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25 de jul de 2016

Belbellita, Vanessa Carneiro

 Oi genteeeeeee,

A resenha de hoje faz parte de um Booktour (ai que máximo!) e fala do livro de poesias "Belbellita" (Editora Giostri, 79 páginas), da queridíssima Vanessa Carneiro. 

Uma das coisas interessantes dessa leitura foi a questão de que, primeiramente,  eu não leio poesia. No. Never. Nunca acontece. Na na ni na não. E por quê? Não sei bem, mas o gênero não me cativa tanto quanto os demais e eu nunca pego um livro de poesias por livre e espontânea vontade.  Por isso, quando a Vanessa me convidou pra participar do Booktour eu aceitei, tanto pra conhecer o trabalho dela como escritora (leitores nacionais é a meta!), quanto pra vencer esse desafio literário. 

o tempo leva o que temos e somos
mas deixa  que fazemos

E eu gostei, minha gente!  Li o livro em uma tarde pois a Vanessa possui uma escrita suave e fluída, que passa por diversos temas,  em poemas que vão desde a calmaria até o desespero. É perceptível a cada linha que escrever não é apenas algo que ela faz porque gosta, mas porque precisa. Os poemas da Vanessa transbordam dela e eu, como leitora, os segurei com a mão por segundos e compreendi um pouco mais da pessoa bonita que a autora é, através deles. 
Não espere a chuva passar
para me chamar para dançar

porque, querido,
não somos feitos de açúcar

Então, fica a minha dica de poesia (olha eu dando dica de poesia! Sabia que esse dia ia chegar) com o livro bonito e delicado da Vanessa. Eu não sou nenhuma crítica de poemas e estruturas e afins, mas sei dizer do que sinto e Belbellita  foi uma leitura muito prazerosa.

Boa leitura!

Sobre a autora. 
Compre aqui. 

13 de jul de 2016

Na Estrada Jellicoe - Melina Marchetta

Às vezes, nós nos apaixonamos por alguns livros antes mesmo de ter a chance de lê-los. Posso dizer que foi isso que aconteceu comigo em relação à Na Estrada Jellicoe (Editora Seguinte, 296 páginas), da Melina Marchetta. Antes mesmo de receber o livro, eu já havia encontrado coisas lindas sobre ele e me apeguei à ideia de lê-lo um dia. E depois que aconteceu, posso dizer que esse livro merece sim o amor que recebe.

A história se passa em Jellicoe, uma cidadezinha na Austrália e tem como protagonista, Taylor Markham, uma adolescente que vive em um internato com mais uma centena de outros jovens, todos divididos em Casas. Taylor possui uma ligação muito emocional com a cidade, pois aos nove anos ela foi abandonada pela mãe na estrada Jellicoe e logo depois, encontrada por Hannah, uma mulher que se tornou sua tutora e uma espécie de figura materna.

Existe uma tradição na cidade que, uma vez por ano, quando os cadetes chegam ao local, eles disputam territórios com os membros das Casas Jellicoe e com os citadinos, numa espécie de guerrilha onde vale tudo, desde trapacear, até sequestrar membros do outro time. Dentro do colégio, Hannah é escolhida para ser a líder das Casas na disputa daquele ano, então ela precisa lidar com os líderes dos outros grupos e em especial com Jonah Griggs, que comanda o os cadetes e com quem Taylor tem uma história.

Acontece que, um pouco antes das disputas começarem, Hannah desaparece, deixando Taylor desnorteada e preocupada. E, em busca de respostas, a garota resolve ler um manuscrito que Hannah vem escrevendo há anos sobre cinco jovens que um dia se encontraram na estrada Jellicoe. Ao longo da leitura, Taylor vai descobrir que talvez a vida daqueles personagens não seja uma ficção e que eles podem ter alguma ligação com ela e seu misterioso abandono.



A narrativa do livro não é linear e vai intercalando-se entre o presente, contado por Taylor; e o passado, do manuscrito de Hannah; o que faz com que de início, a história seja um pouco confusa. Mas aos poucos, quando começamos a criar as ligações entre o que aconteceu com aqueles cinco jovens e a vida de Taylor, as peças da narrativa se encaixam como um quebra-cabeça, de forma extremamente harmoniosa. A estrada Jellicoe liga todos os personagens, do presente e do passado, e faz com que laços além do tempo se formem entre as pessoas que por ali passam.

Na Estrada Jellicoe é um livro sensível que vai nos guiando pelas descobertas de Taylor ao mesmo tempo que ela. Nós lemos a história que a Taylor lê, nós entendemos as conexões que ela entende, nós sentimos a solidão dela e a vontade de descobrir a verdade e o sentido de seu abandono. É um livro sobre amor, solidão, medo, superação, desapego e saudade. Um livro de jovens buscando respostas, um livro de adultos buscando redenção, um livro de pessoas que amam, perdem, cometem erros e buscam o perdão.

É na estrada Jellicoe que tragédias se transformam em segundas chances e a história de Taylor Markham começa.


Boa leitura! 



