escalada social é uma briga de leões.
~> No Media, Kings of Lion. Delícia de som. Delícia de voz. Delícia de músicas.
~> Na TV, Coluna MTV. Muita música boa desconhecida para ser descoberta. Pitada de boho nas madrugadas de Sexta-feira.
~> Na net, Twitter!
~> Dica da semana: pras fashionistas o 'as mais estilosas', é um prato cheio de looks, referências e distração. Pra quem pirou, chorou, gritou -como eu- ao ver o trailer de New Moon, quase morreu ao ver Kris e Rob encenando um beijo no MTV Movie Awards, ou ainda pra quem raxou de rir quando Kristen derrubou seu prêmio durante o agradecimento- fazendo jus a Bells- o Foforks está atualizadíssimo.

26 de mai de 2009

Que música você...

Eu sou totalmente passional em se tratanto de músicas, então nunca poderia afirmar, com certeza absoluta, que existe uma música da minha vida... Minha vida é feita de músicas. Da mesma forma, não posso dizer que há uma única música que represente minha vida na dança. Cada momento, cada ano teve uma em especial... Escolher uma só, é maldade =D
Passeando pelos blogs de dança achei uma listinha musical divertida de se fazer e o modifiquei um pouquinho pro Arabesque.
Bem, se eu não posso escolher uma única música para dançar...ao menos posso escolher uma para cada momento!

Que música você dançaria...

... agora? 'Yearning'
... que te deixa feliz? 'Eres Tu', 'Darb Al Habaib'
... que te arrepia? 'Papeles Mojados'
... com banda? 'Hayart Albi', 'Andah Alek', 'Wahachtini'
... em palco? 'Entel Hob'
... em homenagem a um amigo(a)? 'Drama Queen', 'New Baladi' um derbak
... em homenagem a sua professora? 'Secret El Hob' ou 'Fi Iom U Leyla' [na versão lenta...]
... que te traz boas lembranças? 'Kol youm Fi Omry', da Elissa. Pelos meus primeiros meses de dança...
... em homenagem a alguém da família? 'Inta Omry' , pra minha mãe
... de outro estilo? 'Un Amor', 'Ay Mi manera', 'Será'.

22 de abr de 2009

Loucura³³³

Ela me odeia.
Ela rí de mim.
Não importa o quanto legal eu seja com ela, ela ainda me odeia.
Quando eu penso que a compreendi, ela mostra outra face e saiu por cima.
Rindo, claro.
Porque ela pode ser tudo, menos baozinha. Ela é má. É má porque sabe o quanto é bonita, poderosa e superior. Oh, ela sabe que pode. E isso é uma vantagem grande demais para ela.
Ela me tira o sono. Me leva às lágrimas. Me deixa louca.
E eu a odeio mais ainda porque sei que a amo.
Ela sabe que eu sou dela. E pisoteia nisto.

'Yearning' é a música que está fazendo isto comigo.

Yearning é a música que está me tirando toda a sanidade...
É a música mais sacana, egoísta e má que eu já conheci.
E é também a mais apaixonante que já encontrei pelo caminho.
Mais um mês e precisarei de uma camisa de força.
Yearning tem todo o poder sobre mim. E é como se ela soubesse totalmente disto...

12 de abr de 2009

Claymore


Pra quem curte anime/mangá [o desenho e a revista respectivamente] minha dica: Claymore.
Fazia tanto tempo que eu não assistia anime novo que esta semana segui a dica de um amigo e baixei essa obra recente de Norihiro Yagi [recente pra brazuca, porque lá na terrinha dos mangás, Claymore saiu em 2001].
A história é um conjunto de clichês já bem conhecidos por quem curte o assunto, sem deixar de ser extremamente interessante de assistir e ler.
Num mundo alternativo medieval, humanos coexistem com criaturas chamadas Youma, seres sensitivos que se alimentam de vísceras humanas. Quando fazem isso, os Youma adquirem a forma física da pessoa e suas lembranças. Para tentar deter as criaturas, uma organização secreta criou uma ordem de guerreiros poderosos. No momento atual, a justiça é feita apenas por guerreiras Claymore, seres híbridos, criados por experimento pela organização: metade humanos, metade Youma, daí sua força e habilidade para destruir os seres maléficos.
A história é muito bem escrita e o traço de Norihiro é bastante bonito. Já no anime lançado pela Madhouse, as guerreiras ganharam um traço mais anguloso e longuilineo. Claire, a protagonista é bastante melancólica e cheia de lembranças dolorosas, uma característica uniforme da maioria dos mangás guerreiros. Como em CDZ ou Fullmetal um dos pontos fortes da história ainda é o passado escuro e cheio de segredos e dores dos personagens.
Não original, mas muito bom de ver.
Acho que o mais significativo está na solidão das guerreiras Claymore. Ainda quando crianças elas são transformadas pela organização, num processo longo e doloroso. Ela sabem que a partir daí serão seres solitários. Porque apesar de serem duas criaturas dentro de uma, não fazem parte de nenhum mundo afinal. Não podem viver entre humanos por serem muito diferentes com seus olhos prateados e seu metabolismo diferente; nem entre Youmas por não serem completos monstros. Seu destino é vagar fazendo seu trabalho, passando de vila em vila. Até o dia em que as menos afortunadas, acabam tendo que morrer se sua metade Youma se tornar muito forte.
É um anime triste e cheio de valores e idéias bonitas a serem consideradas. Amizade, fidelidade, coragem e força. Como aliás, na maioria dos mangás e animes.
Por isso eu sou tão apaixonada por essa arte. Você nunca vai assistir ou ler sem aprender alguma lição valiosa sobre a condição humana, mesmo em mundos alternativos ou com criaturas diferentes.
Claymore claro, não poderia ser diferente.

