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14 de mai de 2008

Pra Viajar


Uma coisa boa no meio de tanta merda.
Achei um livro que me faz querer atravessar a noite.
Cavoquei os 'saldos' da Feira do Livro que está acontecendo aqui na cidade e achei Minos por R$ 10,00. Sim, juro. (Aí só pra saber, fui olhar na net e na Submarino tá R$ 50, =p adoro essas coisas). Assassinatos, um serial killer, uma detetive - adoro romance com mulher mandando na bagaça. Se estiver armada fica mais emocionante ainda - uma trama bem armada e tá feita a festa.
Não conhecia o autor, nem sabia do livro, mas olhando agora parece que a detetive Romilia Chacón (sim, uma latina, também gostei disto), já é protagonista de três livros do gênero. Neste, o segundo, ela se vê as voltas com Minos um serial Killer que age como o demônio mítico do Inferno de Dante, levando suas vítimas aos círculos do inferno e que seis anos antes assassinara de forma cruel a irmã mais velha de Romilia.
Uma coisa que eu achei interessante é que o possível par romântico de Romilia é um traficante que ela está tentando prender, o que torna a coisa complicada... E ele não é só um traficante de boca, é o manda chuva de um cartel de drogas poderossísimo. E eu que adoro uma melação, já estou imaginando como Romilia poderia ficar com ele. Não que ela queira, ou ele, but it's so cool!(Impossível não é. Quem lembra do final de Hannibal do Thomas Harris sabe do que eu falando. O livro, não o filme).
Aliás, Romilia é comparada a bem-amada de Hannibal, "Romilia Chacón é tão cativante quanto uma outra heroína do FBI, Clarice Starling. E tão vulnerável quanto."
Não sei. Clarice é diva mor de todas as policiais da ficção, não tem comparação...
Mas ainda não acabei. Quem sabe Romilia não seja tão boa quanto? Certeza só, de que Minos não será como Lecter.

13 de mai de 2008

Byron

"It's vaion to struggle, let me perish young..."

12 de mai de 2008

Uma menina, a Morte e os Livros Roubados

"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado
direito"
.
"Veio o verão para a menina que roubava livros, tudo
corria bem. Para mim, o céu era da cor dos judeus."
.
"A única coisa pior do que um menino que detesta a gente.
Um menino que ama a gente."

.
"Ele mexe comigo, esse garoto. Sempre. É sua única
desvantagem. Ele pisoteia meu
coração. Ele me faz chorar"
.
(A Menina que Roubava Livros- Markus Zusak)

Esse livro passou um mês na minha mesa. 30 páginas e estranhei a narrativa. Deixei pra outra hora.
Dia 1° de Janeiro, pós virada, eu estava um bocado triste e querendo ver o mundo todo cinza. E ainda não tinha nada pra fazer. Resolvi dar mais uma chance pra menina que surrupiava livros.
Não lembro de ter feito mais nada durante as horas seguintes a não ser uma pausa para dormir.
Foi incrível. Numa hora eu estava na página 30, na outra na 200. Logo estava acabado e eu lá com uma sensação de nostalgia sem tamanho.
Era fascinante. Era lindo.
É um desses livros que você ama ou odeia. Não há meio termo. Eu amei.
Amo.
Se eu tivesse que usar somente uma palavra para descreve-lo seria 'puro'. Puro como a neve antes de ser manchada pela guerra. Ele tem uma prosa cheia de sentimento, do tipo que faz o seu coração ficar apertado ou um sorriso bobo surgir na sua cara. Oscilar entre felicidade e tristeza. Capaz de te levar para a vida dos personagens e vê-los com uma clareza absurda. Caminhar ao lado deles, dormir e sentir o mesmo frio, a mesma fome, a mesma dor.
Dor... Em alguns momentos ela é tão real que te faz chorar. Chorar por Liesel Meminger, a protagonista que sem querer enganava a Morte e gostava de pegar livros sem pedir. Liesel que tinha um coração enorme para alguém tão pequena. Chorar por Rudy que só queria um beijo. Eu chorei muito por Rudy. No final você se pega desejando ardentemente poder abraçá-lo. E querendo que o beijo tivesse sido muito antes...
E a Morte, que narra a aventura de Liesel numa Alemanha desumana, parece tão camarada que você a convidaria para um chá se tivesse a oportunidade. Um chá onde ela lhe falaria sobre o medo que sente dos humanos e sobre as cores do céu quando alguém parte. Porque sim, o céu tem sempre uma cor diferente para cada alma. E ela observa cada uma com apreço especial.
É um livro que não se esquece. Daqueles que ficam gravados na mente e volta e meia surgem e te fazem sorrir porque valeu a pena... Valeu cada linha.

" três vezes a menina que roubava livros"