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12 de ago de 2008

A Saga da Solista, parte 1 - Em Busca da Música Perfeita

Eu tenho o blog há sei lá, uns meses. Fico aqui tagarelando sobre DV, sobre o que aprendo, o que não aprendo, sobre todo esse mundo e tal. E essa semana ao pensar num post me dei conta de que nunca mencionei aqui uma das coisas mais importantes na vida de uma bailarina e que está acontecendo comigo.

Este ano sou solista.

E sei lá porque cargas d'água nunca postei sobre isso. Ou talvez eu saiba. Ou não. Enfim, mencionado, vamos a questão.

Isso ficou decidido bem no começo do ano, em um uma reunião da Cia. Passado o susto inicial começa o trabalho. Música. Logo eu que me apaixono por uma música diferente todos os dias e imagino todas sendo dançadas, precisava decidir por uma. UMA. Tristeza isso...

Uma clássica? Não, longas demais. George Abdo? Não, mais impacto. Derbak? Nãããão. Moderninhas? Nunca. O que eu posso dançar?

Taxim. Baladi. Taxins que escorreguem pelo corpo e baladis que explodam no palco. Isso me faz vibrar sempre que ouço, me emociona a ponto de chorar. Sempre fui apaixonada por esse estilo de música, talvez de tanto assistir as argentinas e ouvir Mario Kirlis... uma das coisas que mais me encanta na dança das diosas argentinas é a maneira com que interpretam os taxins e baladis e como esse tipo de música parece fazer com que as pessoas vibrem junto - Eu sempre vibrei com elas.

Decidido então o tipo, faltava a música. Coisa básica.

O problema com os baladis argentinos é que eles sempre são mais majestosos ao vivo do que nos cds, onde ficam um pouco apagados, sem tanto poder. E eu queria algo poderoso, que provocasse uma reação bacana e mexesse comigo. Assisti vídeos incontáveis, ouvi diversos baladis diferentes, conheci um punhado de bailarinas ótimas e ruins. Mas o que eu procurava mesmo, parecia não existir.

Mas existia. Passeando pelas argentinas -como sempre- me apaixonei pela Princesa Maiada e fui assistindo tudo que encontrava sobre ela, até chegar a um de seus baladis.

Quase chorei... Me apaixonei na hora. Finalmente tinha encontrado a MINHA música!

Acho que quem já passou por isso sabe como é. Quando você encontra a que mexe com cada nervo do seu corpo, que faz cada pedaço vibrar! É muito bom.

O nome é 'Baladi de Fairuz' e há uma versão muito bacana, mais lentinha e esta do vídeo, que foi a que escolhi. Primeira parte do trabalho, feita. Demorada, mas concluída!

...Eu nem imaginava que o depois era muito mais difícil!

4 comentários:

  1. Conheço bem a sensação, essa, de achar a música.
    Mas não solo mais, na verdade, nem me apresento mais e elas (as poucas "minhas músicas" que achei) se tornaram lindos devaneios na minha cabeça que eu nunca desenvolvi no corpo.
    Quem sabe agora?

    Beijos.

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  2. Nossa, achar a música é sempre meu maior problema. Trocava de música a cada dois dias, toda vez que tinha que coreografar alguma coisa. Mas de uns tempos pra cá aprendi que nunca vai existir a música perfeita, então eu escolho a música e coreografo até o fim, mesmo que no meio do processo eu enjoe dela ou a empolgação diminua.

    Tive que fazer disso uma regra por que por esse motivo eu demorava meeeeses pra montar alguma coisa decente.

    Parabéns pelo post, gosto muito do seu blog, sua maneira de escrever é bem espontânea!

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  3. Bem, nunca passei por isso. Talvez seja porque ainda tenho pouco tempo de Dança. Por enqto, a gente dança uma música ou outra, sente o corpo cada vez melhor, se conhece mais profundamente. Isto com o tempo... As amarras se soltam aos poucos.
    Fico feliz por apreciar meu blog!!
    Beijo!

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  4. caraca
    ^^
    eu posso dizer que realmente foi uma saga interminável essa busca q a Ket fez por sua música perfeita!!!! Acompanhei de perto as indecisões da criatura, cada semana uma música nova a me mostrar e eu lá "toda ouvidos"!!! Mas agora tá aí com uma música "perfeituosa" e uma performance de "tirar o chapéu"!!! dale Ket!!! Hu, hu
    o/

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