8 de abr de 2009

La Fey...


"Em vida, chamaram-me de muitas coisas: irmã, amante, sacerdotisa, maga, rainha. Na verdade, agora cheguei a ser maga, e poderá vir um tempo em que tais coisas devam ser conhecidas. Verdadeiramente, porém creio que os cristãos dirão a última palavra. O mundo da fadas afasta-se cada vez mais daquele em que Cristo predomina.... "
[As Brumas de Avalon- Marion Zimmer Bradley]


Fazia muito tempo que eu não pensava em Morgana...E ela já ocupou muito meus pensamentos há anos atrás.
Morgana La fey. Morgana das Fadas. Morgana bruxa, Morgana rainha. A mãe, a irmã, a criança, a maldita. A detentora da salvação e da destruição. Morgana é um personagem tão complexo e conturbado da mitologia que ficou gravado na lendas e tradições dos povos antigos e se perpetuou pelos anos até se tornar ícone de um povo extinto e mágico.
Lembrei de Morgana há uns dias ao ler um post bonito da Luana sobre As Brumas de Avalon. De repente várias lembranças boas me vieram a cabeça do tempo em que eu passava horas intermináveis aprendendo-por conta própria- tudo que pudesse sobre Avalon, mitologia, magia e os celtas. Acho que todo mundo passa por uma fase, mais ou menos lá pela adolescência, em que aspiramos a magia e suas vertentes como modo de vida ou como um jeito de suplantar o vazio que nenhuma religião preenche. Eu tive minha fase e trago muitas coisas maravilhosas dela.
Durante quase dois anos eu me dediquei a todo esse universo da magia natural, primeiro por curiosidade, depois porque realmente era o que respondia todas minhas duvidas espirituais e abrangia diversos panteões e crenças, sem normas ou preceitos pré-estabelecidos. Eu só precisava acreditar. No que, era eu quem decidia.
Pelo caminho -quase sempre pedregoso, pontilhado de preconceitos e ignorâncias- me encantei com o trabalho de duas escritoras maravilhosas. Marcia Frazão e Eddie Van Feu. Marcia sintetiza a bruxa que existe dentro de toda mulher. Geniosa, criativa, alegre, autêntica. Sua magia se desenvolve em cada pedaço da vida e pode ser encontrada em todos os momentos. Não conseguia parar de pensar ao ler, que ela era uma geniozinha travessa. Nunca esqueci como Marcia trazia todo o panteão de deusas gregas para dentro de casa como se elas fossem suas vizinhas de porta [se você não estiver entendendo bolufas do que estou escrevendo, tente ler algum livro dela...vai pegar num segundo ;)]. Eddie Van Feu é a magia pura. Sabe a fadinha boa dos Contos de Fadas? Eddie é a personificação de uma. Dona de uma sabedoria incrível e personalidade forte Eddie lutou contra muitos preconceitos até conseguir que a magia fosse encarada com seriedade e normalidade pelas pessoas. [E a gente que vive sob o estigma de dançar uma 'dançazinha de Salomé' sabe muito bem como é viver sob estas rotulações sabendo que elas são infundadas]. Um dia ela acordou e resolveu botar a boca no mundo contra toda a hipocrisia contra a magia. Eddie criou uma das revistas de magia natural de maior circulação nacional hoje e tentou colocar os pingos nos is, e os tracinhos nos lugares certos. Donde é que já se viu, a crença mais antiga do ser humano, a religião de todas as religiões suplantada pelo véu negro da mediocridade? É realmente triste se você parar pra pensar que uma das crenças mais bonitas do homem, totalmente baseada na natureza e no respeito mútuo pela vida tenha sido dizimada em favor de um Deus vingador (e quem disse que Ele era? o coitadinho nunca mandou ninguém dizimar ninguém. O homem tomado pela fé cega- aliada a política- é que fez burradas com o Seu nome).