*essa resenha foi escrita para o Foforks, site para o qual eu também faço resenhas*

14 de mai de 2016

Eu li: A rebelde do deserto, Alwyn Hamilton

Sabe quando você termina de ler um livro e fica um tempão olhando pra capa dele e pensando: “Eu gostei disso. Eu realmente gostei disso. EU GOSTEI MUITO DISSO!!!!”? Foi exatamente assim que eu fiquei quando terminei de ler A Rebelde do Deserto da Alwyn Hamilton!
Vamos lá que eu conto porque. 
A Rebelde do Deserto é uma fantasia ambientada em um Oriente fictício, onde humanos e magia dividem espaço com a areia e o sol. A protagonista é uma jovem de dezesseis anos chamada Amani Al’Hiza que vive com os tios e primos no deserto de Miraji. Órfã, ela depende da caridade da família que a trata com desprezo, tanto por ela ser mulher – portanto vale o mesmo que nada – quanto por ela ter um temperamento arredio e independente. Quando ela descobre que poderá se tornar uma das novas esposas do tio, Amani percebe que é hora de escapar da vila onde a mãe foi enforcada anos antes por desafiar seu destino.
Somos apresentados a Amani no momento em que ela, vestida como garoto, participa de uma prova de tiro clandestina, em busca de um prêmio em dinheiro que servirá de passagem para fugir da Vila da Poeira. E nessa a cena já começamos a compreender a garota esperta e geniosa que ela é. Amani atira melhor que qualquer homem, tem a língua mais afiada que uma faca e acredita e busca a liberdade que lhe é negada por ser mulher. E é na prova de tiro – onde fica conhecida como Bandido dos Olhos Azuis – que Amani conhece Jin, um forasteiro que poderá ser uma ponte para sua fuga.
Mas, se você está cansado do plot “garoto misterioso que salva mocinha”, não precisa se preocupar, pois a autora passou bem longe disso e a nossa garota anda em pé de igualdade com o mocinho desde o início. Aliás, a autora fugiu de diversos clichês comuns às histórias YA. Amani não é uma donzela em perigo e não está disposta a se sacrificar por uma causa maior ou alguém. Nossa protagonista deseja viver em liberdade acima de tudo e é extremamente consciente do seu valor como ser humano – e isso é incrível!
Faz dancinha da felicidade! 
Outra coisa maravilhosa nessa história: a magia. Seres mágicos existem e foram quase dizimados pelo homem, mas no curso do livro, percebemos que eles estão voltando para reivindicar seu lugar de direito no mundo. Isso sem falar nos lendários Djinnis, seres míticos que volta e meia têm filhos com humanas e estes nascem com habilidades incríveis. O retorno destes seres mágicos está intimamente ligado ao surgimento de um grupo rebelde, liderado por um Príncipe contra o Sultão e nossa Amani, a melhor atiradora do deserto, acaba no meio de tudo isso.
É um livro que tem gostinho de As Mil e Uma Noites misturado com Alladin, recheado de príncipes, caravanas, tesouros, magia e romance. É impossível não mergulhar nesse mundo de sol escaldante e não se identificar com a Amani (eu, pelo menos, me senti muito ligada aos desejos dela). A Rebelde do Deserto está sendo publicado aqui no Brasil pela Editora Seguinte, em uma capa linda de morrer, contando com 312 páginas. O livro faz parte de uma trilogia então ainda tem história pela frente (ainda bem!).
Boa leitura!


*essa resenha foi escrita para o Foforks, site para o qual eu também faço resenhas*

9 de fev de 2016

cabelos azuis: eu fiz!

Hey gente!

O post de hoje não vai ser sobre livros e sim sobre meus cabelotes novos, que agora estão parcialmente azuis caminhando para o todo azul  e acho bacana dividir a experiência caso mais alguém esteja pensando em se divertir com cores na cabeça. acho a coloração azul linda e secretamente sempre desejei ter, porém também sempre tive medo de estragar o cabelo ou de ficar ridículo em mim então adiei, adiei até esse ano, quando decidi que se eu não arriscasse eu não ia saber não é mesmo? 

Então, fui pro salão e fiz a descoloração, para logo depois receber o azul em cima. O resultado foi o da primeira foto e, como as tintas fantasias reagem com a química que você já tem no seu cabelo, esse resultado pode durar de uma semana à quinze dias vindo a desbotar com as lavagens. O meu durou exatamente uma semana e gradualmente passou para um verdinho da segunda foto. 

O legal é que o retoque de tintas fantasia pode ser feito em casa mesmo se você preferir, com tonalizantes. Passados 10 dias eu mesma retoquei (sim, eu sujei tudo haha), com o tonalizante Hot Blue, da linha Se Joga, da Maxton e o resultado ficou bem amor e durou mais tempo. No momento, meu cabelo tá desbotando pra um azul clarinho e tô gostando! 


Em relação aos cuidados eu sou o tipo de pessoa que não perde a cabeça porque tá grudada, então eu não  lembro de passar creme ou protetor. Pra tentar manter a cor e o cabelote saudável eu uso o shampoo e condicionador Professionnel Vitamino Color da L'oreal que peguei no salão mesmo, mas foi salgado então tô em busca de uma alternativa mais em conta, e  uso boné ao ir pra piscina. Mas só gente. 

No fim das contas posso dizer que amei o resultado e tô adorando andar colorida por ai! As tintas fantasias possuem menos química e os danos no cabelo são bem menores do que as cores padrão, sem contar que abrem a possibilidade de você fazer o arco-iris na cabeça né? haha O plano é agora partir pro cabelo todo e ser feliz. 

Assim que fizer, venho aqui e atualizo vocês.

Bjão!