Páginas

12 de mai de 2008

Uma menina, a Morte e os Livros Roubados

"Odiei as palavras e as amei, e espero tê-las usado
direito"
.
"Veio o verão para a menina que roubava livros, tudo
corria bem. Para mim, o céu era da cor dos judeus."
.
"A única coisa pior do que um menino que detesta a gente.
Um menino que ama a gente."

.
"Ele mexe comigo, esse garoto. Sempre. É sua única
desvantagem. Ele pisoteia meu
coração. Ele me faz chorar"
.
(A Menina que Roubava Livros- Markus Zusak)

Esse livro passou um mês na minha mesa. 30 páginas e estranhei a narrativa. Deixei pra outra hora.
Dia 1° de Janeiro, pós virada, eu estava um bocado triste e querendo ver o mundo todo cinza. E ainda não tinha nada pra fazer. Resolvi dar mais uma chance pra menina que surrupiava livros.
Não lembro de ter feito mais nada durante as horas seguintes a não ser uma pausa para dormir.
Foi incrível. Numa hora eu estava na página 30, na outra na 200. Logo estava acabado e eu lá com uma sensação de nostalgia sem tamanho.
Era fascinante. Era lindo.
É um desses livros que você ama ou odeia. Não há meio termo. Eu amei.
Amo.
Se eu tivesse que usar somente uma palavra para descreve-lo seria 'puro'. Puro como a neve antes de ser manchada pela guerra. Ele tem uma prosa cheia de sentimento, do tipo que faz o seu coração ficar apertado ou um sorriso bobo surgir na sua cara. Oscilar entre felicidade e tristeza. Capaz de te levar para a vida dos personagens e vê-los com uma clareza absurda. Caminhar ao lado deles, dormir e sentir o mesmo frio, a mesma fome, a mesma dor.
Dor... Em alguns momentos ela é tão real que te faz chorar. Chorar por Liesel Meminger, a protagonista que sem querer enganava a Morte e gostava de pegar livros sem pedir. Liesel que tinha um coração enorme para alguém tão pequena. Chorar por Rudy que só queria um beijo. Eu chorei muito por Rudy. No final você se pega desejando ardentemente poder abraçá-lo. E querendo que o beijo tivesse sido muito antes...
E a Morte, que narra a aventura de Liesel numa Alemanha desumana, parece tão camarada que você a convidaria para um chá se tivesse a oportunidade. Um chá onde ela lhe falaria sobre o medo que sente dos humanos e sobre as cores do céu quando alguém parte. Porque sim, o céu tem sempre uma cor diferente para cada alma. E ela observa cada uma com apreço especial.
É um livro que não se esquece. Daqueles que ficam gravados na mente e volta e meia surgem e te fazem sorrir porque valeu a pena... Valeu cada linha.

" três vezes a menina que roubava livros"

Um comentário:

Faça uma pessoa feliz e comente esta postagem!
Saber a opinião de um leitor é muito importante pra que a gente saiba se o blog está legal ou não =)