Eu aprendi muito com Eddie. Aprendi a respeitar tudo que vive ao meu redor. Aprendi a ver os significados dos gestos pequenos e a preciosidade que são os momentos em que passamos com quem amamos. Enquanto que com Marcia eu entendi a magia feminina, com Eddie aprendi a magia do mundo. A que move o tempo, que governa a natureza, que vive em cada um de nós. Aprendi que Deus não é vingador nem deseja a morte de seus filhos, nem a dor de quem amamos. Somos humanos e nossas escolhas é que nos levam ao que acontece durante a vida. Ele [ou qualquer que seja a força que acreditemos, no meu caso ela não tem nome, nem face específicos] nos dá a vida e junto com ela o livre arbítrio. Para o bem e para o mal. Depende de cada um escolher o seu caminho.
Nós somos nossas escolhas.
Enveredei por muito tempo pela magia aprendendo todos os dias e absorvendo como uma esponja. Depois de quase dois anos de estudo acabei não usando-a de maneira practual, mas ela permaneceu em pequenos gestos do dia a dia e nas minhas atitudes e escolhas. Dançar é uma extenção da magia... Acima de toda a técnica e exigências, ainda há a base ancestral que grita pedindo socorro cada vez que corre o perigo de ser esquecida. Eu danço e ela renasce. Eu olho pra lua e ela renasce. Eu relembro dos rituais sazonais e ela renasce. Está em todo o lugar por mais que a gente corra durante o dia.
E Morgana onde fica nessa história toda?
Morgana é uma das faces da natureza, e lembrado dela acabei reconectando-me a todos esses momentos. La Fey atravessou a história como uma das faces do paganismo, a versão etérea e inacessível da deusa Morrighan dos Druídas. Morgana me traz lembranças maravilhosas...
Um dia me questionaram se eu acreditava em todas as lendas arturianas. Ora, claro. Não dizem que lendas são baseadas em fatos? Em algum lugar do passado remoto e humano quando os celtas ainda habitavam de forma livre as terras da Bretanha é totalmente plausível que os personagens lendários tenham vivido. Por que não? Reis, rainhas e guerras sempre existiram em todos os lugares.
E se eles estiveram lá, lutando nem que fosse por territórios e leis, ela também pode ter estado...
Morgana La Fey na verdade sempre existiu.
Ela é a face mágica que existe dentro de toda a mulher...

24 de mar de 2009

Russa na área!


Nossa, até parece que foi ontem que comentei aqui sobre Ansuya e sua presença na Feira Harem 2008... Bom, o tempo passa, como não poderia deixar de ser, e lá vem mais uma Feira. E este ano teremos russa, não gringa!
Eu vou ver Nour, eu vou ver Nour, eu vou ver Nour!!
Nour está mais ou menos no 13°, 14° lugar das bailarinas que eu gostaria de ver ao vivo um dia... [é sério, eu tenho uma lista =p] e eu realmente, nunca realizei -la de verdade. Sabe, bailarinas-que-eu-quer-ver-mas-é-total-fora-ser-realizado.
Mas não é que acontece?
Uma das melhores coisas da Feira toda, é a mostra aberta. O que há de bom e ruim na região sempre dá as caras por lá. Esse ano, aposto meus livros de Twilight (ui) que de 10 danças, 90% serão indianas, e dessas mais da metade usarão Nari Naran. As outras 10% serão Tribais.
Há.
Fácil demais.
Mas enfim, se for metade divertido do que foi ano passado, [tiozinhos árabes, Arguilé, dança em cima da cadeira e comida ruim] já está de bom tamanho. E com Nour!

14 de mar de 2009

Del estupendo grito, de la tristeza loca... Serena


Eu dedico um amor leigo ao Flamenco.
Leigo, porque o pouco que sei se resume a conhecimento histórico. Tecnicamente, não sei quase nada e o 'quase nada' que sei, nem tento reproduzir pra não pagar mico. Mas leigo ou não, eu amo de paixão.
Ano passado, quando passei por aquele período turbulento na dança -quem acompanha o blog há uns meses deve lembrar- eu quis tentar algo diferente para espairecer e fui atrás de aulas de Flamenco. No entanto, quando já estava tudo certo para ter uma aula experimental as situações convergiram e acabei tendo que deixar esse teste de lado e não surgiu mais oportunidade de tentar.
Mas não me queixo, porque na época as coisas na dança voltaram ao normal e muita coisa me manteve ocupada e bem, durante aqueles dias.
Assim com em DV, não lembro quando, nem como me apaixonei por Flamenco. É dessas coisas da vida que existem, ou aparecem quando menos se espera. Só sei que sempre achei esteticamente lindo e emocionalmente encantador. Toda vez que tinha a oportunidade de assistir, era engolida por toda a beleza e a magia que existe nessa dança. Sabe, de se arrepiar e ficar imaginando como seria dançar aquilo, daquela maneira, com aquela emoção? É, bem isso. [o mesmo que acontecia quando via algo de DV].
Acho que foi por toda essa admiração existente, que fiquei tão mexida ano passado quando uma coreo de flamenco-árabe foi montada e eu não pude participar porque não ia na aula em questão. Bem, vocês lembram, quando falei da tal música que mexia total comigo, que me deixava em lágrimas... que doía. A música em questão era uma flamenco-árabe, que eu nunca poderia dançar apesar de amar. Passei mal bocados tentando superar a tal música.
Aí aconteceu que no começo deste ano, a coreo ganhou sinal verde pra ir pra festiva e eu fui convidada a dança-la.
Dançar 'A' música.
Dançar flamenco.
Dançar a coreo pelo qual tinha chorando litros...
Nem vou descrever como eu fiquei quando a professora me fez o convite... Acho que eu só não saí gritando como doida, porque eu estava chocada demais pra gritar. Mas o que senti suplantou qualquer emoção de muito tempo... Bem, quem leu aquele post em que eu falava da música deve entender um pouco.
Agora estou as voltas em pegar a coreografia, em me acostumar com a saia, pegar os trejeitos. Dificil, e eu me sinto atrapalhando o grupo na maior parte do tempo (meu lado eu-não-sirvo-pra-nada-só-atrapalho-que-eu-to-fazendo-aqui? que surge la de vez em quando). Mas continuo empolgada apesar das recaídas de auto-estima.
E é flamenco!!!- misturado, mas mesmo assim, flamenco!- Flamenco apaixonante, flamenco gritante. Se a palavra da Dança do ventre é feminilidade, a do flamenco é paixão com toda a certeza. Paixão física, emocional, nua, crua, soberba. Quem não sente o sangue pulsar mais forte nessa dança?
Magia.
Existe um bocado de magia no flamenco. Magia, misturada à paixão, com uma pitada de tradição. O resultado é uma dança tão marcante que é impossível não querer sentir o gostinho um dia... Eu estou adorando aprender um pouco,mesmo que numa fusão. O toque está lá. O calor também. O ritmo...
E sentir uma pitada disto não tem preço.
Dançar esse calor, é uma extensão de toda a magia...
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* Trilha Sonora do Post: A Mi Manera , Gypsy Kings *

7 de fev de 2009

De Austen, com amor


Razão e Sensibilidade é uma daquelas histórias que vai contra todos meus princípios femininos pessoais. - Não casar, não ter filhos, nunca estar a mercê de um homem. Sim, eu sou do contra.
Depois de tanto receber dicas, me entreguei à leitura de Austen e mesmo tendo em mente claramente que o livro é de uma época arcaica, onde a mulher só era feliz se fosse casada e tivesse algumas crianças, não pude deixar de ficar indignada com várias, várias partes em que se mostra a mesquinhez masculina e a devoção quase religiosa feminina para com os homens.
Marienne é tão apaixonada que se torna tola, Edward não tem coragem o suficiente para lutar pela mulher que realmente quer, Brandon parece algum tipo de boneco sem vida e Elinor, apesar eu ter me identificado em algumas coisas com ela, é pacífica demais; controlada demais; consciente demais. Desejei que ela explodisse em algum momento, ela realmente precisava.
Mas não é uma crítica negativa à Austen ou ao seu livro. Entendo completamente seu ponto de vista, e sua colocação de personagens, que se assemelha total com sua época. Provavelmente ela também estranharia se numa loucura do tempo, tivesse acesso a um dos romances da Nora Roberts. [Eu juro, pagava pra ver a cara de Jane ao ler 'Montana Sky'!]. Só é bastante frustrante ler e ficar louca com a falta de livre arbítrio da mulher naquele tempo.
No fim das contas, eu gostei mesmo foi da antagonista Lucy Steele. Fria, esperta, rápida, e calculista. Do tipo que sabe bem o que quer e quando quer. Não menos apaixonada ou idealista. Mas com um bocado mais de coragem e audácia. Lucy é um retrato retrô de muita mulher moderna.

E mesmo sabendo o que me espera, agora vou ler Orgulho e Preconceito. Sou do contra, mas também sou curiosa, e esse livro me atiça há muito tempo.
Feminismos e leituras a parte, o negócio é que eu fico bem feliz de ter nascido na época em que nasci!

3 de fev de 2009

Qual É A Sua Música?




Uma das coisas mais bacanas em relação à dança, é quando nosso gosto musical começa a se definir.
No começo a gente gosta de tudo. Tudo mesmo. Dos tuns, dos tás, dos habibis e dos yallah. Das mais dançantes, às mais calminhas, das modernas -que eu não sabia que eram modernas- às clássicas- que eu não sabia que eram clássicas. Tocava na aula, era uau!
Na verdade, eu ainda amo todas e não há uma que não me faça mexer um pouquinho. Mas falo em questão da definição, de gosto. Depois de um tempo, você tem as suas preferidas, as que mexem com seu corpo, seu coração e tremem na sua alma. Alguns ritmos caem bem melhor do que outros, e você já sente do que gosta mais. Batidas? Ondulações?
Vejo por mim. Eu comecei com Amr Diab, um pouquinho de Elissa, e muitas modernosas, estilo 'arabian night' [não necessariamente em aula, mas o que eu baixava]. Eram lindinhas, mas meu corpo parou de responder com entusiasmo depois de um tempo. Eu simplesmente não conseguia encaixar nada nelas.
Eu não era uma moça pra moderninhas. Fato.
Depois de alguns meses, eu senti uma quedinha por derbaks. Baixei tantos quanto meu pc podia aguentar. Me apaixonei pelo som, pelo instrumento e por toda a complexidade da música. Eu ouvia por horas a fio, pegando nuaces, ouvindo das batidas mais escondidas, às mais altas e tentando interpretar. E novamente não casou comigo.
Eu não era uma moça para derbaks. Infelizmente.
Então, quando eu já estava entrando em desespero [coisa que vocês bem sabem que acontece mesmo comigo...] eis que eu caí de cara nas Clássicas. Foi mais ou menos como entrar em uma loja de roupas em plena véspera de Natal, com um desconto de 70 % piscando em letreiros de neon sobre a porta. Saca a idéia?
Furioso. Arrebatador. Assustador. Inesquecível.
Eu era uma moça de Clássicas! Finalmente.
Então, de lá pra cá comecei a cultivar um relacionamento de amor profundo por essas preciosidades. Eu ouvia por horas e o melhor de tudo: meu corpo respondia à elas! Não travava, não emperrava, não caía. Fluía.
Bom, depois descobri que minhas Clássicas, não eram só Clássicas. Na verdade o tipo que eu gosto se divide em algo como Tradicional, Clássica e Oriental Routine. [ Explicado por msn pela preceptora que tem toda a paciência do mundo para minhas perguntas intermináveis. Tirar minhas dúvidas não é a coisa mais fácil do mundo. Ela merece um chocolate.]
Então, depois dessa minha curta, porém satisfatória estrada eu já posso dizer que descobri meu gosto musical na DV, o que talvez pré-defina meu estilo. Mas o estilo é outra história, pra outro post.
Eu sou a menina das Clássicas, Tradicionais e Oriental Routine. \o/

Pra uma indecisa, inconstante, sentimental e louca como eu, é uma grande descoberta!

1 de fev de 2009

Dance, friends and rock n' roll

'There's a heaven above you baby...'

. Passei a tarde assistindo shows do Guns, com outras duas viciadas. Nós rimos. Nós gritamos. Nós pulamos. Voltar aos 15, é tudo de bom. E reviver Axl, não tem preço! Welcome to the jungle baby!
. Rí de tudo e de nada durante um almoço com pessoas especiais. Acho que quando você encontra pessoas que seu coração reconhece, o mundo fica mais fácil!
. Voltamos à ativa na dança, com algumas mudanças, muita energia e novidades. E aquela música que me faz sentir muito, que me consome, vai ser trabalhada durante o ano. Por muito tempo eu vou vê-la, ouvi-la e só imaginar como é estar entre suas notas e suas ondulações. Apenas imaginar, mesmo desejando do fundo do coração. Ao infinito e além!